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Dia de campo do Irga para arroz atrai mais de 1,5 mil participantes

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O Dia de Campo Estadual do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), realizado pela primeira vez em Cachoeira do Sul, foi marcado por um grande êxito, contando com a presença de mais de 1,5 mil visitantes. O evento, que ocorreu na Estação de Pesquisa na Barragem do Capané na última quinta-feira (25), contou com a participação de autoridades, incluindo o Secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Giovani Feltes.

Sob a coordenação da Dra. Mara Grohs, chefe da Pesquisa da Estação de Cachoeira, o Dia de Campo teve como tema “Arroz irrigado em sistemas de produção frente ao cenário atual de vulnerabilidade climática”. Durante a manhã, os participantes puderam explorar quatro estações, abordando tópicos como o manejo do milho irrigado em terras baixas, aspectos químicos do solo na produção de soja, introdução da nova cultivar de arroz IRGA 426 CL, e estratégias de manejo para o arroz vermelho e novas tecnologias de controle químico.

A solenidade de abertura ocorreu ao meio-dia, com destaque para a grandiosidade do evento. O Secretário Giovani Feltes enfatizou a importância do Rio Grande do Sul como o maior produtor de arroz do país, destacando o evento como uma oportunidade para compartilhar conhecimento e aprender sobre as novas tecnologias e tendências do mercado.

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No período da tarde, cinco oficinas técnicas foram oferecidas, abordando temas como o manejo físico do solo para a soja, o uso de drones na pulverização em terras baixas, tecnologias de irrigação, correta utilização de bioinsumos na produção de grãos e os benefícios do arroz para a saúde.

O evento foi considerado histórico pelo presidente do Irga, Rodrigo Machado, que destacou o investimento de mais de 2 milhões e 200 mil reais na Estação de Pesquisa e 4 milhões e 600 mil reais na Barragem do Capané. Machado enfatizou o compromisso em avançar e acreditar no potencial da instituição, agradecendo a todos os envolvidos na realização do Dia de Campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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