AGRONEGÓCIO

Brasil revisará protocolo sanitário para importação de tilápia, informa o MAPA

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Essa decisão foi anunciada ontem, em reunião dos ministros Carlos Fávaro (MAPA) e André de Paula (Ministério da Pesca e Aquicultura), o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, 12 associados da entidade – incluindo a Peixe SP e a Peixe MG – e membros do Comitê de Sanidade da Peixe BR. Também participaram o secretário de Defesa Agropecuária do MAPA, Carlos Goulart, a diretora do DIPOA, Julian Satie de Carvalho e o diretor de Sanidade Animal do MAPA, Eduardo de Azevedo Cunha.

A reunião ocorreu a pedido da Peixe BR, preocupada com o risco sanitário de entrada no Brasil do TILV, vírus presente no Vietnã. “Acompanhamos com muita preocupação os pesados prejuízos do TILV em outros países. A tilápia é o nosso mais importante peixe de cultivo e a entrada desse vírus no Brasil seria desastroso para a cadeia produtiva, que conta com mais 230.000 estabelecimentos rurais que criam peixes – expressiva maioria de pequeno porte – e 1 milhão de empregos”, disse Francisco Medeiros.

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A Peixe BR questionou o MAPA sobre o risco sanitário do lote importado. “A análise nos portos de entrada é por amostragem. O contêiner de tilápia não foi analisado, mesmo sendo o primeiro em muitos anos”, informou Medeiros. A entidade também alertou o MAPA sobre o uso de polifostato no Vietnã para aumentar artificialmente o peso dos filés de tilápia e de pangasius. O MAPA, a entidade e a cadeia produtiva brasileira condenam essa prática. “O Brasil é um grande importador de pangasius do Vietnã. Como a análise dos peixes importados é por amostragem, um volume não identificado de pangasius tratado com polifosfato está entrando no país. Isso também é preocupante, pois é uma fraude ao consumidor brasileiro”, reforça o dirigente.

“O problema é sério e levamos nossa preocupação aos ministros Carlos Fávaro e André de Paula e aos demais representantes do MAPA presentes à reunião. Eles reconheceram que há risco sanitário envolvido e assumiram o compromisso de revisão do protocolo sanitário de importação de peixes. A equipe do governo federal informou que o Brasil negocia amplo acordo comercial com o Vietnã – inclusive está agendada missão para aquele país em março, com a presença de empresários de diversas cadeias do agronegócio, além dos ministros André de Paula e Carlos Favaro. Esperamos que isso não seja impeditivo para dar a atenção devida à importação de tilápia daquele país. Além de tudo, não precisamos da tilápia de fora para atender à demanda interna. Somos o 4º maior produtor mundial e nossa produção aumenta ano após ano devido ao investimento dos piscicultores e da indústria de genética, nutrição, sanidade e equipamentos”, ressalta o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura.

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Fonte: Texto Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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