AGRONEGÓCIO

Depois do “El Niño”, agora é a vez de “La Niña” trazer intempéries climáticas e mais prejuízos

Publicado em

O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu nesta sexta-feira (16.03) um alerta para a transição do fenômeno El Niño para La Niña, o que deve elevao o risco de seca em partes do Brasil. O alerta foi dado a partir das projeções da autoridade climática global, National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), que avalia uma probabilidade de 55% para a ocorrência moderada de La Niña entre agosto e outubro, sinalizando uma temporada de variações climáticas intensas.

Especialistas do Cemaden alertam para mudanças significativas no regime de chuvas e nas temperaturas. A Região Sul pode esperar por uma primavera com chuvas abaixo da média histórica, enquanto o Amapá e áreas entre Minas Gerais e Bahia poderão enfrentar precipitações acima do normal. Estas alterações não são apenas numéricas, mas têm implicações diretas na vida das pessoas e na economia das regiões.

Para a agricultura brasileira, o impacto da La Niña se anuncia diverso, afetando de maneira distinta as várias regiões produtivas do país. Enquanto o Norte e Nordeste podem se beneficiar de chuvas acima da média, revitalizando reservatórios e aumentando a umidade do solo, o Centro-Oeste e o Sul enfrentarão desafios com períodos mais secos, afetando a produção de alimentos e a gestão de recursos hídricos.

A história recente mostra que eventos similares, ocorridos em 1995/1996, 2010/2011 e 2016/2017, tiveram impactos marcantes, afetando severamente estados como Rio Grande do Sul, Amazonas e Minas Gerais em diferentes ocasiões. Atualmente, várias regiões já enfrentam a seca, complicando o plantio de culturas essenciais como milho, arroz e algodão.

Leia Também:  "Depois de ser pai, você repensa a vida como um todo", diz Amilcar Ribeiro

O cenário previsto para o próximo verão indica que o extremo norte do país pode esperar por chuvas acima da média, enquanto partes das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste poderão experimentar temperaturas abaixo do normal. Contudo, existe também a possibilidade de temperaturas mais elevadas no leste do Nordeste, destacando a complexidade e a variabilidade do impacto de La Niña no clima brasileiro.

Os preparativos para enfrentar os desafios impostos por La Niña já começam a ser discutidos entre autoridades e especialistas. A incerteza quanto aos padrões de precipitação reforça a necessidade de medidas adaptativas e de gestão robusta, visando mitigar os impactos adversos nas áreas mais vulneráveis, especialmente na agricultura, que é vital para a economia do país.

À medida que o Brasil se aproxima do período de influência de La Niña, a atenção se volta para a capacidade de resposta das comunidades e dos setores produtivos diante das adversidades climáticas previstas. A cooperação entre instituições de pesquisa, governo e setor privado será fundamental para navegar por este cenário com o mínimo de prejuízos possíveis, enfatizando a importância da prevenção e do planejamento estratégico frente às mudanças climáticas globais.

Leia Também:  Palmeiras sofre empate depois de estar ganhando de 2 x 0 do Athletico-PR

ENTENDA AS DIFERENÇAS

El Niño e La Niña são oscilações climáticas naturais que afetam o Oceano Pacífico Tropical e a atmosfera global, impactando o clima em diferentes regiões do mundo. Ambos fazem parte do mesmo ciclo climático, conhecido como El Niño-Oscilação Sul (ENOS).

El Niño:

  • Aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial: Essa anomalia modifica a circulação atmosférica, gerando mudanças nos padrões de chuva e temperatura em diversas partes do globo.
  • Efeitos no Brasil: Aumento das chuvas no Norte e Nordeste, e diminuição das chuvas no Sul e Sudeste.
  • Frequência: Acontece a cada 2 a 7 anos, com duração média de 9 a 12 meses.

La Niña:

  • Resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial: Oposta ao El Niño, essa anomalia também causa alterações na circulação atmosférica e nos padrões climáticos.
  • Efeitos no Brasil: Diminuição das chuvas no Norte e Nordeste, e aumento das chuvas no Sul e Sudeste.
  • Frequência: Acontece a cada 2 a 7 anos, com duração média de 9 a 12 meses.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Campanha da Prefeitura marca participação da Seleção Brasileira nos bairros de Cuiabá

Published

on

A campanha Minha Rua é Show de Bola, idealizada pela Prefeitura de Cuiabá, encerrou neste domingo (5) sua participação na Copa do Mundo de 2026 ao lado da população. Mesmo com a derrota da Seleção Brasileira por 2 a 1 para a Noruega, resultado que eliminou o Brasil da competição, milhares de moradores voltaram a se reunir em diferentes bairros da capital para acompanhar a partida em um ambiente de integração, lazer e convivência comunitária.

Ao todo foram 5 partidas e 16 ruas contempladas. Nesta rodada, os telões foram instalados na Travessa L6, no Jardim Liberdade; Rua Alta Floresta, no CPA II; Rua Santa Isabel, no bairro Santa Isabel; e Rua U, no bairro Primeiro de Março. As ruas foram escolhidas por votação popular nas redes sociais da Prefeitura, após se destacarem pela mobilização dos moradores e pela decoração durante a competição.

Nos bairros Jardim Liberdade e Primeiro de Março, a programação contou ainda com uma parceria com a Coca-Cola, que distribuiu gratuitamente 500 latinhas de refrigerante em cada um dos pontos de transmissão. A ação também teve o apoio da empresa Moreninha do CPA, responsável pela distribuição de 500 picolés em cada um desses dois locais, proporcionando ainda mais lazer e confraternização às famílias durante a transmissão.

O prefeito Abilio Brunini acompanhou a partida na Rua Alta Floresta, no CPA II, e destacou que, mais do que o resultado em campo, a campanha cumpriu o objetivo de fortalecer a convivência entre os moradores e resgatar uma tradição que marcou gerações de cuiabanos.

“Independentemente do resultado da Seleção, quem venceu foi a nossa população. Ver as ruas cheias, as famílias reunidas, as crianças brincando e os vizinhos celebrando esse momento juntos mostra que conseguimos resgatar um sentimento muito bonito de comunidade. Esse sempre foi o principal objetivo da campanha”, afirmou o prefeito.

Leia Também:  Quanto custa o novo Disney+ depois da fusão com Star+; opção mais barata tem anúncios

No CPA II, além da transmissão da partida, os moradores organizaram churrasco, música ao vivo, sorteio de uma camiseta da Seleção Brasileira e reuniram centenas de pessoas em um grande momento de confraternização.

A mobilização da comunidade começou semanas antes do Mundial e envolveu dezenas de moradores na preparação da decoração.

“Foi tudo feito com o esforço dos moradores. Ninguém doou nada. A gente foi pedindo ajuda para um, para outro, e, com a união da comunidade, conseguimos reunir os materiais e transformar a rua. Cerca de 40 pessoas participaram dessa mobilização, que começou três semanas antes da Copa”, contou o morador Marcelo Silva.

Morador do CPA II há 40 anos, Mauri Padilha afirmou que nunca havia presenciado uma mobilização semelhante no bairro.

“Eu moro no CPA há 40 anos e nunca tinha visto uma mobilização como essa. A organização ficou muito bonita e reuniu toda a comunidade. Quero agradecer ao prefeito Abilio Brunini por apoiar essa iniciativa e valorizar os moradores, que se dedicaram para deixar o bairro ainda mais bonito”, afirmou.

Para a moradora Lauricelly Leite, a campanha proporcionou um momento de integração que ficará na memória da comunidade.

“Foi uma tarde muito especial para todos nós. Ver a rua cheia, as famílias reunidas e todo mundo vivendo esse clima de Copa foi emocionante. Agradeço ao prefeito Abilio Brunini por incentivar esse projeto, que aproximou os moradores e fez o nosso bairro reviver essa tradição”.

Ao longo da Copa do Mundo, a campanha percorreu diversos bairros de Cuiabá, levando telões, lazer e fortalecendo os laços entre as comunidades.

No primeiro jogo da Seleção Brasileira, contra Marrocos, os telões foram instalados na Rua Ponta Grossa, no bairro CPA I, e na Rua Cáceres, no bairro Parque Amperco.

Leia Também:  Especialistas fazem projeções para a safra 2024 com base nas intempéries climáticas

Na partida contra o Haiti, cinco locais receberam a estrutura da Prefeitura: Rua 17, no bairro Santa Terezinha; Rua 15, no bairro João Bosco Pinheiro; Rua 44, no bairro São João Del Rey; Rua Belo Horizonte, no bairro Alvorada; e a Praça Cultural do Parque Cuiabá, que contou com uma estrutura especial voltada à comunidade haitiana residente na capital.

Na terceira transmissão, durante a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Escócia, os telões foram instalados na Rua Vila Mirante, no bairro Ribeirão do Lipa; Rua Lages, no CPA I; Rua 17, no bairro Santa Terezinha; Rua 15, no bairro João Bosco Pinheiro; Rua 44, no bairro São João Del Rey; e Rua Belo Horizonte, no bairro Alvorada.

Na quarta rodada, o Brasil venceu o Japão por 2 a 1, de virada, garantindo a classificação às oitavas de final. Na ocasião, a Prefeitura levou a estrutura para a Rua Cruz da Malta, no bairro Serra Dourada; Rua F, no Jardim Passaredo; Rua Cinco, no bairro São João Del Rey; e Rua 10, no bairro Jardim Aroeira.

Com cinco transmissões realizadas durante a Copa do Mundo, a campanha Minha Rua é Show de Bola transformou ruas de diferentes regiões de Cuiabá em grandes pontos de encontro, incentivando a participação popular e resgatando uma tradição que há anos fazia parte da história da cidade. Mesmo com a eliminação da Seleção Brasileira, o legado da iniciativa permaneceu nas comunidades, que voltaram a ocupar os espaços públicos para viver momentos de integração, amizade e pertencimento.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA