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ICE de NY registra máxima de duas semanas para cotações de açúcar, sob pressão do clima no Brasil

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A ICE Futures de Nova York experimentou um aumento nas cotações do açúcar bruto em todos os lotes durante a última terça-feira (27), impulsionado por perspectivas mais pessimistas em relação à nova safra no maior produtor global, o Brasil, que enfrenta condições de seca. O contrato de maior liquidez, março/24, teve um acréscimo de 3%, fechando a 23,84 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 69 pontos em comparação com os preços do dia anterior. A tela de maio/24 registrou um aumento de 52 pontos, sendo contratada a 22,68 cts/lb, enquanto os demais contratos apresentaram acréscimos entre 27 e 45 pontos.

Operadores afirmaram que o mercado continua sendo sustentado pela preocupação de que a redução nas chuvas na importante região centro-sul do Brasil resultará em uma queda na produção de cana na próxima temporada 2024/25, conforme destacado pela Reuters. Outro ponto relevante, ressaltado por analistas ouvidos pela Agência Internacional de Notícias, é a quantidade elevada de contratos em aberto no mês à vista, totalizando mais de 47.000 lotes, com apenas dois dias de negociação restantes antes do vencimento.

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Na ICE Futures Europe de Londres, a terça-feira também foi marcada por elevação nas cotações do açúcar branco, com o contrato de maio/24 sendo negociado a US$ 631,70 por tonelada, representando um acréscimo de 7,20 dólares, ou 1,2%, em comparação com o dia anterior. Os demais contratos apresentaram aumentos entre 5,70 e 7 dólares.

No mercado interno, as cotações do açúcar cristal, mensuradas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP, registraram alta na terça-feira. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 144,88, apresentando uma pequena valorização de 0,06% em comparação com os preços do dia anterior.

Quanto ao etanol hidratado, o Indicador Diário Paulínia apontou desvalorização pelo quarto dia consecutivo, com o biocombustível sendo comercializado a R$ 2.238,50 o m³ no último dia. Essa cifra representou uma desvalorização de 1 real em relação ao dia anterior, acumulando uma baixa de 2,12% no mês.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cortes no seguro rural e disputa por crédito elevam tensão entre governo e bancada do agro

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) elevou o tom contra o governo federal nesta semana após o bloqueio de recursos do seguro rural e o avanço de discussões sobre financiamento do setor, ampliando a tensão entre o Congresso e o Executivo em torno da política de crédito e proteção da renda no campo.

O principal ponto de conflito é o contingenciamento de cerca de R$ 461 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que reduz a capacidade de subsídio às apólices contratadas por produtores em um momento de maior exposição climática e aumento dos custos de produção.

Para a bancada ruralista, a medida compromete a previsibilidade do setor e pode reduzir a adesão ao seguro agrícola, especialmente em culturas mais sensíveis a variações de clima e produtividade. A avaliação dentro da FPA é de que o corte afeta diretamente a gestão de risco do produtor e encarece o financiamento da próxima safra.

A bancada também acompanha com preocupação a tramitação de propostas de renegociação de dívidas rurais aprovadas no Senado, que ainda aguardam posicionamento do governo. Parlamentares ligados ao agro defendem que as medidas deveriam ser tratadas como parte de um pacote integrado de recomposição da capacidade financeira do setor, diante do aumento do endividamento e da elevação dos custos de crédito.

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Na leitura da FPA, o conjunto das decisões recentes indica uma redução do espaço fiscal para políticas de apoio ao agro, o que pode afetar desde o acesso ao crédito até a contratação de instrumentos de proteção como o seguro rural.

O governo, por sua vez, tem argumentado que as medidas precisam ser avaliadas sob o ponto de vista do impacto fiscal, o que tem resultado em sucessivos vetos, bloqueios e revisões de propostas aprovadas no Congresso.

Diante do impasse, a FPA articula no Congresso a recomposição dos recursos do seguro rural e a manutenção das propostas de renegociação de dívidas, com o objetivo de evitar aumento de custo e perda de competitividade do produtor brasileiro na próxima safra.

O embate deve se intensificar nas próximas semanas e se concentrar justamente nos instrumentos de financiamento e gestão de risco da atividade agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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