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CNA define temas prioritários para a cafeicultura em 2024

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A Comissão Nacional do Café da CNA elencou os temas prioritários que serão trabalhados pela Comissão Nacional do Café em 2024 durante reunião na segunda (26).

Os principais eventos deste ano serão o Prêmio CNA Brasil Artesanal – Cafés Especiais Torrados , Cupping e Negócios de Cafés Diferenciados e Semana Internacional do Café.

Na lista de temas prioritários, estão as questões trabalhistas na cafeicultura, perspectivas e atualizações de decretos do Funcafé e do Conselho Deliberativo de Política do Café (CDPC), atuação da CNA nos Subcomitês de Pesquisa e Marketing do CDPC, a revisão da Instrução Normativa nº 8 que regulamenta a classificação do café cru, taxas de juros mais atrativas para pequenos e médios produtores acessarem o crédito rural, o Plano Agrícola e Pecuário 2024/25 e mais recursos para Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

O presidente Fabrício Teixeira Andrade, destacou a importância da participação dos membros e Federações tanto no planejamento das ações quanto na execução, para se alcançar os resultados esperados.

“Temos desafios importantes para 2024. A Comissão trabalhará temas muito positivos como a agregação de valor, promoção da imagem do café brasileiro no mercado nacional e internacional e atuará em parceria com as instituições integrantes do CDPC para o sucesso e eficiência da aplicação dos recursos do Funcafé em benefício ao setor.”

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A assessora técnica, Raquel Miranda, falou sobre os temas e destacou a importância do Prêmio Brasil Artesanal para incentivar a diversificação da renda e a agregação de valor ao produto.

“Será um desafio, porque é algo inovador, não existe nada nesse sentido no país, uma premiação para cafés especiais torrados elaborados por produtores rurais. Por isso, gostaríamos de pedir o engajamento das Federações para divulgação do Prêmio avançando o maior número de produtores que trabalham marca própria de café torrado”.

Raquel também frisou os resultados do Cupping e Negócios de Cafés Diferenciados 2023, realizado durante a Semana Internacional do Café em Minas Gerais. O evento teve 210 produtores selecionados de oito estados e mais de 200 mil reais em negócios. Para esse ano, Raquel afirmou que a intenção é ampliar a participação de mais regiões produtivas e buscar parcerias para que mais produtores tenham sucesso na comercialização com valor agregado.

Outro item discutido foram as questões trabalhistas na cafeicultura. Raquel Miranda citou a participação ativa da CNA na construção do Pacto pela Adoção de Boas Práticas Trabalhistas e Garantia de Trabalho Decente na Cafeicultura do Brasil , criado em 2023.

Como desdobramento do Pacto, foi criada a Mesa Tripartite de Diálogo Permanente para a Cafeicultura e a CNA é a única representante do setor produtivo.

Em relação ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), Raquel pontuou as atualizações do Decreto n.º 94.874/87 que estrutura o fundo, e do Decreto n.º 10.071 que dispõe sobre o Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC).

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De acordo com a assessora, a CNA tem buscado aumentar a alocação de recursos do Funcafé para questões estratégicas na cadeia produtiva e trabalhando para atualizar a estrutura do fundo com foco no aprimoramento da governança e da gestão.

A Comissão também abordou a revisão da Instrução Normativa nº 08 do Ministério da Agricultura que regulamenta a classificação do café cru.

O objetivo principal da revisão é harmonizar a legislação que regulamenta o tema com a realidade do que é praticado no mercado de café doméstico e internacional, e modernizar o texto com novos conceitos científicos quanto as características de qualidade física e sensorial do café.

O colegiado discutiu ainda o Plano Agrícola e Pecuário 2024/2025 e sugestões de outros temas prioritários para o planejamento estratégico de 2024.

O assessor de Política Agrícola, Guilherme Rios, falou sobre os encontros regionais que a CNA vai fazer para levantar as demandas dos produtores para o próximo plano safra. Os encontros serão realizados no Paraná, Rondônia, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Bahia e Maranhão.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Soja fecha abril com preços estáveis no Brasil e baixa liquidez no mercado interno

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O mercado brasileiro de soja encerrou o mês de abril com preços praticamente estáveis e ritmo lento de negócios. A comercialização foi pontual ao longo do período, com produtores focados na finalização da colheita e adotando postura cautelosa diante de um cenário ainda pouco atrativo.

Mercado interno: preços firmes, mas negócios travados

Mesmo com baixa liquidez, as cotações apresentaram leves ajustes positivos em algumas regiões do país. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 124,00 para R$ 125,00 ao longo do mês. Em Cascavel (PR), o preço subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00. Já em Rondonópolis (MT), houve valorização de R$ 108,00 para R$ 110,00.

No mercado de exportação, o Porto de Paranaguá registrou alta moderada, com a cotação passando de R$ 130,00 para R$ 131,00 por saca.

Apesar desses ajustes, o volume de negócios permaneceu reduzido, refletindo a estratégia dos produtores de segurar a oferta à espera de melhores condições de mercado.

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Mercado externo: Chicago encontra suporte, mas sem força

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho — referência global — acumularam valorização de 0,75% em abril, sendo cotados a US$ 11,95 por bushel no dia 30.

O mercado internacional encontrou sustentação na alta do petróleo, impulsionada por tensões no Oriente Médio, além de sinais pontuais de recuperação da demanda norte-americana. Ainda assim, os ganhos foram limitados por um cenário global amplamente ofertado.

Oferta global elevada limita reação

Os fundamentos seguem pressionando o mercado. A produção robusta no Brasil, aliada à safra cheia na Argentina e às boas perspectivas para o plantio nos Estados Unidos, mantém o cenário de ampla oferta global.

Além disso, o mercado acompanha com atenção possíveis desdobramentos comerciais envolvendo Estados Unidos e China, especialmente em relação à demanda pela soja norte-americana. No entanto, até o momento, não há fatores concretos suficientes para sustentar uma alta mais consistente nas cotações.

Câmbio pressiona competitividade

No Brasil, o comportamento do câmbio foi um dos principais fatores de pressão sobre a comercialização. O dólar caiu abaixo de R$ 5,00 ao longo de abril, reduzindo a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.

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No dia 30, a moeda norte-americana era cotada a R$ 4,997, acumulando desvalorização de 3,5% no mês. O movimento foi influenciado pela entrada de capital estrangeiro no país, atraído pelos juros elevados, o que fortaleceu o real.

Perspectiva

Para maio, o mercado deve seguir atento ao comportamento do câmbio, à evolução da demanda global e ao ritmo de comercialização no Brasil. A tendência é de manutenção da cautela, com produtores aguardando melhores oportunidades, enquanto o cenário de ampla oferta global continua limitando movimentos mais expressivos de alta nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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