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Ampliação nas vendas impacta mercado de milho no Brasil com expressiva queda nos preços em janeiro

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O mercado brasileiro de milho experimentou, ao longo do mês de janeiro, uma significativa redução nos preços, um fenômeno atribuído ao aumento nas fixações de oferta por parte dos produtores. Este movimento, visando liberar espaços nos armazéns para a estocagem de soja, tanto da safra anterior quanto da produção de verão recentemente colhida, exerceu pressão nos mercados regionais.

Apesar do início vigoroso no ano, o ritmo de negócios perdeu força à medida que os consumidores conseguiram abastecer seus estoques satisfatoriamente e reduziram o volume de compras nas últimas semanas. Analistas da SAFRAS & Mercado alertam para a presença considerável de especulação no mercado, o que pode intensificar as pressões sobre as cotações no curto prazo.

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago manteve uma tendência de baixa em janeiro, influenciada pelas expectativas de aumento na oferta global de milho, impulsionadas pelas condições climáticas favoráveis na Argentina e pela retomada do regime de chuvas no Brasil nas últimas semanas.

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Em relação aos preços internos, a média da saca de milho no Brasil, no dia 31 de janeiro, foi cotada a R$ 58,82, representando uma queda de 15,61% em comparação aos R$ 69,70 registrados no fechamento de dezembro. Em diversas regiões do país, como Cascavel (Paraná), Campinas (São Paulo), Mogiana paulista, Rondonópolis (Mato Grosso), Erechim (Rio Grande do Sul), Uberlândia (Minas Gerais) e Rio Verde (Goiás), observaram-se reduções expressivas nos preços ao produtor ao longo do mês.

Quanto às exportações, o Brasil registrou receita de US$ 1,075 bilhão em janeiro, com uma média diária de US$ 56,585 milhões. A quantidade total de milho exportada alcançou 4,593 milhões de toneladas, com uma média diária de 241,737 mil toneladas, e o preço médio por tonelada ficou em US$ 234,10. Em comparação com janeiro de 2023, houve uma diminuição de 29,4% no valor médio diário da exportação, queda de 13,3% na quantidade média diária exportada e uma desvalorização de 18,6% no preço médio, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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