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Acrimat orienta pecuaristas a buscarem renegociação em meio a desafios econômicos

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Diante dos desafios enfrentados pelos pecuaristas, marcados pela instabilidade nos preços da arroba, a redução dos índices de chuvas e a incerteza na conjuntura econômica, surge uma preocupação crescente sobre a capacidade dos produtores em honrar compromissos financeiros, especialmente aqueles que buscaram crédito para custear e expandir suas operações. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), vem buscando soluções para o produtor e sugere como enfrentar este problema que vem tirando o sono do pecuarista.

Com pouca a curto e médio prazo, muitos pecuaristas podem enfrentar dificuldades para honrar as prestações de financiamentos ao longo deste ano. Em meio a esse cenário desafiador, é importante destacar que, de acordo com o Manual do Crédito Rural do Banco Central do Brasil, existe a possibilidade de renegociação para aqueles que comprovarem dificuldades temporárias de pagamento, em virtude de situações específicas.

O manual ainda prevê que as instituições financeiras estão autorizadas a prorrogar a dívida com os mesmos encargos financeiros originalmente pactuados, desde que a pessoa comprove problemas de fluxo de caixa temporário influenciado pela dificuldade de comercialização dos produtos, frustração de safras por fatores adversos ou ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento das explorações.

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Diante dessa oportunidade de renegociação, os pecuaristas que possuem operações de financiamento com parcelas a vencer se enquadram nas hipóteses citadas. Sendo assim, para aqueles interessados em prorrogar o vencimento de seus financiamentos de crédito rural, o processo envolve algumas etapas. Confira:

Consulta à Assistência Técnica/Profissional:

Produtores devem procurar seus assessores técnicos ou profissionais responsáveis pela elaboração de seus projetos e solicitar um laudo técnico que demonstre a oscilação dos preços da arroba de bovinos, os danos às pastagens causados pela escassez de chuvas, a avaliação da perda de produtividade devido à redução da oferta de alimento ao rebanho, além de citar o volume pluviométrico de anos/períodos anteriores, estimativas de prejuízos e a perspectiva de recuperação dos problemas apontados.

Elaboração de Fluxo de Caixa:

Os produtores devem preparar um fluxo de caixa que reflita as alterações provocadas pelo conjunto de problemas mencionados na etapa anterior.

Encaminhamento Formal ao Banco:

Com os documentos em mãos, os produtores devem encaminhar formalmente a solicitação de renegociação ao seu gerente no banco e acompanhar a avaliação na agência.

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Fonte: Acrimat

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Cortes no seguro rural e disputa por crédito elevam tensão entre governo e bancada do agro

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) elevou o tom contra o governo federal nesta semana após o bloqueio de recursos do seguro rural e o avanço de discussões sobre financiamento do setor, ampliando a tensão entre o Congresso e o Executivo em torno da política de crédito e proteção da renda no campo.

O principal ponto de conflito é o contingenciamento de cerca de R$ 461 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que reduz a capacidade de subsídio às apólices contratadas por produtores em um momento de maior exposição climática e aumento dos custos de produção.

Para a bancada ruralista, a medida compromete a previsibilidade do setor e pode reduzir a adesão ao seguro agrícola, especialmente em culturas mais sensíveis a variações de clima e produtividade. A avaliação dentro da FPA é de que o corte afeta diretamente a gestão de risco do produtor e encarece o financiamento da próxima safra.

A bancada também acompanha com preocupação a tramitação de propostas de renegociação de dívidas rurais aprovadas no Senado, que ainda aguardam posicionamento do governo. Parlamentares ligados ao agro defendem que as medidas deveriam ser tratadas como parte de um pacote integrado de recomposição da capacidade financeira do setor, diante do aumento do endividamento e da elevação dos custos de crédito.

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Na leitura da FPA, o conjunto das decisões recentes indica uma redução do espaço fiscal para políticas de apoio ao agro, o que pode afetar desde o acesso ao crédito até a contratação de instrumentos de proteção como o seguro rural.

O governo, por sua vez, tem argumentado que as medidas precisam ser avaliadas sob o ponto de vista do impacto fiscal, o que tem resultado em sucessivos vetos, bloqueios e revisões de propostas aprovadas no Congresso.

Diante do impasse, a FPA articula no Congresso a recomposição dos recursos do seguro rural e a manutenção das propostas de renegociação de dívidas, com o objetivo de evitar aumento de custo e perda de competitividade do produtor brasileiro na próxima safra.

O embate deve se intensificar nas próximas semanas e se concentrar justamente nos instrumentos de financiamento e gestão de risco da atividade agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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