AGRONEGÓCIO

USDA revisa expectativas e projeta menor produção de milho no Brasil

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O mais recente relatório de oferta e demanda para produtos agropecuários divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) traz ajustes nas expectativas para a produção de milho no Brasil. Segundo o documento, o país sul-americano deve produzir 124 milhões de toneladas, marcando uma redução em relação às 127 milhões estimadas anteriormente. Além disso, os estoques brasileiros devem cair de 6,97 milhões para 5,97 milhões de toneladas, com as exportações diminuindo em 2 milhões de toneladas, totalizando 52 milhões de toneladas.

Para os Estados Unidos, o único número revisado foi o de estoques finais, que agora está projetado para subir de 54,91 milhões para 55,17 milhões de toneladas. A produção norte-americana permanece em 389,69 milhões de toneladas, e as exportações permanecem estáveis em 53,34 milhões de toneladas.

Na Argentina, as projeções mantiveram-se inalteradas em relação ao último relatório, com exportações previstas em 41 milhões de toneladas, estoques finais em 1 milhão de toneladas e produção totalizando 55 milhões de toneladas. Na Ucrânia, a produção deve permanecer em 30,5 milhões de toneladas, mas os estoques finais devem cair de 6,82 milhões para 5,32 milhões de toneladas, enquanto as exportações aumentam de 21 para 23 milhões de toneladas.

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Os dados mais recentes indicam ajustes significativos nas projeções globais para a produção agrícola. Inicialmente estimada em 1.235,73 bilhão de toneladas, a produção global foi revisada para baixo, atingindo 1.232,57 bilhão de toneladas. Da mesma forma, os estoques finais foram reduzidos, fechando em 323,2 milhões de toneladas. Essas alterações destacam a natureza dinâmica e a sensibilidade do mercado agrícola às variáveis que impactam a produção e os estoques mundiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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