AGRONEGÓCIO

Aviagen lança manuais de manejo de matrizes para as marcas Arbor Acres, Indian River e Ross

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A Aviagen desenvolveu as novas versões para oferecer aos clientes as mais recentes práticas recomendadas de manejo, permitindo que os produtores de aves alcancem o máximo nível em sanidade, bem-estar animal e eficiência em seus lotes de matrizes.

Os clientes podem efetuar o download desses documentos interativos em PDF pelos links abaixo (somente nas versões em inglês – a versão em português do manual de manejo de matrizes Ross segue em revisão e será disponibilizada no primeiro semestre de 2024):

O foco da equipe de Transferência Técnica é oferecer benefícios práticos aos clientes – e os manuais foram elaborados pensando no sucesso desse objetivo.

Atualizado a cada quatro anos, os manuais foram submetidos a rigorosos processos de revisão conduzidos por um time dedicado e experiente composto por várias áreas, incluindo geneticistas, nutricionistas, médicos-veterinários, técnicos em incubatórios e ambiência. Esta abordagem abrangente garante que as informações fornecidas sejam atuais e relevantes para as necessidades da indústria avícola, em constante evolução.

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Nestes manuais, os clientes descobrirão dicas de especialistas sobre tópicos críticos que impulsionam a produtividade e o bem-estar das aves, incluindo manejo de recria até a produção, cuidados com os ovos incubáveis, requisitos de ambiência, nutrição, saúde e biossegurança. Nesta edição, a equipe revisou e expandiu as principais recomendações de manejo para incluir as informações mais atualizadas, refletindo um compromisso contínuo em permanecer na vanguarda do conhecimento no setor. Isso inclui:

  • Recomendação revisada das taxas de acasalamento;
  • Novo guia para fleshing de machos;
  • Mudanças nas diretrizes recomendadas de CV%;
  • Informações adicionais sobre o acasalamento e espaçamento entre os ossos do ísquio;
  • Revisão completa das seções de cuidados com ovos incubáveis e ambiência.

Para melhorar a experiência do usuário, vários recursos foram agregados:

  • Uma aparência atualizada e interativa com diagramas e ilustrações de fácil utilização;
  • Um índice com hiperlinks para facilitar a navegação em seções específicas;
  • Hiperlinks no texto para rápidas referências cruzadas;
  • Links diretos para documentos contendo informações de apoio no site da Aviagen;
  • Vídeos curtos baseados em manejo para melhor compreensão.
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A responsável pela equipe de Transferência Técnica Global da Aviagen, Vanessa Kretzschmar-McCluskey, expressou seu entusiasmo em oferecer esses novos recursos para beneficiar as operações nas granjas: “Nossa equipe tem o prazer de apresentar os novos manuais de manejo de matrizes aos clientes. A Aviagen melhora continuamente o potencial genético de nossas aves, e esses documentos mais recentes estão repletos de dicas para ajudá-los a maximizar esse potencial. Convidamos nossos clientes a baixar e interagir com os documentos interativos. Nosso objetivo contínuo é fortalecer o sucesso de nossos parceiros, que trabalham incansavelmente para alimentar suas comunidades com uma fonte de proteína excelente, saudável e sustentável”.

Fonte: Aviagen

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

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A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

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No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

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A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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