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Produção Global de Café para 2024-2025 É Estimada em 176,2 Milhões de Sacas

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A produção mundial de café para a safra 2024-2025 foi estimada em 176,2 milhões de sacas de 60kg, com o Brasil sendo responsável por 33,3% desse total, seguido pelo Vietnã com 16,5% e a Colômbia com 7%. Segundo o Observatório do Café, coordenado pela Embrapa Café, os dados são oriundos do Sumário Executivo do Café de julho de 2024, publicado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Desempenho das Principais Espécies

A produção de Coffea arabica (café arábica) foi projetada em 99,9 milhões de sacas, um aumento de 4,4% em relação à safra anterior, que totalizou 95,7 milhões de sacas. Já a produção de Coffea canephora (café robusta e conilon) deve atingir 76,4 milhões de sacas, representando um crescimento de 4% em comparação com os 73,5 milhões de sacas do ciclo anterior.

Participação dos Principais Produtores
  • Brasil: Mantendo sua posição de maior produtor mundial, o Brasil deverá produzir 58,81 milhões de sacas, sendo 42,10 milhões de sacas de C. arabica e 16,70 milhões de C. canephora, correspondendo a 33,3% da produção global.
  • Vietnã: O segundo maior produtor, o Vietnã, deve totalizar 29,1 milhões de sacas, com 27,9 milhões de sacas de C. canephora e apenas 1,2 milhão de sacas de C. arabica, representando 16,5% da produção mundial.
  • Colômbia: Produzindo exclusivamente C. arabica, a Colômbia terá uma safra estimada em 12,4 milhões de sacas, o que equivale a 7% da produção global.
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Contexto e Impactos

Os dados apresentados reforçam a relevância desses três países no cenário global de produção de café, sendo responsáveis por aproximadamente 57% da produção total. Essa concentração de produção entre Brasil, Vietnã e Colômbia destaca a importância dessas nações na estabilização e manutenção da oferta mundial de café.

O Observatório do Café, desenvolvido pela Embrapa Café, continua a desempenhar um papel crucial na coleta, análise e disseminação de dados estatísticos e informações sobre tendências de produção e consumo. Além disso, identifica oportunidades e ameaças nos mercados internos e externos, promovendo a inovação e divulgando os resultados das pesquisas realizadas pelo Consórcio Pesquisa Café.

Estas projeções e análises são fundamentais para produtores, comerciantes e outros stakeholders da cadeia produtiva, fornecendo um panorama claro e atualizado das dinâmicas do mercado global de café.

Sumário Executivo do Café – julho 2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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