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Inserção da apicultura em usina fotovoltaica gera renda e sustentabilidade

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A AXS Energia e a Integrapis desenvolveram um projeto para a inserção da apicultura em usinas fotovoltaicas. A iniciativa Abelhas: um ambiente amigável, realizada na Unidade Fotovoltaica (UFV) Paulo Valias, em São Gonçalo do Sapucaí (MG), tem possibilitado a geração de renda para apicultores locais, assim como maior sustentabilidade por meio da preservação das abelhas e maior polinização da agricultura local.

A espécie, vital para a qualidade de vida no planeta, é uma das principais responsáveis pela polinização da flora no meio ambiente. Estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, em inglês) apontou que 70% de todas as culturas agrícolas são polinizadas diretamente por essa espécie e que 10% do PIB agrícola mundial, cerca de US$ 200 bilhões, está diretamente ligado a esse trabalho.

O projeto de apicultura não apenas garante o trabalho dos apicultores participantes na usina, mas também os capacita para atuarem como profissionais de referência na comunidade. A equipe foi selecionada por meio de um processo de captação que envolveu critérios técnicos e recebeu treinamento sobre o manejo adequado das abelhas, especialmente aquelas que estão em locais inadequados, como postes de luz, caixas de água e telhados.

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Hoje, os trabalhadores estão à frente da produção de mel, prevista em 50 quilos de mel por mês nas 50 colmeias dispostas na UFV, com a primeira leva sendo colhida em outubro. Além disso, são os responsáveis pela preservação das abelhas na região da usina, papel que também repercute de forma positiva por manter o solo da usina fotovoltaica fértil e produtivo, auxiliando na manutenção dos painéis solares.

“Queremos que nossas usinas sejam amigáveis à polinização. Estamos criando ambientes com espécies nativas e flores silvestres para replicar da melhor forma possível os habitats das abelhas. Vamos promover a biodiversidade que impactará diretamente na produção agrícola e florestal nessas regiões, além de fomentar a importância do desenvolvimento sustentável e da energia fotovoltaica”, explica Alysson Paolinelli, diretor de operação da AXS Energia.

Dados da Confederação Brasileira de Apicultura apontam que as abelhas são responsáveis por 80% da polinização dos vegetais e promovem até 30% de aumento na produtividade agrícola. Esse crescimento é registrado principalmente em cultivos frutíferos como a laranja, limão, tangerina e maçã. Na produção de café, a polinização permite maior qualidade e uniformidade desse grão.

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“Utilizamos painéis solares com menor brilho para reduzir a poluição luminosa e o prejuízo às abelhas, além de revestimento antirreflexo para evitar colisão de animais com a estrutura. Tudo isso, para gerar uma economia circular em que haja a preservação do meio ambiente, produção de energia limpa para a sociedade e maior renda para a comunidade local”, prossegue Paolinelli.

A AXS Energia tem a previsão de ampliar o projeto para mais duas usinas da empresa em Minas Gerais, nas cidades de Três Pontas e Três Corações. Todas as ações contam com o trabalho conjunto dos apicultores com a equipe da Integrapis para manterem em harmonia a produção de energia fotovoltaica sem qualquer dano às abelhas.

Fonte: V3Com

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva irregular aumenta risco de falhas no plantio da soja

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O Paraná já semeou 28% dos 5,74 milhões de hectares destinados à soja na safra 2026/27. O avanço de 13 pontos percentuais em uma semana colocou o Estado na liderança nacional do plantio e marcou o ritmo mais rápido para o período desde a temporada 2018/19.

O levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, mostra que 93% das lavouras implantadas estão em boas condições e 7% apresentam situação considerada média. No mesmo período do ano passado, 26% da área paranaense havia sido semeada.

A combinação de umidade no solo com períodos de tempo firme permitiu a entrada das máquinas logo após o encerramento do vazio sanitário, em 20 de setembro. A estimativa inicial do Deral é de que o Paraná colha 22,6 milhões de toneladas, volume 4% superior ao projetado para o ciclo anterior.

O ritmo acelerado aumenta a importância da qualidade da operação. Plantar mais hectares por dia ajuda o produtor a aproveitar os intervalos sem chuva, mas o aumento excessivo da velocidade pode prejudicar a distribuição das sementes, deixar falhas e formar plantas em distâncias irregulares.

Trabalhos reunidos pela pesquisa agropecuária indicam que velocidades superiores a 8 quilômetros por hora tendem a reduzir a uniformidade em determinadas condições. O limite não é igual para todas as propriedades. Tipo de semeadora, quantidade de palha, relevo, umidade e condição do solo alteram o desempenho da máquina.

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A recomendação é conferir a operação diretamente no talhão. Depois dos primeiros metros, o produtor deve abrir o sulco e verificar se as sementes estão sendo depositadas na profundidade prevista, com espaçamento semelhante e bom contato com o solo.

A Embrapa recomenda, de maneira geral, profundidade entre 3 e 5 centímetros para a soja. Sementes colocadas muito profundamente gastam mais energia para emergir. Quando ficam próximas demais da superfície, tornam-se mais vulneráveis à perda de umidade.

Outro indicador é a singulação, que mede a capacidade do sistema de depositar uma semente por vez, evitando falhas e sementes duplas. Um índice elevado não garante a formação da lavoura. A emergência também depende do vigor e da germinação do lote, da umidade, da temperatura do solo e da ausência de compactação sobre a linha.

Piloto automático, corte linha a linha e monitoramento da distribuição ajudam a reduzir sobreposições e alertam o operador quando há interrupção no fluxo. Antes de investir em novos equipamentos, porém, o produtor precisa identificar se as perdas estão na capacidade da máquina, no ajuste dos dosadores, na velocidade ou na condição do solo.

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A soja consegue compensar parte das falhas por meio da ramificação e da formação de mais vagens nas plantas restantes. Essa capacidade não elimina o prejuízo de grandes espaços vazios nem justifica o replantio automático de áreas com população um pouco menor.

Quando a emergência não ocorre como esperado, a decisão deve considerar o número de plantas, a distribuição das falhas e a possibilidade de recuperação da cultivar. Replantar significa novo gasto com sementes, combustível e mão de obra, além de submeter a área a outra condição climática.

O Paraná está adiantado, mas ainda tem aproximadamente 4,1 milhões de hectares de soja por semear. Para o produtor, o desafio das próximas semanas será manter o ritmo sem trocar precisão por velocidade. A área plantada rapidamente só representa vantagem quando emerge de maneira uniforme.

Fonte: Pensar Agro

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