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Especialista prevê “apagão” de cortes bovinos de qualidade superior nas gôndolas

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Pecuaristas alegam que as bonificações oferecidas pelos frigoríficos não são suficientes para cobrir os custos de produção. Já a indústria sinaliza impossibilidade em aplicar reajustes, em uma realidade em que o markup do varejo varia entre 70% e 80%.

“Se confirmada essa ruptura, e na minha opinião isso já está acontecendo, as importações de cortes uruguaios e argentinos voltarão com força, ocupando o espaço do produto nacional. Seria triste, mas isso faz parte do amadurecimento de todos como cadeia produtiva. Somente o equilíbrio de rentabilidades deve estimular a retomada da produção”, prevê Roberto Barcellos, sócio da BBQ Secrets, consultor de pecuária de corte e de marcas de carnes prime, em entrevista ao MF Cast [clique aqui e assista], do Grupo MF Rural. https://youtu.be/WBDtCaLpy5E?si=mpCqxut_dsGiVfpS

Foi detalhado por ele o desânimo com as bonificações de 5% a 10% sobre o valor da arroba de boi gordo. O bovino necessário para produzir cortes especiais não pode ter menos de 28% de gordura corporal, por isso sua produção exige alto investimento, principalmente no confinamento. “O boi commodity atende com eficiência às demandas internas e às exportações, consumindo ao redor de 145 quilos de matéria seca por arroba produzida. Já esse boi especial, que resulta em uma verdadeira experiência gastronômica, necessita ingerir 190 quilos por arroba. E esse é apenas um dos custos envolvidos”, explicou Barcellos.

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Outra diferença é que a carne bovina commodity, oriunda de um macho Nelore inteiro, criado a pasto, é isenta da necessidade de acabamento de carcaça (gordura) enquanto nos programas de qualidade de carne bovina os pecuaristas priorizam o abate de fêmeas, que, por sua vez, perdem em eficiência biológica, pelo porte menor e conversão alimentar inferior, exigindo comida extra no cocho. Ou seja, produzir carne de qualidade com novilhas de cruzamento industrial é caro.

A preferência por fêmeas se dá pela isenção de gastos com castração, como ocorreria com os machos, que perdem eficiência biológica após o procedimento, também exigindo reforço nutricional para que alcancem os parâmetros estipulados pela indústria, que, por vez, esbarra em margens estreitas.

Segundo Barcellos, na estrutura atual, os frigoríficos realmente não possuem condições de promover maiores repasses. Somente 30% dos cortes têm perfil para churrasco e os preços praticados para o restante da “carcaça premium” são os mesmos do boi comum. “Por enquanto, não conseguimos aumentar o mix de cortes na proporção que gostaríamos, para termos maior aproveitamento desse boi que é caro para ser produzido”, justifica.

Num efeito cascata, margens de lucro em alguns poucos cortes limitam as bonificações por qualidade, desanimando investimentos dentro da porteira. O especialista acredita que, talvez, seja este o motivo que leva a uma queda nas vendas de sêmen Angus, raça protagonista em programas de qualidade de carne. Agentes desse mercado projetam retração de 20% no balanço de 2023. “Exercitando o meu chutômetro, diria que teremos 400 mil fêmeas aptas aos programas em breve. Isso será suficiente para atender a demanda das 52 semanas do ano para todas as marcas de carne do país?”, questiona o sócio da BB Secrets.

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O impacto será grande no mercado. Barcellos avalia que grandes movimentações serão observadas nos próximos anos, como o surgimento de novas marcas atendendo diretamente os consumidores, as indústrias ampliando as estruturas de confinamento visando autossuficiência e ainda criando lojas para tomar margens do varejo, além do foodservice com relacionamento mais próximo dos produtores.“O que parece ser uma notícia extremamente negativa à cadeia da carne bovina de qualidade deve ser encarada como uma grande oportunidade aos que fazem uma boa leitura do mercado, buscando as melhores articulações”, finaliza.

Fonte: Pec Press® – Comunicação Estratégica

Fonte: Portal do Agronegócio

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JECs 2026 seguem com rodada cheia e destaque para goleadas no futsal e vôlei

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Os Jogos Estudantis Cuiabanos (JECs) 2026 seguem movimentando a capital nesta quarta-feira (27), com disputas de futsal, no Ginásio Dom Aquino, e vôlei, no Ginásio Verdinho, em Cuiabá. A abertura reuniu centenas de estudantes, professores, familiares e equipes técnicas, marcando uma edição histórica que já bate recorde de participação, com 93 escolas credenciadas e 2.668 atletas inscritos.

Resultados do Futsal Masculino no período da manhã

Os confrontos da manhã marcaram o primeiro dia de disputas no Ginásio Dom Aquino.
Categoria A, de 15 a 17 anos:

Em uma das partidas mais equilibradas da rodada, a Escola Padre Ernesto empatou em 3 a 3 com a Escola Estadual Zélia Costa de Almeida. Já a Escola Padre Wanir venceu o CEMA por 2 a 0. O Colégio Isaac Newton superou o Colégio Adventista Centro América por 1 a 0, enquanto a Escola Estadual Professora Dione Augusta goleou a Escola Cívico-Militar Eliane Digigov por 4 a 0.

Resultados das disputas do período da tarde

Colégio Coração de Jesus 9 x 1 Cleinia Rosalina Souza
Colégio Adventista Centro América 6 x 0 Escola Estadual Zélia Costa de Almeida
Colégio Maxi 4 x 3 Escola Chave do Saber
Colégio Salesiano São Gonçalo 3 x 1 Colégio Salesiano Santo Antônio

No vôlei, as partidas começaram simultaneamente no Ginásio Verdinho, ampliando o movimento esportivo na capital. A estudante Melissa Gonçalves de Freitas, da Escola Militar Dom Pedro II, ressaltou que o esporte fortalece valores como respeito, união e convivência em equipe.

Resultados do Vôlei | Manhã

Masculino | Categoria C | 15 a 17 anos:

Escola Nova Pedagogia 2 x 0 Escola Estadual Militar Dom Pedro II Presidente Médici;
EECM André Avelino Ribeiro 2 x 0 EECM Victorino Monteiro da Silva;
Colégio Salesiano São Gonçalo 2 x 0 Colégio Coração de Jesus;
Escola Estadual Militar Dom Pedro II Presidente Médici 2 x 0 Escola Estadual da Polícia Militar Tiradentes.

Resultados do Vôlei | Tarde

Feminino | Categoria A | 12 a 14 anos:

Centro Educacional Maria Auxiliadora 2 x 0 Colégio Salesiano São Gonçalo
Colégio Coração de Jesus 2 x 0 Colégio Salesiano Santo Antônio;
Sesi Escola Cuiabá 2 x 0 Colégio Adventista CPA;
A Escola Nova Pedagogia fechou a rodada com vitória por 2 sets a 1 sobre a Escola Estadual Governador José Fragelli.

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Os jogos prosseguem nesta quarta-feira (27), conforme a programação. Confira AQUI.

Organização motivada

“Ver nossos ginásios cheios, com milhares de estudantes envolvidos no esporte, é motivo de orgulho para Cuiabá. Os JECs representam integração, disciplina, inclusão e valorização dos talentos das nossas escolas. Trabalhamos para fazer desta edição a maior da história e proporcionar uma experiência marcante para todos os atletas”, afirmou o secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves.

O coordenador geral dos JECs e coordenador técnico de operações da unidade esportiva, Dinho Ribeiro, destacou que a ampliação do evento foi um dos principais desafios desta edição. Segundo ele, a orientação da Secretaria Municipal de Esporte foi expandir a competição, o que resultou no maior número de credenciamentos já registrado. Ele também ressaltou o crescimento das modalidades individuais e de lutas, como atletismo, judô e vôlei de praia, além das melhorias estruturais nos ginásios municipais.

“A expectativa é que os jogos ocorram com sucesso, sem incidentes ou lesões, e que as equipes vencedoras representem Cuiabá nos Jogos Escolares Mato-grossenses”, afirmou.

O secretário adjunto de Esporte e Lazer de Cuiabá, Pablo Queiroz, avaliou positivamente o início das competições e destacou o papel do esporte como instrumento de transformação social. Segundo ele, a gestão busca consolidar Cuiabá como referência esportiva no estado e incentivar os atletas a avançarem para etapas estaduais e nacionais.

“Os jogos criam oportunidades para os jovens e ajudam a construir caminhos dentro do esporte, inclusive para estudantes de escolas públicas e regiões periféricas”, afirmou.

Equipes e atletas: dando tudo de si

Entre as escolas participantes, o clima foi de expectativa e preparação intensa. O professor Gabriel Almeida de Magalhães, da Escola Estadual Padre Ernesto Camilo Barreto, lembrou que a equipe entra na competição defendendo o título conquistado no ano passado. Segundo ele, o grupo chega mais fortalecido nesta edição, após superar dificuldades relacionadas à documentação e à falta de equipamentos em temporadas anteriores.

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Mais do que a busca pelo bicampeonato, o professor destacou o impacto social do esporte na vida dos estudantes.

“Para muitos jovens da rede estadual, essa competição representa inclusão, convivência social e a oportunidade de representar sua comunidade”, ressaltou.

Da Escola Cívico-Militar Padre Wanir Delfino César, o técnico José Renato explicou que a equipe é formada majoritariamente por atletas do futebol de campo, o que exigiu rápida adaptação ao futsal. Mesmo com pouco tempo de preparação, ele destacou a importância da continuidade dos jogos estudantis para a juventude cuiabana.

“Manter os jovens envolvidos no esporte é fundamental diante das questões de violência e drogas”, afirmou.

A professora Mayra dos Santos de Oliveira, da Escola Zélia Costa de Almeida, relatou que a participação da equipe exigiu mobilização da comunidade escolar, dos pais e dos próprios estudantes. Ela explicou que os treinos ocorreram no contraturno e que a prioridade foi selecionar alunos comprometidos também com o desempenho em sala de aula.

Apesar do nervosismo da estreia, Mayra destacou o comportamento da equipe e o compromisso com o fair play.

“O jogo se vence marcando gols, e não com violência”, afirmou.

Nas arquibancadas, o apoio das famílias também chamou atenção. Kelaine da Costa, mãe de um dos atletas do Padre Wanir, comemorou o desempenho do filho na estreia e relatou mudanças positivas na rotina do adolescente após a prática esportiva.

“Ele ficou mais focado, mais disciplinado e até diminuiu o tempo no celular”, contou.

Os estudantes também demonstraram entusiasmo com a competição. O atleta Edson Emanuel de Lima, da Escola Zélia Costa de Almeida, afirmou que disputar os jogos estudantis representa a realização de um sonho antigo. Já Nilson Danilo, da Escola Padre Ernesto, destacou o orgulho de defender a escola campeã da última edição e a expectativa de repetir o título em 2026.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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