BRASIL

Caiado: União Brasil não deve ‘caminhar com Lula’ na eleição de 2026

Publicado em

Ronaldo Caiado e Jair Bolsonaro em 2020
Reprodução/Instagram

Ronaldo Caiado e Jair Bolsonaro em 2020


O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse que seu partido, o União Brasil, não deve estar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026.

“Não acredito que [o partido] vá caminhar com o Lula nas eleições de 2026. Eu, por exemplo, administro um Estado em parceria com prefeitos do PT e do PSB, mas não estarei no palanque deles.”

Segundo o governador, o União Brasil “caminha ao lado do governo nos projetos de interesse” do país, mas também “é um partido de uma visão conservadora, e seguirá sendo”.


Além disso, ele afirma que “o somatório de várias ações” faz com que ele se coloque como pré-candidato no pleito vindouro.

“Me refiro tanto ao que faço no governo de Goiás, quanto ao que fiz no Congresso, enquanto parlamentar. Também me coloco à disposição para disputar a Presidência por me orgulhar dos índices de educação, saúde e geração de empregos obtidos. Temos uma ação completa que me credencia”, disse ele em entrevista ao jornal O Globo neste sábado (27).

Leia Também:  Fruit Attraction estende credenciamento gratuito para a primeira edição no Brasil

Velhos rivais

Marília Gabriela, Lula,Fernando Collor e Ronaldo Caiado no debate da TV BAND em 1989
Divulgação TV Bandeirantes

Marília Gabriela, Lula,Fernando Collor e Ronaldo Caiado no debate da TV BAND em 1989


Caiado e Lula têm um longo histórico de rivalidade política – logo, a possibilidade dele voltar a concorrer a presidência contra Lula seria um novo capítulo dessa história.

Eles travaram uma forte disputa em 1989, primeira eleição livre e direta para Presidente da República após o fim do regime autoritário que impôs uma ditadura militar no Brasil de 1964 a 1985.

Na ocasião, ambos se enfrentaram no 1º turno, com uma vitória de Lula que conseguiu disputar o 2º turno contra o candidato Fernando Collor de Melo, que acabou eleito mas foi deposto em 1992, acusado de corrupção pelo seu próprio irmão, Pedro Collor de Mello, na matéria de capa de uma edição da revista Veja naquele mesmo ano.

Itamar Franco assumiu a presidência após o Impeachment de Collor, e Lula ainda sofreu duas derrotas eleitorais consecutivas para Fernando Henrique Cardoso, em 1994 e 1998, antes de eleger-se presidente pela primeira vez em 2002.

Caiado e Bolsonaro

Em 2018, Caiado (que é médico) apoiou Jair Bolsonaro na eleição presidencial, mas acabou se afastando durante a pandemia de covid-19 , devido à negação à ciência e às vacinas promovida durante o mandato de Bolsonaro. O ápice do conflito entre eles se deu quando o então presidente decidiu demitir Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde que havia sido indicado por Caiado.

Leia Também:  Irrigação por Gotejamento: Uma Solução para a Crise Hídrica no Brasil

Em 2022 o atual governador de Goiás voltou a apoiar o nome de Bolsonaro na eleição vencida por Lula, alegando que apesar das discordâncias que teve com Bolsonaro, vê nele a capacidade de persuadir milhares de brasileiros, mobilizando votos mesmo após ter ficado inelegível. No mesmo ano, Bolsonaro apoiou a corrida eleitoral de Caiado ao Governo do Estado de Goiás.

“Trabalharei, sim, para ter o apoio dele à minha candidatura. Acho que nenhum martelo está batido, ainda estamos em um processo de avaliar gestões e os cenários possíveis até 2026. Eu não posso transferir para ele a responsabilidade da minha pré-campanha. Eu preciso é fazer por onde merecer este apoio.”

Questionado sobre as investigações que pesam sobre Bolsonaro, sua família e aliados próximos, Caiado afirmou que não discutirá decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas chegou a dizer que “se as operações realmente não tiverem o mínimo de resultado prático, vai ficar difícil dele [Moraes] explicar isto”.

Fonte: Nacional

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

Published

on

O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

Leia Também:  Cerca de 99% das casas no DF são abastecidas com água limpa

Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

Leia Também:  Resultado final do Concurso Unificado será divulgado em 21 de novembro

O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA