AGRONEGÓCIO

Mercado de Arroz estável enquanto foco se mantém nas lavouras

Publicado em

Evandro Oliveira, analista e consultor da SAFRAS & Mercado, destaca que, apesar de uma leve expansão na produção, a oferta e demanda nacional continuam equilibradas.

Perspectivas para os Preços

Com a intensificação da colheita no Sul do país, Oliveira prevê uma tendência de queda nos preços ao produtor, que pode se estender nas próximas semanas à medida que os trabalhos no campo avançam. No entanto, ele ressalta que as atuais cotações, abaixo da paridade de importação do Paraguai, podem mitigar esse movimento de desvalorização.

Impacto no Consumo

Quanto ao arroz beneficiado, já se nota uma redução significativa nos preços, o que gradualmente deve se refletir nos pontos de venda, potencialmente impulsionando o consumo do cereal, que vinha apresentando uma diminuição nos últimos seis meses.

Variações de Preços

No Rio Grande do Sul, principal referência nacional, a saca de 50 quilos de arroz encerrou a quinta-feira cotada a R$ 101,54, registrando um aumento de 0,56% em relação à semana anterior. Comparado ao mês passado, houve uma queda de 10,21%, mas em relação ao mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 20,11%.

Leia Também:  Clima adverso reduz produção de cevada no Brasil enquanto consumo de cerveja é impulsionado pelas altas temperaturas
Cotações Regionais

Na região de Palmares do Sul, na Planície Costeira Externa gaúcha, as indicações de preço variam entre R$ 100,00 e R$ 108,00 por saca de 50 quilos. Enquanto em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, as cotações oscilam entre R$ 90,00 e R$ 100,00 por saca de 60 quilos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

Published

on

A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

Leia Também:  Colheita de algodão, amendoim e girassol avança nos Estados Unidos com bons resultados
Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

Leia Também:  Declaração de Renda será Obrigatória para Produtores Rurais com Faturamento Superior a R$ 169,4 mil em 2024

A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA