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Safra de cana no Norte e Nordeste atinge 45,86 milhões de toneladas

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O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras do Norte e Nordeste, do início da safra 2023-2024 até o final da primeira quinzena de janeiro, chegou a 45,86 milhões de toneladas. Indicadores compilados pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) revelam aumento de 5,9% na moagem em comparação a igual período do ano passado.

Dados da entidade, que congrega 35 usinas e destilarias de etanol em 11 estados brasileiros, revelam que a produção de açúcar e de etanol (anidro e hidratado) manteve tendência de crescimento em relação ao mesmo período do ciclo 2022-2023. Foram registradas altas de 11,8% para o adoçante – 2,55 milhões de toneladas contra 2,28 milhões de toneladas na safra anterior, e de 1,9% para o biocombustível – 1,81 bilhão de litros ante 1,78 bilhão de litros no mesmo período do ano anterior, respectivamente.

Com cerca de 72% da projeção para a atual safra já realizados, o açúcar mantém a liderança na produção, ativando exportações originadas no Nordeste. Para Renato Cunha, presidente-executivo da NovaBio e presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar/PE), a produção de açúcar cresceu na atual safra em grande medida devido ao câmbio mais favorável ao exportador e sobretudo pelo desequilíbrio na competitividade do etanol com a gasolina, causado pela ausência de uma política mais previsível e estável.

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“A previsão é que mais de 67 % da produção seja destinada ao exterior, com os embarques do VHP, refinado e cristal direcionados para países das Américas, África, Europa e Oriente Médio”, frisa Cunha.

Com mais de dois terços da safra realizada no Norte e Nordeste, a produção de etanol hidratado cresceu 10,3%. Foram fabricados 902,6 milhões de litros em relação aos 818 milhões de litros verificados em 15 de janeiro de 2023. No caso do biocombustível anidro, que é misturado à gasolina, houve retração de 5,3%, com 914 milhões de litros em relação aos 964 milhões do ciclo anterior.

Entretanto, segundo o presidente da NovaBio, o estoque físico do anidro aumentou 30%. Estão armazenados 236,4 mil litros ante 181,8 mil litros registrados nos primeiros quinze dias do ano passado. Para o hidratado, o recuo foi de 17,43%, totalizando 130,7 mil litros contra 158,3 mil litros estocados na safra 2022-2023. Até 15 de janeiro, somando-se o anidro e o hidratado, o estoque total de etanol atingiu 367,1 mil litros, volume 41,54% superior se comparado aos 259,3 mil litros observados na safra passada.

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Fonte: NovaBio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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