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Desaceleração na comercialização da carne impacta os preços da arroba do boi em janeiro

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O mercado físico do boi gordo enfrentou uma queda moderada nos preços ao longo de janeiro, predominantemente devido ao lento escoamento da carne, especialmente nos cortes do traseiro bovino, conforme analisado pelo especialista da SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias. O perfil de demanda, caracterizado por uma moderação no consumo, reflete a normalidade para o início do ano, com a população direcionando suas escolhas para produtos mais acessíveis.

O analista destaca que a pressão exercida pelos frigoríficos no mercado contribuiu para a diminuição dos valores da arroba. No entanto, os pecuaristas conseguiram manter uma postura cautelosa, gerenciando o ritmo dos negócios e evitando uma queda mais expressiva nos preços.

No fechamento de janeiro, os preços da arroba do boi gordo a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam distribuídos da seguinte forma:

  • São Paulo (Capital) – R$ 240,00 a arroba, com uma queda de 2,04% em relação a 28 de dezembro.
  • Goiás (Goiânia) – R$ 230,00 a arroba, com uma queda de 4,17% em relação ao final de dezembro.
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 245,00 a arroba, com uma queda de 2,00% em relação a 28 de dezembro.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 235,00 a arroba, sem alteração.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 214,00 a arroba, com um aumento de 1,42% em relação ao final de dezembro.
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Para fevereiro, as expectativas apontam para uma melhora gradual no escoamento da carne, o que pode contribuir para um avanço nos preços, ainda que de maneira moderada.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina apresentaram uma redução ao longo de janeiro, com destaque para os cortes do traseiro bovino, que caíram 10,89%, passando de R$ 20,20 o quilo para R$ 18,00 o quilo. Os cortes do dianteiro do bovino também registraram uma diminuição de 3,08%, passando de R$ 13,00 o quilo para R$ 12,60 o quilo.

Quanto às exportações de carne bovina, o Brasil alcançou uma receita de US$ 757,885 milhões em janeiro, com uma média diária de US$ 39,888 milhões. A quantidade total exportada atingiu 168,103 mil toneladas, com uma média diária de 8,847 mil toneladas, e o preço médio por tonelada ficou em US$ 4.508,50. Em comparação com janeiro de 2023, houve um aumento de 13,1% no valor médio diário da exportação, um ganho de 21,5% na quantidade média diária exportada e uma desvalorização de 6,9% no preço médio, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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