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Dólar tem leve alta e mira ganho semanal com ajuste em apostas sobre Fed

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O dólar alternava estabilidade e leve alta frente ao real nesta sexta-feira, a caminho de encerrar a semana encurtada pelo Carnaval com ganhos modestos, em meio a ajustes nas apostas do mercado sobre o ciclo de afrouxamento monetário do Federal Reserve.

Às 10:06 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,13%, a 4,9750 reais na venda.

Na B3, às 10:06 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,01%, a 4,9800 reais.

O mercado aguardava a divulgação dos dados de janeiro do índice de preços ao produtor dos Estados Unidos, com expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,1%.

“Os investidores estão de olho nesses números, pois uma leitura acima do esperado pode aumentar a pressão sobre o Fed para manter os juros no nível atual por mais tempo”, disse Diego Costa, chefe de câmbio para Norte e Nordeste da B&T Câmbio.

Mais cedo nesta semana, enquanto os mercados brasileiros estavam fechados para o Carnaval, dados norte-americanos mostraram alta maior do que a esperada do índice de preços ao consumidor dos EUA, o que levou operadores a adiarem ainda mais as apostas sobre o momento e o escopo do afrouxamento monetário do Fed.

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Agora, as projeções do mercado para um primeiro corte de juros estão se deslocando para junho, sendo que maio era visto como mais provável até a semana passada. No final de 2023, a maioria dos operadores acreditava num início em março da flexibilização monetária.

Quanto mais tempo os juros demoram para cair nos Estados Unidos, mais o dólar tende a se beneficiar globalmente, uma vez que rendimentos altos num mercado seguro como o norte-americano costumam desviar recursos que iriam para países emergentes –muito rentáveis, mas também mais arriscados.

Por outro lado, oferecendo alguma esperança de que o Fed não esperará tanto para reverter sua política monetária restritiva, números de quinta-feira mostraram grande queda nas vendas varejistas dos EUA, possível sinal de arrefecimento econômico, embora os dados possam ter sido exacerbados por ajustes sazonais.

O dólar estava a caminho de encerrar a semana, encurtada pelo Carnaval, em leve alta de 0,30%. Até agora em fevereiro, a moeda norte-americana acumula alta de quase 0,80%.

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Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9687 reais na venda, em leve queda de 0,08%.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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