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“Depois de ser pai, você repensa a vida como um todo”, diz Amilcar Ribeiro

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“Depois de ser pai, você repensa a vida como um todo”, diz Amilcar Ribeiro
Yumi Kuwano

“Depois de ser pai, você repensa a vida como um todo”, diz Amilcar Ribeiro

Pai de Anthony, de três anos, e de Arik, de dois, o empresário Amilcar Ribeiro viu sua vida mudar após o nascimento dos filhos. Apaixonado por esportes radicais, o bicampeão brasileiro de jet-ski diz que até a relação com o esporte mudou naturalmente. Logo ele que ouvia de outros colegas atletas que isso aconteceria e não acreditava. “ Eu era muito radical e diminuiu bastante essa radicalidade. Depois de ter filhos, você pensa muito neles “, avalia.

Amilcar contou ao GPS|Brasília que, desde novo, sempre praticou todo tipo de esporte e acredita na importância dele, não só para saúde e para o físico, mas para a criação e formação como indivíduo. “ Comecei no motocross, depois supermoto e depois competi em campeonatos nacionais de jet-ski e até internacionais. Fui bicampeão brasileiro, campeão sul-americano, cinco vezes campeão paulista e cinco vezes campeão goiano de jet-ski “, conta.

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No entanto, as coisas foram mudando: “ Depois de ser pai, você realmente repensa a vida como um todo, e acaba mudando muitos hábitos, que você tinha na vida, no dia a dia, e muda para melhor. Você amadurece mais. A paternidade é uma dádiva de Deus “, afirma.

Pai e filhos | Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Momentos marcantes

Apesar de ter se tornado pai tarde, aos 42 anos, Amilcar sempre quis ser pai, e depois que experimentou a delícia da paternidade, conta que queria até ter tido filho um pouco antes. Isso porque as emoções começaram no exato momento da notícia que seria pai. “ Uma emoção maior do que essa, só no parto do meu primeiro filho. Foi algo que eu achei que eu nunca poderia sentir, porque como eu fazia muito esporte, você tem muitas emoções no esporte, muita adrenalina, mas ali, o fato de saber que seria pai, foi uma adrenalina que eu nunca senti em nenhum tipo de esporte, nunca senti na vida, na verdade Foi uma das melhores e maiores coisas que eu já senti “, revela.

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O empresário diz que a melhor coisa da paternidade é estar com os filhos, independente do momento, mas a prática de esportes com os pequenos tem um brilho especial. Desde bem novinhos Amilcar já levou os dois para andar de jet ski, para andar de UTV [veículo que derivou do quadriciclo, usado para competições off-road] e não vê a hora de eles crescerem para praticarem mais tipos de esportes juntos.

Anthony e Arick | Foto: Arquivo pessoal

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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