AGRONEGÓCIO

BrasilAgro vende parte da Fazenda Chaparral, na Bahia, por R$ 364,5 milhões

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A BrasilAgro anunciou, nesta terça-feira (26), a venda de 12.335 hectares da Fazenda Chaparral, localizada em Correntina, na Bahia. A maior parte da área, 8.796 formada por hectares úteis.

O valor da transação foi confirmado em R$ 364,5 milhões. Cada hectare útil equivale a 350 sacas de soja ou cerca de R$ 41,4 mil.

“O comprador já realizou pagamento inicial no valor de R$ 53,5 milhões. O duration (tempo médio de recebimento) desta venda é de 3,1 anos”, destaca o comunicado enviado ao Mercado.

Segundo informações da empresa, do ponto de vista contábil, o preço desta área da fazenda nos livros da companhia é de R$ 34 milhões, montante que contempla aquisição e investimentos líquidos de depreciação. A propriedade tem uma TIR (Taxa Interna de Retorno) esperada em Reais de 15,0%.

A Fazenda Chaparral foi adquirida pela BrasilAgro em novembro de 2007, e possuía uma área total de 37.182 hectares, com 26.444 hectares úteis. Após esta negociação, restam 24.847 hectares, dos quais 17.648 são úteis, onde são cultivados grãos e algodão.

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“Esta transação marca a primeira venda de uma fração da Fazenda Chaparral, que foi adquirida em novembro de 2007, foram investidos R$ 125 milhões na aquisição e desenvolvimento da propriedade até o momento”, diz outro trecho do documento arquivado na CVM, assinado por Gustavo Javier Lopez, CFO da BrasilAgro.

Especializada na compra e venda de propriedades rurais e na produção de alimentos, fibras e bioenergia, a empresa atua em cinco Estados brasileiros, no Paraguai e na Bolívia. De acordo com o último levantamento, realizado pela Deloitte Touche Tohmatsu, o portfólio de propriedades da BrasilAgro estava avaliado em mais de R$ 3,6 bilhões, em junho de 2023.

Fonte: Fato Relevante

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Ureia recua no mercado global após alta e sinaliza pressão de demanda no agronegócio

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Após dois meses de forte valorização, o mercado global de ureia começa a apresentar sinais de enfraquecimento, com perda de sustentação nos preços diante de uma demanda mais fraca em nível internacional. O movimento já se reflete em importantes polos consumidores e exportadores, incluindo o Brasil, Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

Apesar da manutenção de restrições logísticas no Oriente Médio — região estratégica para o fornecimento global de ureia e amônia — o mercado passa a ser mais influenciado pela desaceleração da demanda, que pressiona as cotações após o recente ciclo de alta.

Brasil já registra segunda semana de queda

No mercado brasileiro, a tendência de baixa já está consolidada. De acordo com o relatório semanal de fertilizantes, a ureia acumula a segunda semana consecutiva de recuo, com negócios sendo fechados abaixo de US$ 770 por tonelada, cerca de 4% inferior aos valores observados há duas semanas.

O movimento acompanha o comportamento internacional e reforça a correção de preços após o pico recente de valorização.

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Queda é observada em diversos mercados globais

Além do Brasil, o recuo nas cotações também foi registrado em outras regiões estratégicas:

  • Estados Unidos
  • China
  • Oriente Médio
  • Egito

O movimento indica um enfraquecimento mais amplo do mercado global de fertilizantes nitrogenados, alinhado a uma demanda mais contida por parte dos compradores.

Demanda mais fraca redefine dinâmica de preços

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual representa uma mudança importante na formação dos preços internacionais.

“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter maior peso na dinâmica do mercado, pressionando as cotações após um período de alta intensa”, destaca.

O comportamento dos compradores também contribui para o cenário, com postura mais cautelosa diante das incertezas e da perda de atratividade nas relações de troca.

Logística no Oriente Médio ainda sustenta mercado

Apesar da tendência de queda, a redução dos preços não deve ocorrer de forma intensa no curto prazo. Isso porque os gargalos logísticos no Oriente Médio continuam restringindo a oferta global, especialmente em uma região responsável por parcela relevante das exportações de ureia e amônia.

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Esse fator estrutural ajuda a evitar uma desvalorização mais acentuada, mantendo certo nível de sustentação nas cotações internacionais.

Mercado deve seguir volátil no curto prazo

A expectativa é de que o mercado de ureia permaneça em ambiente de ajuste gradual, com possíveis quedas adicionais limitadas pela oferta restrita, mas influenciadas por uma demanda global mais fraca.

Entre os fatores que pressionam o consumo estão:

  • Período de menor demanda em países-chave
  • Relações de troca menos favoráveis ao produtor rural
  • Maior cautela nas decisões de compra
  • Perspectiva para o fertilizante no agro

Com o mercado em transição após o ciclo de alta, a ureia entra em uma fase de reequilíbrio entre oferta e demanda. Para o agronegócio, o momento exige atenção ao comportamento dos preços internacionais, já que oscilações no fertilizante têm impacto direto nos custos de produção das principais culturas agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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