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Mais açúcar na Índia representa risco baixista para 24/25; confira análises da hEDGEpoint

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“O sentimento de “risk-off” ganhou força quando Israel contemplou um possível cessar-fogo. Apesar do conflito contínuo no Oriente Médio, a simples menção de um acordo provocou um recuo no complexo de energia, com o Brent e o WTI sofrendo uma queda de aproximadamente 7% cada. No entanto, é digno de nota o fato de que, apesar de alguma correção nos preços do açúcar, o adoçante conseguiu manter sua posição próxima a 24c/lb até o final da semana”, explica Lívea Coda, analista de Açúcar e Etanol da companhia.

Em termos de fundamentos, pouco mudou segundo a hEDGEpoint, especialmente porque seus números já eram mais otimistas em relação à safra 23/24 da Índia em comparação com a média do mercado.

Portanto, a revisão para cima da disponibilidade do país pela ISMA e outras agências não pegou a consultoria de surpresa; na verdade, os volumes agora estão quase alinhados.

“Embora tenhamos mantido nossas estimativas inalteradas em 31,8 Mt de produção de açúcar após o desvio de 1,7 Mt, a ISMA agora considera 31,35 Mt, um número que, há alguns meses, estava próximo de 29 Mt. Impulsionadas pelo excelente resultado de janeiro, que fechou a diferença entre 23/24 e 22/23 para -3%, em comparação com -7% no mês anterior, essas mudanças na disponibilidade também refletiram em uma demanda por maior desvio de etanol”, diz a analista.

É claro que a formação de estoques é uma prioridade, mas a segunda na fila é o programa de biocombustíveis.

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De acordo com a ISMA, a situação atual poderia levar o governo a permitir que mais 1,8 Mt de açúcar fossem desviadas para a produção de etanol. A NFCSF concorda, mas em um volume menor, afirmando que seria possível desviar mais 1,5 Mt. De qualquer forma, um estoque final maior pode ser um sinal de baixa no longo prazo – a Índia pode voltar ao jogo se o clima colaborar.

Enquanto isso, os traders continuam a monitorar de perto as condições climáticas no CS Brasil.

O desenvolvimento de 24/25 parece estar variando de acordo com a microrregião, com algumas tendo maior exposição à seca do que outras. No entanto, ainda restam várias semanas no período de entressafra, que se estende até o início de março, durante o qual as chuvas podem melhorar as condições gerais.

“Falando em 23/24, os últimos resultados cumulativos de produtividade informados pelo Centro de Tecnologia Canavieria (CTC) sugerem que a região pode atingir mais de 655 Mt de cana e produzir 42,4 Mt de açúcar. O índice atingiu 87,5 t/ha, um crescimento impressionante em comparação com os 77,2 t/ha da última temporada. Nossas estimativas para 24/25 permanecem inalteradas”, afirma.

Como nenhum desses acontecimentos parece surpreender o mercado, sua atividade permanece moderada, com os fundos esperando confortavelmente por um motivo melhor para voltar ao jogo.

De acordo com Lívea, “essa postura neutra se alinha com nosso atual cenário global equilibrado, no qual vários fatores podem influenciar os preços. Entre eles estão a deterioração das condições de desenvolvimento da safra no Centro Sul, as perspectivas para a temporada 24/25 do Hemisfério Norte ou as flutuações da demanda, maiores ou menores do que as previstas”.

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Por enquanto, o mercado simplesmente não parece ter motivos suficientes para um retorno ao nível de 28 c/lb observado anteriormente. Embora haja demanda atuando, podemos nos ver confinados em uma faixa até que as principais variáveis forneçam uma direção mais clara, sendo o clima o principal determinante.

Em resumo, omercado de açúcar não foi surpreendente na semana passada, o que levou a uma atividade de mercado mais estável e a fundos esperando confortavelmente por um motivo para voltar. A disponibilidade adicional da Índia seria primeiramente desviada para o etanol em vez de chegar ao mercado internacional, o que significa pouco para a disponibilidade e os fluxos comerciais da atual temporada.

No entanto, ela representa um risco baixista para 24/25. Enquanto isso, o Brasil ainda está registrando excelentes resultados de moagem e produtividade ainda em 23/24.

Daqui para frente, o clima é a principal variável a ser monitorada para entender para onde o mercado está indo. Se o clima se tornar positivo para o desenvolvimento da cana nas semanas restantes de entressafra do Centro Sul, poderemos ter uma excelente temporada em 24/25.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tratores com tecnologia avançada impulsionam a fruticultura no Nordeste e elevam produtividade no campo

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A fruticultura brasileira passa por um ciclo de forte modernização, com destaque para o avanço da mecanização agrícola em regiões estratégicas do Nordeste. O uso de tratores desenvolvidos para cultivos especializados tem contribuído para aumentar a produtividade, reduzir custos e melhorar a precisão das operações no campo.

Segundo dados da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas), o setor registrou crescimento expressivo na última década, com aumento de 38% em valor e 62% em volume exportado. Em 2025, o Brasil atingiu cerca de US$ 1,5 bilhão em exportações de frutas, consolidando-se como um dos principais players globais do segmento.

Nordeste lidera produção e se consolida como polo estratégico da fruticultura irrigada

O Nordeste brasileiro concentra alguns dos principais polos de produção de frutas do país, com destaque para o Vale do São Francisco, especialmente nos municípios de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

A região se beneficia de condições climáticas favoráveis, alta incidência de luminosidade e uso intensivo da irrigação, o que permite produção contínua ao longo do ano. Entre as culturas mais relevantes estão manga e uva, voltadas tanto ao mercado interno quanto à exportação para Europa e América do Norte.

Mecanização e tecnologia aumentam eficiência e competitividade no campo

A expansão da fruticultura no Nordeste está diretamente associada à adoção de tecnologias agrícolas e à modernização das operações no campo. A mecanização de processos tem permitido maior eficiência em atividades como pulverização, manejo entre linhas e transporte de insumos.

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De acordo com representantes do setor, o uso de tratores projetados especificamente para pomares e vinhedos tem sido determinante para elevar a produtividade e reduzir custos operacionais, especialmente em sistemas de cultivo adensado.

Tratores especializados atendem demandas da fruticultura irrigada

A crescente diversificação da produção de frutas no Nordeste — incluindo manga, uva, coco, banana, melão, melancia e goiaba — exige equipamentos adaptados a diferentes condições de cultivo.

Nesse cenário, fabricantes do setor vêm ampliando portfólios de máquinas voltadas à fruticultura, com tratores de menor porte e alta capacidade de manobra, adequados para áreas com espaçamento reduzido entre linhas.

Entre as soluções destacadas estão modelos compactos voltados para operações delicadas em pomares e vinhedos, que oferecem maior precisão e eficiência no manejo diário.

Pequenos produtores também são beneficiados com mecanização acessível

A mecanização no campo não se restringe às grandes propriedades. Pequenos produtores também têm acesso a equipamentos mais compactos, que ampliam a capacidade produtiva e facilitam operações rotineiras.

Tratores de menor potência vêm sendo utilizados em atividades como preparo de solo, pulverização e transporte interno, oferecendo maior versatilidade e redução de esforço manual.

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Especialistas do setor destacam que essas máquinas têm contribuído para democratizar o acesso à tecnologia no campo, especialmente em regiões com forte presença da agricultura familiar.

Citricultura e diversificação fortalecem demanda por máquinas agrícolas

Além da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, outras regiões da Bahia também vêm ampliando a demanda por mecanização, especialmente na produção de citros como laranja, limão e tangerina.

O avanço dessas culturas reforça a necessidade de equipamentos com maior eficiência energética, capacidade de manobra e adaptação a diferentes tipos de solo e espaçamento de plantio.

Proximidade com o produtor e inovação impulsionam adoção de tecnologia

O fortalecimento da mecanização no setor também está relacionado a estratégias de aproximação com o produtor rural, incluindo demonstrações práticas e testes de campo.

Esse modelo permite que agricultores avaliem o desempenho dos equipamentos em condições reais de produção, facilitando a tomada de decisão e ampliando a confiança na adoção de novas tecnologias.

Especialistas do setor destacam que a combinação entre inovação, assistência técnica e disponibilidade de peças tem sido fundamental para acelerar a modernização da fruticultura brasileira e fortalecer sua competitividade no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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