AGRONEGÓCIO

Brasil quer ser autossuficiente na produção de fertilizantes e isso é bom para o mercado de Fiagros

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Há muitas vantagens em ter um agronegócio forte. A principal delas, claro, é que ninguém vive sem se alimentar. Assim, ser autossuficiente na produção de alimentos tem um valor incalculável. Mas há outros aspectos tão importantes quanto. Entre eles o impacto que o agro tem na economia. Produzir comida hoje em dia não é como na antiguidade, em que se plantava a semente, regava, colhia e vendia in natura para as pessoas comerem. O agro é um setor gigante que envolve a participação de diversos segmentos industriais.

Um desses é o de produção de fertilizantes. O Brasil já chegou perto da autossuficiência neste insumo, mas a partir de 1992 a situação se inverteu e o país começou a importar cada vez mais. Um estudo realizado ainda no governo anterior mostra que o Brasil compra do exterior 80% dos fertilizantes de que necessita. Essa dependência é muito perigosa por duas razões.

Primeiro porque o agro é o setor que mais contribui com a balança comercial brasileira. Quando começou a guerra na Ucrânia houve grande preocupação porque boa parte dos fertilizantes eram e ainda são comprados da Rússia. O presidente em exercício na época até viajou para lá para conversar, entre outros assuntos, sobre garantias de que o comércio deste importante insumo não seria prejudicado.

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A segunda razão está relacionada à própria segurança alimentar dos brasileiros. Para atender a demanda interna, o país precisa muito dos fertilizantes minerais. São eles que possibilitam essa produção em ritmo industrial. Não é por acaso que em dezembro de 2023 a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3507/21, que cria um programa para estimular a produção nacional de fertilizantes baseado em incentivos fiscais.

Esse programa, chamado Profert (Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes), e que já havia sido aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, vai beneficiar empresas com projetos para implantação, ampliação ou modernização de unidades para produção de fertilizantes e de insumos. Essa iniciativa deve impulsionar bastante o mercado de Fiagros, que são fundos de investimento em cadeias agroindustriais. Ou seja, eles atendem uma gama ampla de empreendimentos, não só a agricultura e pecuária em si, mas toda a indústria em seu entorno.

As novas fábricas de fertilizantes a serem construídas e mesmo a ampliação das já existentes vão necessitar de financiamento. Certamente o governo, por meio do BNDES e bancos públicos, não tem bala na agulha para atender a todas as solicitações. O mercado tradicional, formado pelos bancos privados, também não. Uma parte dos projetos para a construção e ampliação de novas plantas pode não conseguir recursos.

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A não ser que o mercado de capitais entre em ação. E aí o Fiagro surge como ferramenta para auxiliar o Brasil a atingir o objetivo de se tornar autossuficiente – e até mesmo exportador – de fertilizantes. O curioso de tudo isso, é que o Brasil conta com enormes reservas de todos os minerais usados na produção destes insumos, não precisaria importar se tivesse uma política agrícola mais sustentável.

A matéria será analisada ainda pelas comissões de Finanças e Tributação (CFT) e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Mas a expectativa é de que o projeto seja aprovado nessas comissões também e sancionado pelo atual presidente. A partir daí, uma nova porta de oportunidades vai se abrir para os gestores de Fiagros, seus investidores e, principalmente para o agronegócio nacional que produzirá com ainda mais segurança e sem riscos causados por guerras, mudanças políticas ou simplesmente oscilações do dólar.

André Ito é CEO da MAV Capital

Fonte: Compliance Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Cuiabá mantém cenário de normalidade para meningite e reforça vacinação na rede municipal

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta quinta-feira (30) a Nota Informativa nº 02/2026 com o panorama da meningite na capital. O documento, elaborado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), indica que o município segue em situação de normalidade epidemiológica, apesar da confirmação de casos e óbitos neste ano.

Até abril de 2026, foram registrados sete casos confirmados de meningite, com três mortes. A taxa de incidência é de 1,01 caso por 100 mil habitantes, índice inferior à média nacional, que é de 1,4.

Em Cuiabá, os registros são predominantemente de meningites não meningocócicas, que apresentam menor letalidade em comparação aos tipos mais graves da doença.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes. No Brasil, a doença é considerada endêmica, com ocorrência contínua ao longo dos anos.

A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias, como secreções do nariz e da garganta, além da via fecal-oral, por ingestão de água ou alimentos contaminados ou contato com fezes infectadas.

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Por atingir o sistema nervoso central, a doença pode evoluir rapidamente e causar complicações graves, podendo levar à morte.

Os casos registrados em 2026 atingiram diferentes faixas etárias, incluindo bebês, adultos e idosos. Entre as causas identificadas estão vírus, bactérias como Staphylococcus e fungos como Cryptococcus. Há registros de pacientes que receberam alta, óbitos e também casos em investigação.

No mês de abril, até a data de publicação do boletim, não houve novos registros da doença na capital.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e prostração. Sinais mais graves incluem rigidez na nuca, sensibilidade à luz, manchas na pele, convulsões e alterações respiratórias, que exigem atendimento imediato. Em bebês, irritabilidade e choro persistente também são indicativos de alerta.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a meningite, especialmente nos casos mais graves. Em Cuiabá, as doses estão disponíveis em 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) distribuídas por toda a capital.

Algumas unidades contam com horário estendido, garantindo maior acesso da população:

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Região Leste (07h às 19h):
Bela Vista/Carumbé; Terra Nova/Canjica; Jardim Eldorado; Dom Aquino; Pico do Amor; Areão; Jardim Imperial.

Região Norte:
Jardim Vitória I (07h às 19h); CPA I e II (07h às 21h); Paiaguás (07h às 19h); CPA IV (07h às 19h); CPA III (07h às 19h); Ilza Terezinha Piccoli (07h às 21h).

Região Oeste (07h às 19h):
Despraiado; Ribeirão da Ponte; Novo Terceiro; Sucuri; Jardim Independência.

Região Sul:
Tijucal (07h às 21h); Parque Ohara (07h às 21h); Pedra 90 II, III e CAIC (07h às 19h); Parque Cuiabá (07h às 19h); Cohab São Gonçalo (07h às 17h); Santa Laura/Jardim Fortaleza (07h às 19h); Industriário (07h às 19h); Residencial Coxipó I e II (07h às 19h).

Zona Rural (07h às 19h):
Distrito de Nossa Senhora da Guia.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde, UPA ou policlínica. A notificação deve ser feita em até 24 horas à Vigilância Epidemiológica.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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