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Mutirões eleitorais na zona rural de São Félix do Araguaia: ampliando o acesso à democracia

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Nos dias 15, 16 e 17 de abril de 2024, a 15ª Zona Eleitoral de São Félix do Araguaia promoverá mutirões eleitorais em duas importantes localidades da zona rural do município, com o objetivo de atender às demandas dos cidadãos antes do fechamento do cadastro eleitoral e promover a coleta biométrica dos eleitores.

No dia 15 de abril, segunda-feira, o mutirão acontecerá na Vila São Sebastião, na Escola Municipal Professora Luiza Lira de Amorim. Esta comunidade, situada a cerca de 30 km do centro urbano de São Félix do Araguaia, receberá o evento das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min.

Já nos dias 16 e 17 de abril, terça e quarta-feira, será a vez da comunidade de Pontinópolis receber os serviços eleitorais. O mutirão ocorrerá na Escola Municipal de Pontinópolis, localizada na Zona Rural de São Félix do Araguaia, das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min. Pontinópolis está a aproximadamente 106 km do centro urbano de São Félix do Araguaia e a 24 km do centro urbano de Alto Boa Vista, sendo acessível por estradas de terra.

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Estes mutirões são uma iniciativa do Juízo Eleitoral, realizados de ofício, com o objetivo de levar os serviços eleitorais até as regiões mais distantes do município, facilitando o acesso dos cidadãos da zona rural aos serviços oferecidos pela Justiça Eleitoral.

Durante os atendimentos, serão oferecidos todos os serviços relacionados ao título de eleitor, incluindo emissão de novos títulos, transferência de domicílio eleitoral, regularização de pendências e a coleta biométrica, contribuindo assim para a atualização e regularização do cadastro eleitoral da região.

O Juiz Eleitoral da 15ª Zona Eleitoral/MT, Luis Otávio Tonello dos Santos, expressou sua satisfação com a realização desses mutirões, destacando que “esta iniciativa reflete o compromisso da Justiça Eleitoral com a promoção da participação democrática, garantindo que todos os cidadãos, independentemente de sua localização geográfica, tenham acesso aos seus direitos eleitorais fundamentais.”

A 15ª Zona Eleitoral, situa-se no município de São Félix do Araguaia e atende ainda os eleitores de Alto Boa Vista, Luciara e Novo Santo Antônio, totalizando quase 17 mil eleitores.

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Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#DescriçãodaImagem: Imagem de fundo cinza claro, contendo a esquerda a imagem de um homem com antebraço levantado até o ombro e uma das mãos apontando o dedo no relógio que está nesse antebraço levantado. Ao seu lado, a direita, consta as informações dos mutirões. Acima à direita consta a logo do TRE-MT. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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