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Do campo para a folia: De onde vêm os insumos que fazem parte do carnaval dos mineiros?

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Desde os componentes básicos da cerveja, até o algodão que faz as fantasias que enfeitam as ruas da cidade, muitos itens presentes na festividade têm origem no campo fazendo com que a folia seja Movida pelo Agro! Agora que você já sabe disso, confira algumas curiosidades sobre a contribuição do campo para a folia reunidas pelo Sistema Faemg Senar.

Cerveja

Seja nas festas de rua ou nos bares, a cerveja é a queridinha dos brasileiros durante o carnaval. A bebida é quase tão onipresente quanto a música e a dança, contribuindo para manter em alta o espírito festivo e a energia durante os dias de comemoração. Mas você já pensou no quanto há de agricultura em uma simples garrafa de cerveja? O lúpulo, que é um dos quatro ingredientes básicos, juntamente com malte, água e levedura, já está sendo produzido no Brasil e, somente em Minas Gerais, o cultivo dessa planta, responsável pelo amargor da cerveja, quintuplicou em 2023.

Segundo levantamento anual da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo), antecipado ao Valor, a área plantada no estado cresceu 415% em relação a 2022, passando para 20,6 hectares, enquanto a produção somou 19,8 toneladas. O plantio, que surge como oportunidade para pequenos e médios produtores rurais, é fruto do crescente mercado de cervejas especiais, com destaque para as bebidas artesanais que necessitam desse ingrediente fresco, encurtando a distância do campo ao copo.

Churrasco

Se o churrasco é tradição nos finais de semana e feriados, no carnaval ele é uma excelente opção para reunir amigos e familiares, seja antes ou depois de um bloquinho ou para quem quer fugir do auê que toma conta das ruas. A carne, indispensável nessas ocasiões, é garantida pelo agro: Minas Gerais é o 4º estado no país em rebanho de bovinos e de suínos e o 5º em galinhas e frangos, ou seja, tem participação relevante em todos os itens que chegam à mesa. Até mesmo o arroz e o vinagrete são provenientes da atividade agropecuária.

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O carvão vegetal usado para acender a churrasqueira também vem do trabalho de milhares de produtores rurais. Minas tem a maior área de florestas plantadas do Brasil, superando os 2,1 milhões de hectares. A produção de carvão vegetal corresponde a 81% de todo valor gerado pela produção florestal no estado. E a produção mineira de carvão representa 86,4% da produção nacional do produto.

Fantasias e maquiagem

O agro é, também, fornecedor de insumos e matérias-primas para indústrias de diversos segmentos. O algodão, por exemplo, é considerado uma das fibras naturais mais importantes do mundo, devido às suas propriedades, sendo usado em cosméticos, na confecção de roupas e outros itens do dia a dia. Das fantasias às maquiagens, o algodão está presente em vários itens do carnaval.

Minas Gerais alcançou em 2023 a maior produtividade de algodão em pluma do país, de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa). Na safra 2022/2023, a produção atingiu média de 2.045 kg por hectare. A principal região produtora de algodão em Minas é a Noroeste, responsável por 48% do volume estadual em 2021. Em seguida, está o Triângulo Mineiro, com participação de 34%.

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Cachaça

Nem só de cerveja vive o folião. A cachacinha, que pode ser tomada pura ou na caipirinha, também é fruto de uma importante atividade produtiva em Minas Gerais. O estado é o maior produtor de cachaça de alambique do país. O processo tradicional de fabricação da bebida é declarado como patrimônio cultural pela lei estadual nº 16.688, de 11 de janeiro de 2007. Segundo o Anuário da Cachaça 2021, publicado pelo Ministério da Agricultura em outubro de 2022, já são mais de 350 cachaçarias e aproximadamente 1,8 mil marcas registradas em Minas Gerais, cerca de mil a mais do que São Paulo, segundo lugar no ranking.

Etanol

E quem vai aproveitar o feriado para pegar a estrada, saiba que o etanol que abastece o veículo é combustível proveniente do agro. Feito a partir da cana-de-açúcar, é uma fonte limpa e renovável de energia, que tem relevante contribuição para minimizar os efeitos dos gases prejudiciais ao meio ambiente e para alcançar as metas de descarbonização da economia.

Um dos pilares do agronegócio brasileiro, a produção de cana transformou o Brasil em campeão mundial no mercado sucroenergético. Nas últimas décadas, a cultura passou por uma revolução tecnológica, com ampliação de práticas sustentáveis. A cana é a principal fonte de energia renovável no país, correspondendo a 18% da matriz nacional. Minas Gerais é o terceiro maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, responsável por 12,17% da produção nacional.

Fonte: FAEMG

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Monitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro

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O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com um resultado histórico nas exportações. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o setor alcançou US$ 169,2 bilhões em vendas externas, consolidando sua posição como um dos principais motores da economia nacional.

Entretanto, a manutenção desse desempenho em mercados estratégicos, especialmente na União Europeia, dependerá da capacidade das cadeias produtivas de se adequarem às novas exigências internacionais de rastreabilidade e sustentabilidade.

A partir de 30 de dezembro deste ano, entra em vigor para grandes operadores o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), legislação que exigirá comprovação técnica de que produtos agrícolas comercializados no bloco não estão associados a áreas desmatadas.

Entre as cadeias mais impactadas estão as de soja e carne bovina, segmentos que possuem grande relevância na pauta exportadora brasileira e que contam com estruturas complexas de fornecimento.

Rastreabilidade digital será obrigatória

Segundo Diogo Bochnia Zuliani, professor do curso de Agronegócio da EAD UniCesumar, a nova regulamentação representa uma mudança significativa nos processos de fiscalização e validação da origem dos produtos.

Atualmente, a comprovação de conformidade é baseada em documentos como Cadastro Ambiental Rural (CAR), notas fiscais e auditorias presenciais. Com a nova norma, a validação passará a exigir evidências digitais associadas à localização exata das propriedades rurais.

“Exportadores de commodities como carne bovina e soja precisarão apresentar provas técnicas e georreferenciadas da origem de seus produtos. Sem uma rastreabilidade robusta, os produtos poderão ser classificados como de risco, comprometendo o acesso ao mercado europeu”, explica o especialista.

O novo modelo prevê o cruzamento de coordenadas geográficas das propriedades com imagens de satélite e bases de dados ambientais. Além disso, toda a movimentação da produção deverá manter um vínculo documental e digital contínuo desde a fazenda até a exportação.

“Na prática, a geolocalização da área produtiva será confrontada com mapas de cobertura florestal e imagens de monitoramento ambiental. A carga precisará manter uma trilha digital completa ao longo de toda a cadeia logística”, detalha Zuliani.

Brasil possui estrutura para atender às exigências

Apesar dos desafios, especialistas avaliam que o Brasil possui condições técnicas para atender às novas demandas internacionais.

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Um estudo realizado em maio de 2026 por universidades norte-americanas, por meio da ferramenta Fields of the World, demonstrou que sistemas de inteligência artificial foram capazes de identificar corretamente 97% das áreas agrícolas brasileiras utilizando dados espaciais e monitoramento remoto.

O resultado reforça a capacidade do país de implementar sistemas de rastreabilidade em larga escala, utilizando tecnologias já disponíveis no mercado.

Além do monitoramento via satélite, ferramentas de inteligência artificial, geoprocessamento e integração de bancos de dados têm ampliado a precisão das informações utilizadas para comprovação da origem da produção agropecuária.

Sustentabilidade se transforma em vantagem competitiva

Para grandes produtores e empresas exportadoras, o processo de adequação já está em andamento. No caso dos pequenos produtores, a implementação dependerá de maior suporte técnico, assistência especializada e atuação das cooperativas para organização das informações exigidas.

Segundo Zuliani, a principal função da tecnologia não é apenas atender às exigências regulatórias, mas proteger os produtores que atuam dentro da legalidade.

“O papel mais estratégico da tecnologia é separar o produtor regular daquele que insere na cadeia produtos de origem duvidosa. A rastreabilidade fortalece a transparência e protege quem produz de forma responsável”, afirma.

Na avaliação do especialista, a integração entre dados públicos, monitoramento ambiental e plataformas digitais pode transformar a sustentabilidade em um diferencial competitivo para o agronegócio brasileiro.

“A garantia de origem transforma a sustentabilidade em uma evidência verificável. Se o Brasil utilizar a integração de dados e o monitoramento ambiental como estratégia nacional, poderá demonstrar ao mercado internacional que produz em escala, com segurança jurídica e responsabilidade ambiental. Mais do que uma exigência regulatória, essa conformidade tende a se consolidar como uma vantagem competitiva para as exportações brasileiras”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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