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JECs 2026 seguem com rodada cheia e destaque para goleadas no futsal e vôlei

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Os Jogos Estudantis Cuiabanos (JECs) 2026 seguem movimentando a capital nesta quarta-feira (27), com disputas de futsal, no Ginásio Dom Aquino, e vôlei, no Ginásio Verdinho, em Cuiabá. A abertura reuniu centenas de estudantes, professores, familiares e equipes técnicas, marcando uma edição histórica que já bate recorde de participação, com 93 escolas credenciadas e 2.668 atletas inscritos.

Resultados do Futsal Masculino no período da manhã

Os confrontos da manhã marcaram o primeiro dia de disputas no Ginásio Dom Aquino.
Categoria A, de 15 a 17 anos:

Em uma das partidas mais equilibradas da rodada, a Escola Padre Ernesto empatou em 3 a 3 com a Escola Estadual Zélia Costa de Almeida. Já a Escola Padre Wanir venceu o CEMA por 2 a 0. O Colégio Isaac Newton superou o Colégio Adventista Centro América por 1 a 0, enquanto a Escola Estadual Professora Dione Augusta goleou a Escola Cívico-Militar Eliane Digigov por 4 a 0.

Resultados das disputas do período da tarde

Colégio Coração de Jesus 9 x 1 Cleinia Rosalina Souza
Colégio Adventista Centro América 6 x 0 Escola Estadual Zélia Costa de Almeida
Colégio Maxi 4 x 3 Escola Chave do Saber
Colégio Salesiano São Gonçalo 3 x 1 Colégio Salesiano Santo Antônio

No vôlei, as partidas começaram simultaneamente no Ginásio Verdinho, ampliando o movimento esportivo na capital. A estudante Melissa Gonçalves de Freitas, da Escola Militar Dom Pedro II, ressaltou que o esporte fortalece valores como respeito, união e convivência em equipe.

Resultados do Vôlei | Manhã

Masculino | Categoria C | 15 a 17 anos:

Escola Nova Pedagogia 2 x 0 Escola Estadual Militar Dom Pedro II Presidente Médici;
EECM André Avelino Ribeiro 2 x 0 EECM Victorino Monteiro da Silva;
Colégio Salesiano São Gonçalo 2 x 0 Colégio Coração de Jesus;
Escola Estadual Militar Dom Pedro II Presidente Médici 2 x 0 Escola Estadual da Polícia Militar Tiradentes.

Resultados do Vôlei | Tarde

Feminino | Categoria A | 12 a 14 anos:

Centro Educacional Maria Auxiliadora 2 x 0 Colégio Salesiano São Gonçalo
Colégio Coração de Jesus 2 x 0 Colégio Salesiano Santo Antônio;
Sesi Escola Cuiabá 2 x 0 Colégio Adventista CPA;
A Escola Nova Pedagogia fechou a rodada com vitória por 2 sets a 1 sobre a Escola Estadual Governador José Fragelli.

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Os jogos prosseguem nesta quarta-feira (27), conforme a programação. Confira AQUI.

Organização motivada

“Ver nossos ginásios cheios, com milhares de estudantes envolvidos no esporte, é motivo de orgulho para Cuiabá. Os JECs representam integração, disciplina, inclusão e valorização dos talentos das nossas escolas. Trabalhamos para fazer desta edição a maior da história e proporcionar uma experiência marcante para todos os atletas”, afirmou o secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves.

O coordenador geral dos JECs e coordenador técnico de operações da unidade esportiva, Dinho Ribeiro, destacou que a ampliação do evento foi um dos principais desafios desta edição. Segundo ele, a orientação da Secretaria Municipal de Esporte foi expandir a competição, o que resultou no maior número de credenciamentos já registrado. Ele também ressaltou o crescimento das modalidades individuais e de lutas, como atletismo, judô e vôlei de praia, além das melhorias estruturais nos ginásios municipais.

“A expectativa é que os jogos ocorram com sucesso, sem incidentes ou lesões, e que as equipes vencedoras representem Cuiabá nos Jogos Escolares Mato-grossenses”, afirmou.

O secretário adjunto de Esporte e Lazer de Cuiabá, Pablo Queiroz, avaliou positivamente o início das competições e destacou o papel do esporte como instrumento de transformação social. Segundo ele, a gestão busca consolidar Cuiabá como referência esportiva no estado e incentivar os atletas a avançarem para etapas estaduais e nacionais.

“Os jogos criam oportunidades para os jovens e ajudam a construir caminhos dentro do esporte, inclusive para estudantes de escolas públicas e regiões periféricas”, afirmou.

Equipes e atletas: dando tudo de si

Entre as escolas participantes, o clima foi de expectativa e preparação intensa. O professor Gabriel Almeida de Magalhães, da Escola Estadual Padre Ernesto Camilo Barreto, lembrou que a equipe entra na competição defendendo o título conquistado no ano passado. Segundo ele, o grupo chega mais fortalecido nesta edição, após superar dificuldades relacionadas à documentação e à falta de equipamentos em temporadas anteriores.

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Mais do que a busca pelo bicampeonato, o professor destacou o impacto social do esporte na vida dos estudantes.

“Para muitos jovens da rede estadual, essa competição representa inclusão, convivência social e a oportunidade de representar sua comunidade”, ressaltou.

Da Escola Cívico-Militar Padre Wanir Delfino César, o técnico José Renato explicou que a equipe é formada majoritariamente por atletas do futebol de campo, o que exigiu rápida adaptação ao futsal. Mesmo com pouco tempo de preparação, ele destacou a importância da continuidade dos jogos estudantis para a juventude cuiabana.

“Manter os jovens envolvidos no esporte é fundamental diante das questões de violência e drogas”, afirmou.

A professora Mayra dos Santos de Oliveira, da Escola Zélia Costa de Almeida, relatou que a participação da equipe exigiu mobilização da comunidade escolar, dos pais e dos próprios estudantes. Ela explicou que os treinos ocorreram no contraturno e que a prioridade foi selecionar alunos comprometidos também com o desempenho em sala de aula.

Apesar do nervosismo da estreia, Mayra destacou o comportamento da equipe e o compromisso com o fair play.

“O jogo se vence marcando gols, e não com violência”, afirmou.

Nas arquibancadas, o apoio das famílias também chamou atenção. Kelaine da Costa, mãe de um dos atletas do Padre Wanir, comemorou o desempenho do filho na estreia e relatou mudanças positivas na rotina do adolescente após a prática esportiva.

“Ele ficou mais focado, mais disciplinado e até diminuiu o tempo no celular”, contou.

Os estudantes também demonstraram entusiasmo com a competição. O atleta Edson Emanuel de Lima, da Escola Zélia Costa de Almeida, afirmou que disputar os jogos estudantis representa a realização de um sonho antigo. Já Nilson Danilo, da Escola Padre Ernesto, destacou o orgulho de defender a escola campeã da última edição e a expectativa de repetir o título em 2026.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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