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Boa prática do MPMT é apresentada em Encontro Nacional

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A ferramenta de controle de frota do Departamento de Apoio Administrativo (DAA) do Ministério Público de Mato Grosso foi apresentada no Painel de Boas Práticas do Ministério Público Brasileiro, na manhã desta terça-feira (25), durante o 1º Encontro Nacional de Boas Práticas em Gestão Administrativa do Ministério Público. O evento é promovido pela Comissão de Planejamento Estratégico (CPE) do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) em parceria com o Comitê de Políticas de Gestão Administrativa do Fórum Nacional de Gestão (CPGA-FNG). 

O objetivo é fomentar a troca de experiências e iniciativas de sucesso dos Ministérios Públicos em todo o país. Mato Grosso foi um dos cinco estados selecionados para expor um case exitoso de gestão no painel. A apresentação do sistema “DAA+ Frotas & Serviços” foi realizada pela chefe do DAA, Susana Fátima dos Santos, na sede da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU). Ela explicou o funcionamento da ferramenta implantada em 2021, disponível para acesso via computador ou smartphone. 

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Segundo Susana dos Santos, o sistema possibilita que o controle de bordo, solicitação de lavagem, abastecimento e manutenção (revisão) sejam totalmente informatizados. A delegação do MPMT foi composta também pela subprocuradora-geral de Justiça Administrativa, Claire Vogel Dutra, pela chefe do Departamento de Gestão de Pessoas, Mariane Mesquita Souza Hartung, e pela assessora jurídica Rosimar Caetano Marino Moretti.  

A primeira edição do encontro aborda a gestão sob várias vertentes, conhecida como 360º, destacando ações inovadoras e de impacto que podem servir como referência para modernização da gestão administrativa no Ministério Público brasileiro. A capacitação é voltada aos servidores que atuam na gestão da área administrativa dos MPs ou que atuem com as áreas de compras, contratações, gestão e fiscalização de contratos ou logística e patrimônio. A programação inclui ainda palestras sobre sustentabilidade, transformação digital, contratações públicas inovadoras e a nova Lei de Licitações.

(Com informações do CNMP)

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

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Foto: Reprodução.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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