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Mercado de Açúcar Registra Expressiva Alta em Nova York e Londres

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Os contratos futuros de açúcar experimentaram uma marcante valorização em Nova York e Londres na quarta-feira (6), impulsionados por dados cruciais sobre a safra 2024/25 no Centro-Sul do Brasil e na Índia, além das oscilações nos mercados financeiros, notadamente no petróleo e câmbio.

Segundo o SANTANDER DATAGRO Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol, a projeção para a safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil aponta para 592 milhões de toneladas, representando uma queda de 9,8% em relação a 2023/24. No que diz respeito à produção de açúcar, estima-se um total de 40,45 milhões de toneladas na região, uma redução de 4,8% em comparação com a temporada anterior, com a participação do açúcar no mix atingindo 51,6% (+2,7%).

Bolsas Internacionais Impulsionam Ganhos

Na ICE Futures em Nova York, os contratos encerraram com ganhos significativos. O contrato de maio/24 registrou um aumento de 58 pontos, alcançando 21,45 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o contrato de julho/24 teve uma elevação de 50 pontos, atingindo 21,14 centavos de dólar por libra-peso.

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Na ICE Europe, em Londres, observou-se uma tendência semelhante. O contrato de maio/24 subiu 16,70 dólares, alcançando US$ 611,00, enquanto o contrato de agosto/24 teve um acréscimo de 13,70 dólares, sendo negociado a US$ 591,00.

Açúcar Cristal e Etanol Hidratado no Mercado Nacional

Conforme o Indicador do Cepea/Esalq, da USP, o açúcar cristal apresentou uma ligeira diminuição de 0,39% em relação ao dia anterior, totalizando R$ 141,66 para a saca de 50 quilos. Quanto ao etanol hidratado, houve uma diminuição de 0,07% em relação ao dia anterior, sendo negociado pelas usinas a R$ 2.182,00/m³, conforme o Indicador Diário de Paulínia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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