AGRONEGÓCIO

Café: hEDGEpoint analisa da demanda na União Europeia

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Este desenvolvimento regulamentar pode ser responsável pela diminuição dos níveis de estoques de café, que atingiram o ponto mais baixo de 7,28 milhões de sacas em dezembro, cobrindo apenas 8 a 10 semanas de consumo da UE, em comparação com o padrão de 15 a 16 semanas.

A alteração nos padrões de café importado é evidente no aumento para 64% das importações de arábica em novembro, acima dos 54% em julho de 2023. As importações acumuladas de café da UE para o período 23/24 totalizam 7,1 milhões de sacas, ligeiramente abaixo dos 7,9 milhões previstos.

Embora a demanda tenha aumentado para 10,1 milhões de sacas, face aos 8,6 milhões do ano passado, ela é influenciada por fatores que vão além das forças de mercado, e merece uma consideração cautelosa.

No final de junho, a União Europeia aprovou um novo conjunto de normas legislativas para combater o desmatamento – os produtos importados precisam certificar que não estão ligados a danos ambientais. A partir desse mês, a tendência dos estoques de café não pode ser explicada simplesmente por uma demanda ligeiramente maior ou somente pelo impacto dos elevados custos de armazenamento. Portanto, a queda dos estoques pode estar muito bem ligada às novas regras legislativas do bloco.

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“Os estoques atingiram 7,28 milhões de sacas em dezembro, o menor nível da série disponível (desde dezembro de 2013). Atualmente, os estoques só podem cobrir cerca de 8 a 10 semanas de consumo na União Europeia, quando, em média, o bloco detém a quantia necessária para cobrir cerca de 15 a 16 semanas de consumo de torradores. É importante notar que a tendência do café importado continua a mudar. Em Novembro, cerca de 64% do total de café importado pela União Europeia era café arábica, em contraste com o mínimo de 54% registado em Julho de 2023 – o que sugere que, embora Londres continue a ser uma referência, essa tendência é apenas temporária”, afirma Natália Gandolphi, analista de Café da companhia.

No acumulado em 23/24, a União Europeia importou 7,1 milhões de sacas – um pouco abaixo dos 7,9 milhões de sacas esperados para o período, considerando um aumento de 1% nas importações para sustentar um aumento de 1,5% na demanda – no entanto, ainda é muito cedo para afirmar que essa tendência durará todo o ciclo.

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Na verdade, para voltar aos níveis normais de estoques no bloco, as importações precisariam aumentar neste ciclo.

“Ainda assim, destacamos o argumento apresentado anteriormente no relatório: embora os estoques tenham caído mais do que o esperado, provavelmente devido à nova regulamentação sobre o desmatamento, o café pode ter sido apenas realocado”, diz.

E prossegue: “Para o valor acumulado em 23/24, os resultados do consumo aparentes também podem refletir esta tendência: o bloco teria consumido 10,1 milhões de sacas, contra 8,6 milhões de sacas no mesmo período do ano passado – o que foi um recorde. Nesse sentido, os números da demanda são altistas, mas devem ser considerados com cautela, já que parte do movimento é exógeno à própria demanda do mercado”, conclui.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Irrigação por gotejamento ganha espaço no agro e melhora produtividade, uniformidade e controle da lavoura

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A irrigação por gotejamento vem ampliando sua presença no agronegócio brasileiro e se consolidando como uma das principais tecnologias para aumento da eficiência produtiva no campo. Mais do que economizar água, o sistema tem sido adotado por produtores de diferentes culturas por contribuir diretamente para a uniformidade das lavouras, o desenvolvimento radicular das plantas e o maior controle do manejo agrícola.

Com a crescente ocorrência de irregularidades climáticas e períodos de estiagem em importantes regiões produtoras do país, a irrigação localizada passou a ser vista como uma ferramenta estratégica para garantir estabilidade produtiva e reduzir riscos no campo.

Segundo especialistas do setor, o gotejamento permite uma aplicação mais precisa da água, favorecendo o desenvolvimento equilibrado das plantas ao longo de todo o ciclo produtivo.

Uniformidade da lavoura melhora manejo e produtividade

Um dos principais benefícios observados pelos produtores está na maior uniformidade das lavouras. Como a água é distribuída de forma localizada e controlada, há redução das diferenças de desenvolvimento entre plantas dentro da mesma área.

Esse equilíbrio favorece tanto o desempenho produtivo quanto as operações de manejo, tornando a lavoura mais homogênea e eficiente.

De acordo com o engenheiro agrônomo Elidio Torezani, diretor da Hydra Irrigações e primeira revenda Netafim do Brasil, o impacto vai além do aumento da produtividade.

“Quando a água é bem distribuída, a lavoura fica mais uniforme, e isso facilita todo o restante do manejo”, destaca o especialista.

A uniformidade também contribui para:

  • melhor padronização das plantas;
  • maior eficiência na aplicação de insumos;
  • redução de falhas no desenvolvimento;
  • melhoria da qualidade final da produção.
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Sistema favorece raízes mais fortes e eficientes

Outro diferencial da irrigação por gotejamento está no fortalecimento do sistema radicular das plantas.

A aplicação controlada de água cria um ambiente mais estável no solo, favorecendo o crescimento das raízes e aumentando a eficiência na absorção de nutrientes.

Com raízes mais desenvolvidas e saudáveis, as plantas conseguem responder melhor às condições do ambiente e aos manejos realizados ao longo da safra.

“O sistema cria um ambiente mais estável para a raiz. Isso faz diferença no desenvolvimento da planta e na forma como ela responde ao manejo”, explica Torezani.

Especialistas apontam que esse efeito pode contribuir para:

  • crescimento mais equilibrado;
  • maior resistência em períodos de estresse hídrico;
  • melhor aproveitamento nutricional;
  • aumento do potencial produtivo.
Maior controle reduz riscos na produção agrícola

Além dos ganhos fisiológicos, a irrigação por gotejamento também oferece mais previsibilidade ao produtor rural.

Ao reduzir a dependência exclusiva das chuvas, o agricultor passa a ter maior domínio sobre o fornecimento de água em momentos críticos da lavoura, permitindo tomadas de decisão mais seguras.

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Esse controle se torna ainda mais relevante em um cenário de mudanças climáticas e maior frequência de eventos extremos no campo.

“Quando o produtor tem domínio sobre a água, ele consegue conduzir melhor a lavoura. Isso reduz risco e traz mais estabilidade para a produção”, afirma o engenheiro agrônomo.

Tecnologia avança em diferentes culturas do agro brasileiro

A irrigação por gotejamento vem sendo utilizada em diversas culturas agrícolas, incluindo:

  • café;
  • frutas;
  • hortaliças;
  • cana-de-açúcar;
  • grãos;
  • pomares comerciais.

O avanço da tecnologia acompanha a busca do agronegócio por sistemas mais sustentáveis, eficientes e capazes de elevar a produtividade mesmo em cenários climáticos desafiadores.

Com ganhos em eficiência hídrica, manejo e estabilidade produtiva, o gotejamento segue ganhando espaço como uma das ferramentas mais importantes da agricultura moderna brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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