AGRONEGÓCIO

Bayer lançará soluções em herbicidas prevendo aumento futuro de plantas daninhas até 2030

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O desafio no controle de plantas daninhas tem se acentuado nos últimos anos devido ao aumento da resistência dessas invasoras a diversos modos de ação herbicidas existentes, resultando em maior dificuldade no manejo. Dada a relevância do cenário, o tema foi um dos destaques do Clube da Inovação Soja, realizado em Sorriso (MT) pela segunda vez, dando início aos encontros regionais deste ano. O movimento, liderado pela Bayer, foi criado para debater com toda a cadeia agrícola da soja os principais desafios e temas de interesse.

O gerente de Herbicidas da Bayer para a América Latina, Matheus Palhano, alertou que a resistência dessas plantas invasoras tende a aumentar, destacando a necessidade de soluções mais eficazes e sustentáveis no enfrentamento desse desafio.

“Para termos noção da gravidade, nos mais de 44 milhões de hectares plantados com soja no Brasil hoje, em aproximadamente 60% dessa área tem uma planta daninha resistente a pelo menos um princípio ativo existente. Em 2030, há a possibilidade dessa porcentagem ultrapassar 65% da área com a oleaginosa, com a tendência de haver mais de uma planta daninha resistente a múltiplos tipos de princípio ativo, segundo projeções do projeto Simon, que lideramos há mais de 10 anos e conta com a colaboração de pesquisadores, acadêmicos e especialistas do país inteiro. De fato, as plantas daninhas estão ganhando resistência em uma velocidade maior do que se esperava”, enfatiza.

Para reduzir a propagação e resistência destas invasoras, Palhano propõe um avanço no sistema de manejo. “O primeiro passo é abandonar a abordagem de controle individual de plantas daninhas para cada cultura e adotar um sistema de manejo abrangente para toda a safra, incluindo soja, milho, algodão e outras culturas da rotação. Um exemplo é iniciar o manejo contra as plantas daninhas após a colheita do milho, antecipando-se à cultura subsequente, como a soja. Isso reduzirá a incidência de invasoras e facilitará o controle posterior.”

Com o objetivo de minimizar os efeitos adversos das plantas daninhas nas culturas, a Bayer está empenhada no desenvolvimento de um conjunto de soluções que engloba todo o sistema de produção, desde a fase da pré-emergência das invasoras até a etapa da pré-colheita de soja. “A nossa proposta envolve 11 soluções nesse sistema destinadas a conter a propagação das plantas daninhas resistentes em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar”, destaca o Palhano.

Inovações in loco no encontro de Sorriso

Dentro do escopo de suas inovações, a Bayer tem como plano o lançamento, em 2026, do herbicida Convintro Duo, com dois princípios ativos, destinado à fase de pré-emergência da soja. Também previsto para os próximos anos, o lançamento de herbicidas que levarão uma molécula inédita direcionada à pós-emergência das plantas daninhas, o Icafolin-methyl, primeiro princípio ativo desenvolvido para este fim em 30 anos.

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“O Icafolin desempenhará um papel crucial no manejo de plantas daninhas, destacando-se especialmente no controle do capim-amargoso e do capim-pé-de-galinha”. O executivo ainda complementa. “A nossa aposta, daqui em diante, é pelo menos em boa parte dos produtos, combinar mais de uma molécula em uma mesma solução. Desta forma, dificulta-se ainda mais o avanço da resistência das plantas daninhas aos princípios ativos”.

Em Sorriso, os participantes do Clube da Inovação Soja puderam ver, pela primeira vez, a eficácia do Icafolin em campo de teste.

Novidades para o futuro

Depois da soja RR, Intacta RR2 Pro e Intacta2 Xtend, a companhia segue inovando e desenvolvendo a quarta geração de soja que irá conferir tolerância a quatro herbicidas e novos modos de ação para controle de pragas, também apresentada em campo de teste durante o evento.

“Seguimos dispondo de soluções que não apenas impulsionam a produtividade das principais culturas a níveis inéditos, mas que também ampliam a sustentabilidade no cultivo da cultura da soja. Resultados concretos são evidenciados através das biotecnologias que já lançamos, como o caso da Intacta2 Xtend para soja, que possibilitou que agricultores atingissem médias de produtividade superiores a 100 sacas por hectare. Além do VTPRO4 para milho, no qual produtores de milho irrigado alcançaram médias acima de 300 sacas por hectare. Recentemente, também disponibilizamos o fungicida Fox Supra para a soja”, explica o diretor dos negócios de Soja e Algodão na Bayer, Fernando Prudente.

Para dar celeridade às fases de desenvolvimento até o lançamento das inovações, a companhia destina, anualmente, cerca de 2,8 bilhões de euros em pesquisa e desenvolvimento em escala global. “Todo investimento em inovação requer um ambiente jurídico seguro e estável, garantindo a proteção intelectual que remunera o trabalho de desenvolvimento – que leva décadas para serem concluídos no país –, viabilizando a continuidade das pesquisas para o avanço da agricultura tropical, a qual enfrenta ano após ano novos desafios relacionados a pragas e doenças. Esse ambiente favorável não só nos permite lançar soluções alinhadas com os desafios dos produtores atuais, mas também nos capacita para enfrentar as demandas futuras da agricultura”, explica a diretora de segurança de produtos da Bayer, Marcia José.

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Site da Bayer em Sorriso (MT)

A última edição do Clube da Inovação Soja no estado de Mato Grosso foi sediada em Sorriso. O município é conhecido como a capital nacional do agronegócio e o maior produtor de soja do mundo, com quase 600 mil hectares de área plantada, produzindo mais de 2 milhões de toneladas do cereal por safra, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É também onde há 21 anos a Bayer instalou uma unidade, que hoje é um dos centros estratégicos de inovação em Pesquisa e Desenvolvimento para a América Latina.

A unidade tem capacidade de analisar mais de milhões de plantas por ano, testar dezenas de milhares de novas linhagens de soja e híbridos experimentais de milho em estágio inicial de pesquisa. Também é um importante polo para conduzir testes que vão promover as melhores soluções para os problemas atuais enfrentados pelos produtores da região, como a podridão de grãos e vagens da soja. Além de Sorriso, a Bayer está ampliando os investimentos em Mato Grosso com a inclusão de mais quatro unidades de pesquisa e desenvolvimento.

O centro também apoia a equipe de teste na avaliação de centenas de milhares de parcelas de pesquisa em milho e soja no estado, o que representa mais de um número imenso de pontos de dados para serem utilizados em avaliações de teste para as duas culturas.

Clube da Inovação Soja

Lançado em março de 2023, o Clube da Inovação Soja é uma iniciativa que pretende discutir a evolução do setor, resolver gargalos, debater questões técnicas e qualquer assunto que promova mais inovação, tecnologia e sustentabilidade da cultura no Brasil. Trata-se de uma coalização em prol da inovação e desenvolvimento da agricultura brasileira.

“Somos uma empresa com um importante norteador de colaboração e cocriação, ancorada no modelo de inovação aberta, e essa coalizão é reflexo disso. Sabemos da importância de nos unirmos com diferentes agentes e profissionais do setor para conseguirmos dar ainda mais celeridade a soluções que fazem sentido para o agricultor. É a partir deste grupo que nascerão as principais inovações e decisões do futuro da sojicultura”, ressalta Fernando Prudente, idealizador do projeto.

Fonte: Bayer

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Conab reduz safra, aponta avanço do etanol e mercado prevê mais açúcar

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu para 705,2 milhões de toneladas a estimativa da safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27. O volume é 3,9 milhões de toneladas inferior ao previsto em abril, mas ainda representa crescimento de 4,7% em relação ao ciclo passado.

O segundo levantamento, divulgado nesta quinta-feira (20.08), também reforçou a expectativa de maior direcionamento da matéria-prima ao etanol. A produção brasileira de açúcar foi estimada em 42,89 milhões de toneladas, enquanto a fabricação total de etanol deverá alcançar o recorde de 41,88 bilhões de litros.

Os novos números mostram uma mudança em relação à primeira estimativa. Em abril, a Conab previa uma colheita de 709,1 milhões de toneladas de cana e uma produção de 43,95 milhões de toneladas de açúcar. A projeção para o adoçante, portanto, foi reduzida em 1,06 milhão de toneladas.

A área destinada à colheita deverá alcançar 9,1 milhões de hectares, expansão de 1,1%. A produtividade média foi calculada em 77,9 toneladas por hectare, aumento de 3,6% sobre a temporada anterior. Segundo a Conab, as condições climáticas registradas desde o início do ciclo favoreceram o desenvolvimento dos canaviais.

A produção de açúcar deverá cair 2,9% em relação à safra passada. Para a Conab, o mercado mais favorável ao etanol deverá levar as usinas a destinar uma parcela maior da cana à fabricação do biocombustível.

Essa avaliação difere das projeções apresentadas pela Hedgepoint Global Markets. A consultoria calcula que as usinas do Centro-Sul poderão elevar para 47,7% a parcela da cana destinada ao açúcar ainda na safra 2026/27, acima dos 47,3% previstos anteriormente. O chamado mix açucareiro indica quanto da matéria-prima processada é direcionado ao adoçante, em vez do etanol.

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A diferença não significa necessariamente que uma das estimativas esteja errada. A Conab calcula a produção de todo o Brasil, enquanto a Hedgepoint analisa principalmente o Centro-Sul e trabalha com cenários de mercado sujeitos a mudanças de preços, clima e decisões das usinas ao longo da moagem.

Para a safra 2027/28, a Hedgepoint estima que o Centro-Sul poderá processar 655 milhões de toneladas de cana, incluindo 5 milhões de toneladas que poderão permanecer nos campos ao fim do ciclo atual. Com um mix de 50% para o açúcar, a região produziria aproximadamente 43 milhões de toneladas do produto.

A consultoria avalia que o aumento da oferta brasileira será suficiente para compensar perdas em importantes países produtores. A previsão considera quedas de 20% na Tailândia, 15% no México e na Europa, 10% em Guatemala e El Salvador, 3% na Índia e 2% nos Estados Unidos.

Mesmo diante dessas reduções, a Hedgepoint projeta um superávit mundial de açúcar de 3 milhões de toneladas no ciclo 2026/27. A estimativa contraria parte das consultorias privadas, que passou a prever déficit devido aos possíveis efeitos do El Niño sobre Índia, Tailândia, México e América Central.

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Em um cenário mais desfavorável, com o mix açucareiro do Centro-Sul limitado a 47,1%, a oferta brasileira seria reduzida em cerca de 500 mil toneladas. Se a Índia também importar 1 milhão de toneladas, o excedente mundial cairia pela metade, mas ainda alcançaria 1,5 milhão de toneladas.

No mercado de etanol, a Conab elevou a previsão total em 1,19 bilhão de litros frente ao levantamento de abril. A produção a partir da cana deverá alcançar 29,98 bilhões de litros, alta de 9,7%. Desse volume, 19,6 bilhões serão de etanol hidratado, vendido diretamente nos postos, e 10,38 bilhões de litros de anidro, misturado à gasolina.

O etanol de milho deverá atingir o recorde de 11,91 bilhões de litros, crescimento de 17%. O Centro-Oeste continua como principal região produtora, enquanto o Nordeste amplia sua participação com a instalação de novas unidades.

O Sudeste deverá colher 451,4 milhões de toneladas de cana, aumento de 5%, seguido pelo Centro-Oeste, com 157 milhões de toneladas e avanço de 4,6%. A produção foi estimada em 55,5 milhões de toneladas no Nordeste, 37,3 milhões no Sul e 4,1 milhões no Norte.

Fonte: Pensar Agro

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