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Assembleia homenageia 228 vereadoras de Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou na noite desta quarta-feira (20), sessão especial, requerida pelo deputado Carlos Avallone (PSDB), para homenagear 228 vereadoras mato-grossenses, em alusão do Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março. O objetivo é entregar moções de aplausos como forma de reconhecimento pelo protagonismo nos serviços prestados para o desenvolvimento da sociedade.

Dados apresentados durante a sessão especial mostram que as mulheres constituem a maioria do eleitorado brasileiro, dos mesários voluntários e do público que comparece às eleições. Mas o cenário é diferente quando se trata de representatividade na política e igualdade de gênero nos espaços de poder. 

Um levantamento divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que somente 45 cidades entre as 5.568 que realizaram eleições municipais em 2020 no Brasil têm maioria de mulheres na composição das câmaras de vereadores, número que não chega a 1% do total dos municípios.

“As mulheres têm jornada dupla e as vezes tripla. A dificuldade das mulheres para serem candidatas, para serem políticas, é muito grande. E elas precisam ser reconhecidas. É diferente quando um homem vai ser pai. Nós somos pais e saímos para a luta no dia seguinte. Quando ela é mãe, ela passa pelo menos dois, três anos cuidando do filho, cumprindo a maternidade, ela tem que suspender o projeto político, que é atender o filho”, explicou o deputado.

O parlamentar disse que a homenagem é importante, mas, que além disso, o estado precisar sair do ranking de feminicídios. “Não é possível, um estado igual a Mato Grosso, ter o título de maior número de morte de mulheres do país. Não podemos permitir. Temos que entender o que está acontecendo com sociedade. Mato Grosso é rico, maior produtor de grãos, de carne e vamos aceitar ser maior produtor de mortes? Não podemos. Temos que nos unir e mudar essa realidade. O Orçamento Mulher vai auxiliar para que as mulheres tenham recursos para empreender, além disse estamos trabalhando junto com a Procuradoria Especial da Mulher da ALMT para desenvolver políticas públicas que atendam as vítimas de feminicídios e de outros crimes”, enfatizou o deputado Carlos Avallone.

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A deputada em exercício Sandy de Paula (União), que é vereadora e presidente da Câmara Municipal de Juara (licenciada), falou sobre a homenagem e do baixo incentivo a participação da mulher na política. “Nós muitas vezes não somos convidadas para as discussões, organizações de chapa e dos pleitos. Então, eventos como esse estimulam as mulheres a serem candidatas e fortalece as candidaturas atuais. Uma homenagem justa, que também acaba sendo um evento basicamente de alerta e de conscientização do papel importante que a mulher ocupa em todas as esferas da política mato-grossense”, explicou Sandy. 

A suplente de vereadora Maria Avalllone (PSDB), falou da luta das mulheres para ocuparem cargos na política. “Nós mulheres queremos igualdade nos cargos políticos. Temos muitas tarefas, e cada vez mais conquistando o nosso espaço, é uma luta diária, pois enfrentamos a violência política, alguns homens não aceitam a nossa conquista, o nosso direito”, disse Maria.

Presidente da União das Câmaras Municipais do Estado de Mato Grosso (UCMMAT), vereadora pelo município de Indiavaí, Rhillary Milleide (PSDB), destacou a relevância da homenagem para cada uma das 228 vereadoras do estado. “Queremos homenagear os trabalhos de cada uma dessas vereadoras que todos os dias se desdobram entre todas as tarefas e, da principalmente da vereança. Nós sabemos o quanto é difícil para a mulher a participação na política. Então hoje essa homenagem é em reconhecimento a todo esse trabalho prestado, porque nós mulheres temos alguns degraus a mais para subir”, explicou a vereadora.

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Representando o município de Santa Cruz do Xingu, (distante de Cuiabá 1.100km), vereadora Liliane Fedrigo (PSDB), disse que esta é a primeira vez que recebe uma homenagem e destacou a importância da união das mulheres na política. “Quando chega o processo eleitoral percebemos que há uma correria entre os partidos para atingirem a cota de mulheres para a eleição. A gente precisa mudar essa realidade. Na Câmara de Santa Cruz do Xingu só tem eu de vereadora,  é bom ser lembrada, é uma forma de inspiração. Nós precisamos mostrar as mulheres que nós podemos estar em qualquer lugar”, comemorou Liliane.


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Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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