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Projeto Brazil Sugarcane leva empresas brasileiras para El Salvador

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O Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution, parceria entre o Apla (Arranjo Produtivo Local do Álcool) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), realizam de 20 a 22 de março, missão técnica e comercial em El Salvador.

Nesta ação, 19 empresas do setor sucroenergético brasileiro estarão presentes em uma iniciativa internacional que envolve rodadas de negócios e visitas às principais usinas produtoras de derivados da cana-de-açúcar do país. Durante esta missão, está previsto um cronograma de reuniões individuais, permitindo que os fornecedores brasileiros apresentem seus produtos, máquinas, equipamentos, serviços e soluções, visando aprimorar a eficiência da produção local.

O diretor-executivo do Apla Flavio Castellari, destaca El Salvador como um mercado promissor para o Brasil, com oportunidades comerciais significativas. “O Brasil oferece uma ampla gama de produtos, equipamentos e soluções que podem revolucionar e aumentar a produtividade das usinas de qualquer parte do mundo. Na América Central, vemos El Salvador com mercado potencialmente atrativo, pois atendem a demanda interna e o mercado externo”, avalia.

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De acordo com o adido, prevê-se que o consumo interno de açúcar no país centro-americano alcance 272 mil toneladas durante o período de 2023/24, mantendo-se praticamente inalterado em relação ao ano anterior. Quanto às exportações, espera-se que El Salvador envie ao exterior 544 mil toneladas de açúcar em 2023/24, um aumento modesto em comparação com as 524 mil toneladas registradas em 2022/23.

Sobre o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution

Desde 2007, o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution – uma parceria entre o Apla e a ApexBrasil – agrega empresas e instituições públicas e privadas ligadas ao setor sucroenergético, cobrindo a cadeia agroindustrial da cana-de-açúcar desde o desenvolvimento de tecnologias industriais e agrícolas, fabricação de máquinas e equipamentos, ampliação de variedades de cana e prestação de serviços diversos, até a participação efetiva no desenvolvimento e estruturação de mercados.

Diversas ações são realizadas pelo Brazil Sugarcane, com destaque para o Projeto de Promoção Comercial de Exportações dos Equipamentos, Produtos e Serviços das Empresas do Setor Sucroenergético que, em parceria com a ApexBrasil, realiza rodadas de negócios em diversos países e participações em feiras, conferências e encontros com especialistas do setor, como por exemplo, o Ethanol Talks e a Datagro Conferences. No Projeto Comprador e Imagem, o Apla e a ApexBrasil organizam receptivo de interessados no mercado sucroenergético nacional, fomentando e ampliando o comércio exterior.

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As empresas brasileiras interessadas em integrar-se ao projeto setorial devem ser vinculadas ao setor sucroenergético e apresentar um portfólio de produtos, serviços ou soluções como potencial exportador. Entre em contato pelo www.portalapla.org.br.

Fonte: ApexBrasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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