AGRONEGÓCIO

Bayer leva variedades de soja e soluções integradas para a produção sustentável do algodão à AgroRosário

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A região do Oeste Baiano é o principal polo de produção de grãos do estado, com destaque para a produção de soja, milho e algodão, em uma área irrigada de 190 mil hectares que abrange 18 municípios. Para apoiar os agricultores baianos em safras mais produtivas e eficientes, a Bayer, líder em insumos agrícolas, leva o que há de mais moderno à 11ª edição da AgroRosário, que ocorrerá em Correntina (BA) de 7 a 9 de março. A multinacional apresentará novas soluções integradas voltadas à produção sustentável do algodão, além de variedades da tecnologia Intacta2 Xtend® para soja e híbridos de milho.

Os visitantes poderão conferir variedades com as últimas gerações de biotecnologia disponíveis para as principais culturas na Bahia. “Temos investido fortemente em soluções que ajudem os produtores a adotar manejos conservacionistas, produzindo mais em uma mesma área, com eficiência, contribuindo para a proteção já na semente, o que reduz a pressão de pragas e doenças”, explica o diretor de negócios de soja e algodão da Bayer, Fernando Prudente.

Para a cultura de soja, serão exibidas as variedades das marcas Monsoy e Agroeste com alto potencial produtivo e com as biotecnologias mais avançadas do mercado, da Plataforma Intacta2 Xtend®. Para Prudente, a plataforma tem sido um divisor de águas na produtividade da soja.

“Ela já atingiu mais de 100 sacas de soja por hectare em diversas propriedades brasileiras na última safra. Foram mais de 150 resultados em todo o país, na safra 22/23. Além disso, estamos ansiosos para entrar no mercado com novas soluções inovadoras para soja, milho e algodão. Seguiremos contribuindo para o alto desempenho nas lavouras de todo o Brasil”, ressalta.

Os cotonicultores baianos aumentaram a área plantada em relação à safra passada, mesmo diante da instabilidade climática na região. Segundo a Conab, a previsão para a safra 2023/2024 é de 3,2 mil toneladas de pluma, com mais um ano de resultados favoráveis para a cotonicultura. As soluções apresentadas pela Bayer contribuirão para os produtores alcançarem maior produtividade e qualidade de fibra e reduzir a pressão de pragas e doenças.

Pela primeira vez, será possível conhecer um pouco sobre a evolução da biotecnologia mais recente da companhia, a Bollgard 3® XtendFlex, que será disponibilizada para os agricultores ainda em 2024. Desde 2021 os produtores contam com a Bollgard 3® RRFlex, que oferece proteção contra as principais lagartas, como falsa-medideira, curuquerê, lagarta rosada e lagarta da maçã, além de adicionar proteção contra espécies de lagartas do complexo Spodoptera spp e Helicoverpa armígera. Atualmente, a tecnologia compõe diferentes germoplasmas que tem ajudado os agricultores no desafio de olhar de forma individual para cada talhão.

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“O cotonicultor brasileiro, por lidar com uma cultura complexa e de alto investimento, está sempre evoluindo com uma visão de longo prazo e buscando soluções que permitam uma produção mais sustentável e eficiente, aliando biotecnologia, práticas de manejo regenerativas, ferramentas digitais e o uso preciso de insumos para proteção de cultivo”, destaca João Tovajar, líder do Negócio de Algodão da Bayer.

Soluções integradas para algodão

Os visitantes da AgroRosário conhecerão todo o portfólio de variedades da marca Deltapine, que traz o que há de mais moderno em sementes de algodão, de forma mais aplicável e personalizada. Quando combinadas à biotecnologia Bollgard® 3 RRFlex e a práticas sustentáveis de manejo, favorecem alto teto produtivo e qualidade da fibra, além de adaptabilidade em ambientes para as duas safras. Além disso, possuem resistência à doença azul e bacteriose.

É o caso da variedade DP 1949 B3 RR FLEX, utilizada pelos cotonicultores desde a safra 2023/2024, que entrega alto rendimento de fibra aliado a benefícios de maior produtividade e estabilidade, com alta resposta a regulador de crescimento e tolerância a ramulária. O germoplasma se adapta a ambientes de duas safras, permitindo trabalhar com ciclos precoces, preservando a estrutura da planta.

Outros lançamentos, disponíveis no final de 2023 para o oeste baiano, poderão ser conferidos no evento. Com ciclo tardio e alta aderência, a DP 2077 B3RF promete qualidade superior de fibra, com ganho médio da pluma de 54kg em ensaios realizado nas últimas safras. Já a DP 2176 B3RF traz como diferenciais, além de um alto teto produtivo, com ganho médio de 147kg de fibra em ensaios, estabilidade e adaptabilidade para ambientes de 1ª e 2ª safra e resistência ao nematoide-das-galhas (M. incognita).

Para ajudar a garantir estabilidade ao crescimento das plantas, a Bayer lançou, há duas safras, o regulador de crescimento Aplic. Diferente do que existe no mercado, ela possui dois modos de ação, cloreto de mepiquate e ciclanilida, que, quando combinados, proporcionam um crescimento equilibrado com menor estresse, favorecendo a produtividade e qualidade da fibra.

A solução se caracteriza pela regulação de crescimento do algodoeiro e flexibilidade de dose recomendada em bula, trazendo intervalos bem definidos de aplicação que facilitam o planejamento. Ela amplia a expertise do cotonicultor para um manejo mais eficiente com melhores resultados ao longo de todo o ciclo da cultura.

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Outra solução no combate as principais doenças do algodão é o fungicida Fox® Xpro, composto por três ingredientes ativos, e uma formulação inovadora, protege a lavoura de doenças como a mancha de ramulária (Ramularia aréola) e a mancha alvo (Corynespora cassiicola). Já para os insetos de difícil controle, como o bicudo do algodoeiro, principal praga da cultura que afeta diretamente sua produtividade, a Bayer oferece o Curbix®️. Ele atua no controle de insetos de duas formas: por meio da ingestão e, principalmente, por contato, proporcionando alto efeito de choque e período prolongado de controle. Contribuindo, em média, 18% a mais para a manutenção de estruturas reprodutivas, do que em áreas não tratadas com o produto.

Sustentabilidade e inovação no campo

A chave para uma safra de qualidade está não apenas na biotecnologia e soluções para proteção de cultivos, mas também na adoção de boas práticas de manejo, que geram mais segurança aos cotonicultores no controle de pragas e doenças, permitem realizar menos intervenções, otimizar o uso de insumos e recursos naturais, além de produzir mais em um mesmo hectare. Para isso, o uso de ferramentas tecnológicas, como plataforma de agricultura digital Climate FieldView tem sido fundamental.

“A cotonicultura brasileira evoluiu muito nos últimos dez anos, quando disponibilizamos nossa primeira biotecnologia ao mercado. Hoje o produtor, com ferramentas digitais, tem amplo acesso a dados e pode olhar para cada talhão como um ecossistema próprio, investindo em manejos mais produtivos e sustentáveis. Entregando uma fibra que atende quesitos exigentes de em um mercado que olha para a sustentabilidade em todas as pontas da cadeia”, finaliza Fernando Prudente.

Com a expectativa de aumento da demanda no mercado internacional, a Bayer tem a expectativa de que os cotonicultores baianos consigam integrar soluções para alcançar rentabilidade e aprimorar planos de manejo criando lavouras mais resilientes a eventuais situações de estresse hídrico e altas temperaturas.

“Os resultados no estado estão fortemente ligados ao manejo sustentável, que cria um solo mais saudável, aliado à tecnologia para uma produção eficiente. Nas últimas safras, apresentamos um novo regulador de crescimento e expandimos o portfólio da marca Deltapine. Para a próxima safra, teremos novidades e os produtores poderão contar com a evolução da biotecnologia que disponibilizamos hoje”, antecipa João Tovajar.

Fonte: Bayer

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Alongamento de dívida rural é direito do produtor e bancos não podem negar pedido sem justificativa, alerta especialista

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O alongamento de dívida rural voltou ao centro das discussões no agronegócio brasileiro diante do aumento da pressão financeira sobre produtores afetados por problemas climáticos, juros elevados e oscilações no mercado de commodities. Apesar de estar previsto na legislação e reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o mecanismo ainda enfrenta resistência por parte de instituições financeiras, segundo alerta da advogada Giulia Arndt, especialista em direito bancário e agronegócio do escritório Maffioletti & Arndt Advogados.

De acordo com a especialista, muitos bancos continuam tratando o alongamento da dívida rural como uma negociação comercial facultativa, quando, em determinadas situações, trata-se de um direito assegurado ao produtor rural.

“A Súmula 298 do STJ é clara ao reconhecer que o alongamento da dívida originária de crédito rural não depende exclusivamente da vontade da instituição financeira quando há comprovação de incapacidade temporária de pagamento causada por fatores como quebra de safra, eventos climáticos adversos ou fortes oscilações de mercado”, explica Giulia Arndt.

Crise financeira no agro aumenta busca por orientação jurídica

O cenário econômico vivido pelo setor agropecuário nos últimos anos elevou a procura de produtores rurais por orientação jurídica especializada. Custos de produção mais altos, dificuldades climáticas recorrentes e retração nos preços de diversas commodities comprometeram o fluxo de caixa em diferentes regiões do país.

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Segundo a advogada, muitos produtores acabam aceitando renegociações bancárias mais pesadas financeiramente por desconhecerem os instrumentos legais disponíveis para proteção do crédito rural.

“Muitos produtores procuram apoio apenas depois de assinarem contratos com juros maiores, reforço de garantias ou confissões de dívida. Em vários casos, havia um direito ao alongamento que poderia ter sido exercido antes da formalização dessas novas obrigações”, destaca.

Diferença entre renegociação e alongamento de dívida rural

A especialista ressalta que existe uma diferença jurídica relevante entre renegociação comercial e alongamento de dívida rural — distinção que pode impactar diretamente a defesa do produtor.

Enquanto a renegociação depende de critérios comerciais internos das instituições financeiras, o alongamento possui previsão legal específica e requisitos próprios definidos pelas normas do crédito rural e pelo entendimento consolidado da Justiça.

“Confundir renegociação comercial com pedido de alongamento pode enfraquecer a posição do produtor rural. São instrumentos diferentes, com fundamentos jurídicos distintos”, afirma Giulia.

Impactos atingem toda a cadeia do agronegócio

Além dos prejuízos individuais, a negativa de alongamento pode comprometer toda a cadeia produtiva do agronegócio. Sem reorganização financeira, muitos produtores perdem acesso ao crédito necessário para custear a próxima safra, afetando fornecedores, cooperativas, transportadoras e economias locais.

“Quando o crédito trava, o problema deixa de atingir apenas a propriedade rural. O impacto chega a toda a cadeia do agro. O alongamento existe justamente para impedir que uma dificuldade temporária se transforme em um colapso financeiro maior”, ressalta a especialista.

Debate deve avançar no próximo Plano Safra

A expectativa do setor é que o tema ganhe ainda mais relevância nas discussões do próximo Plano Safra, especialmente diante da crescente demanda por medidas de apoio financeiro ao produtor rural.

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Para Giulia Arndt, a orientação técnica antes da assinatura de acordos bancários pode ser decisiva para preservar a atividade rural e evitar perdas patrimoniais.

“O produtor rural precisa compreender que existem mecanismos legais criados justamente para protegê-lo em períodos de crise. Conhecer esses instrumentos pode fazer toda a diferença para garantir a continuidade da atividade”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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