Ministério Público MT

Polícia prende réu após trabalho de inteligência do CSI e GSI

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Foragido da Justiça há quase três anos, o réu Emmanuel Soares Varanda Ramos de Souza foi preso nesta quarta-feira (07), em Cuiabá, após operação de inteligência realizada pelo Centro de Apoio Operacional do Conhecimento e Segurança da Informação (CSI) e Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A ordem judicial foi cumprida na sede da Central de Abastecimento do Distrito Industrial pela Força Tática da Policia Militar.

Segundo o Ministério Público Estadual, o réu foi condenado a 12 anos de prisão no ano de 2019 por matar um rival com 7 facadas. Na ocasião, ele recorreu da sentença em liberdade. Em maio de 2021, o Poder Judiciário expediu mandado de prisão, determinando o seu recolhimento a qualquer unidade prisional.

Consta nos autos que o crime aconteceu em 14 de março de 2011, no bairro Tijucal. Emmanuel e a vítima Wanderley Fernandes Delgado eram usuários de entorpecente e também vendiam o produto. O homicídio teria sido motivado por causa de dívida de drogas.

As investigações apontaram que o réu devia dinheiro de drogas para a vítima. No dia do crime, ele teria ido falar com Wanderley e pagou R$ 20 da dívida, com uma nota de R$ 50. Porém, o homem não quis devolver o troco de R$ 30 para o acusado. Por causa do dinheiro, eles brigaram e o réu matou a vítima com golpes de faca que atingiram o pescoço e o tórax.

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Outras prisões – Somente em janeiro deste ano, o trabalho de inteligência do CSI e GSI resultaram na prisão de três foragidos da Justiça. No dia 16, por exemplo, um acusado de cometer estupro de vulnerável (menor de 14 anos) com prisão preventiva em aberto no município de Pedro Canário (ES) foi capturado em Mato Grosso, no município de Campo Novo do Parecis (a 401 km de Cuiabá.

No dia 12, outro acusado de estupro, cometido no município de Várzea Grande, foi preso em Cuiabá. Um dia antes, em 11 de janeiro, outro homem condenado por crime de estupro de vulnerável contra a própria filha foi preso nas dependências de um condomínio luxuoso localizado em Cuiabá. O crime foi cometido em Tangará da Serra, a 252 km da Capital.

 As prisões foram efetivadas pela Polícia Militar com base em operações de inteligência realizadas pelo CSI e GSI.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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