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Mercado de café segue instável com pressão da safra brasileira, clima e incertezas sobre tarifas dos EUA

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Mercado de café registra alta, mas clima e tarifas geram incertezas

Os preços do café operavam em alta nas bolsas internacionais na manhã desta segunda-feira (04), mas o mercado permanece instável e cauteloso. A pressão vem principalmente da entrada da safra brasileira de 2025, das incertezas climáticas nas regiões produtoras e do possível impacto da taxação imposta pelos Estados Unidos.

Safra de 2025 avança, mas vendas continuam lentas

De acordo com a consultoria Hedgepoint, nas áreas produtoras de Conilon, onde a colheita está quase concluída, já há relatos do início da fase de floração. Apesar disso, as negociações seguem em ritmo lento, indicando que o mercado interno ainda espera por definições externas mais claras.

Tarifas dos EUA: impacto moderado por ora, mas alerta permanece

Segundo relatório da Pine Agronegócios, a tarifação dos Estados Unidos sobre o café brasileiro, por enquanto, tem efeito moderado, já que compradores americanos estão ausentes das negociações, aguardando uma possível exceção à tarifa. A expectativa é de que até 6 de agosto de 2025 o café seja incluído na lista de exceções anunciada por Donald Trump.

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A Pine alerta, no entanto, que se isso não acontecer, os importadores dos EUA podem enfrentar dificuldades para garantir oferta. A Colômbia, principal alternativa, possui oferta restrita e outros países produtores não têm capacidade para suprir a demanda no lugar do Brasil. Isso pode se tornar um fator de alta nos preços futuros em Nova York, especialmente com estoques baixos e fundos ainda bem posicionados no mercado.

China autoriza novas empresas brasileiras a exportarem café

Em movimento favorável ao setor, a China aprovou a habilitação de 183 novas empresas brasileiras para exportar café ao seu mercado. A autorização, válida por cinco anos, foi anunciada no sábado (02) pela embaixada chinesa no Brasil em publicação nas redes sociais. A medida amplia o potencial de exportação do Brasil para um dos mercados que mais crescem em consumo de café no mundo.

Cotações do café sobem nas bolsas internacionais

As cotações do café registravam alta significativa no início desta segunda-feira:

  • Café arábica (Nova York):
    • Setembro/25: alta de 545 pontos, cotado a 289,65 cents/lbp
    • Dezembro/25: alta de 495 pontos, a 282,50 cents/lbp
    • Março/26: alta de 415 pontos, negociado por 275,15 cents/lbp
  • Café robusta (Londres):
    • Setembro/25: valorização de US$ 97, cotado a US$ 3.427/tonelada
    • Novembro/25: alta de US$ 82, a US$ 3.341/tonelada
    • Janeiro/26: aumento de US$ 66, negociado a US$ 3.282/tonelada
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Perspectivas permanecem voláteis

Apesar da valorização recente, o cenário para o mercado cafeeiro global segue marcado por volatilidade e especulação. A combinação entre incertezas climáticas, políticas comerciais e a lenta comercialização interna indica que os próximos meses devem ser de cautela para produtores, exportadores e investidores do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar

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A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.

Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.

Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.

Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor

De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.

1. Eliminação de plantas daninhas

O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.

A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.

2. Monitoramento constante das folhas

O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.

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A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.

3. Escolha de materiais mais tolerantes

O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.

A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.

4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional

O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.

Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.

Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.

Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.

Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos

Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.

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Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.

Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.

Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial

A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.

Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.

A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.

Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.

Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão

O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.

Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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