AGRONEGÓCIO

Avanço expressivo na colheita de soja no Brasil com alívio climático no RS

Publicado em

A colheita da safra de soja 2023/24 alcançou, na última quinta-feira (15), a marca de 32% da área cultivada no Brasil, representando um aumento em relação aos 23% da semana anterior e aos 25% do mesmo período no ano passado, conforme apontado pelo levantamento da AgRural. O dinamismo predominante foi observado especialmente em Mato Grosso e Paraná, onde as atividades avançam para a fase final em algumas regiões.

Destaque da semana ficou por conta das chuvas no Rio Grande do Sul, que aliviaram o estresse hídrico enfrentado pelas lavouras devido ao período mais quente e seco no início de fevereiro. Entretanto, com grande parte das plantações em fase de enchimento de grãos, o estado necessita de precipitações adicionais nas próximas semanas para evitar perdas mais significativas na produtividade.

Em paralelo, o plantio da safrinha de milho 2024 atingiu 59% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil, conforme o levantamento da AgRural, superando os 38% da semana anterior e os 40% do mesmo período do ano anterior. Liderado por Mato Grosso e Paraná, o ritmo vigoroso também se destaca em outros estados, tornando a semeadura do Centro-Sul a mais acelerada desde o início da série histórica da AgRural em 2013. Quanto ao milho verão 2023/24 na mesma região, registrou-se uma colheita de 34% na data mencionada, comparado a 25% na semana anterior e 19% no mesmo período do ano anterior. Com informações da AgRural

Leia Também:  Brasil pode ser líder mundial na produção de alimentos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Etanol de cana pode reduzir emissões em até 19% até 2030 e fortalecer transição energética no Brasil

Published

on

O avanço da produção de etanol de cana-de-açúcar no Brasil pode reduzir em até 19% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, além de fortalecer a segurança energética, estimular o crescimento econômico e ampliar a segurança alimentar. A conclusão faz parte de um estudo da Agroicone, obtido com exclusividade pela CNN, que analisa os impactos da expansão dos biocombustíveis no país.

A pesquisa avaliou de forma integrada os efeitos da indústria sucroenergética sobre agricultura, energia, uso da terra, renda, consumo e comércio internacional. O levantamento reforça que a ampliação da produção de biocombustíveis não compete com a produção de alimentos e pode gerar impactos positivos tanto no campo econômico quanto ambiental.

Segundo o estudo, a substituição gradual de combustíveis fósseis pelo etanol de cana será decisiva para que o Brasil avance nas metas de descarbonização e na consolidação da transição energética.

Expansão do etanol pode impulsionar PIB, renda e consumo

A análise da Agroicone destaca que o crescimento do setor sucroenergético contribui diretamente para a geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento do consumo interno.

Leia Também:  Colheita de feijão acelera no Paraná

De acordo com a pesquisadora Luciane Chiodi Bachion, os cenários de mitigação climática avaliados no estudo apontam impactos positivos sobre a economia e o acesso à alimentação.

“Os resultados indicam tendência de aumento de até 6% no consumo de alimentos e crescimento de 2% a 3,5% no PIB per capita até 2030”, afirma a pesquisadora.

O estudo defende que a segurança alimentar deve ser analisada não apenas sob a ótica dos preços, mas também considerando renda, acesso aos alimentos e desenvolvimento socioeconômico.

Outro ponto destacado é que a expansão da cana-de-açúcar ocorre, em grande parte, sobre áreas degradadas, reduzindo a pressão sobre novas áreas agrícolas e minimizando a competição com outras culturas alimentares.

Biocombustíveis ganham força na agenda climática

Além dos ganhos econômicos, a pesquisa aponta que o etanol de cana desempenha papel estratégico na redução das emissões de carbono e no cumprimento dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil.

Segundo Sofia Arantes, pesquisadora da Agroicone, cenários mais ambiciosos de descarbonização podem ampliar significativamente os ganhos ambientais do setor.

“Em cenários de maior participação da bioenergia, a substituição de combustíveis fósseis por etanol pode levar a reduções de emissões em aproximadamente 19% até 2030”, destaca.

A pesquisa ressalta ainda que o setor sucroenergético brasileiro apresenta elevada eficiência energética, circularidade no sistema produtivo e autossuficiência energética na cadeia industrial, fatores que fortalecem sua importância na matriz energética nacional.

Leia Também:  FAO: os dois concorrentes mais próximos do Brasil devem reduzir exportação de carne de frango em 2024
Cana-de-açúcar avança como peça-chave da transição energética

O estudo conclui que a expansão do etanol de cana-de-açúcar representa uma solução estratégica para o Brasil ao unir segurança energética, desenvolvimento socioeconômico e mitigação das mudanças climáticas.

Com a crescente demanda global por combustíveis renováveis e pela redução das emissões de carbono, o setor sucroenergético brasileiro ganha protagonismo como uma das principais alternativas sustentáveis para a transição energética mundial.

A análise também reforça que não há conflito entre produção de alimentos e biocombustíveis, contrariando uma das principais críticas historicamente associadas à expansão da cana-de-açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA