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Comercialização de algodão mantém movimento moderado nas praças

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A semana transcorreu com um movimento moderado nas praças de comercialização da pluma de algodão, revelando uma dinâmica de negócios voltada para o curto prazo, conforme indicado pela SAFRAS Consultoria.

As cotações registraram um acréscimo de 0,50% durante a semana, atingindo R$ 4,00 por libra-peso no CIF de São Paulo, em negociações realizadas nesta quinta-feira (18). No cenário de exportação (FOB) pelo porto de Santos/SP, o valor de referência da pluma ficou cotado a 77,17 centavos/libra-peso, ligeiramente abaixo dos 77,93 centavos/libra-peso da semana anterior (11). O produtor brasileiro, buscando maior competitividade internacional, refletiu no prêmio pago pelo algodão na Bolsa de Nova York (ICE), indicando -4,14 centavos/libra-peso, em comparação aos -3,38 centavos/libra-peso da semana anterior.

Estimativa de Produção em Mato Grosso – Imea

A área destinada ao algodão permanece projetada em 1,35 milhão de hectares, representando um aumento significativo de 12,60% em relação à safra 2022/23. Esse incremento é influenciado pela redução nos custos de produção do cotonicultor. Até a última sexta-feira (12/01), 36,66% das áreas destinadas ao algodão já haviam sido semeadas, apresentando um adiantamento de 22,03 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. O cenário de adiantamento, aliado às condições climáticas favoráveis, estimula os cotonicultores a investirem nas áreas do algodão.

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Entretanto, é importante ressaltar que o ritmo da colheita da soja tem impacto direto no plantio de segunda safra do algodão. Qualquer atraso nesse cenário pode interferir na decisão final do cotonicultor em relação à área a ser plantada.

Quanto à produtividade do algodão em caroço, estima-se um rendimento médio de 284,35 arrobas/hectare para Mato Grosso, representando uma queda de 8,61% em relação à safra 2022/23. Destaca-se que fatores climáticos ao longo da temporada podem influenciar a produtividade final do estado.

Com a manutenção da área e produtividade em janeiro/24 em comparação com dezembro/23, a produção de algodão em caroço permanece projetada em 5,78 milhões de toneladas.

Diante da estabilidade na produção de pluma, a demanda da safra 2022/23 mantém-se estimada em 2,24 milhões de toneladas, um aumento significativo de 52,54% em relação à temporada 2021/22. A produção de algodão em pluma é projetada em 2,40 milhões de toneladas em 2023/24, apresentando um avanço de 2,9% em comparação com as 2,33 milhões de toneladas em 2022/23.

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Em relação ao ciclo 2023/24, espera-se uma demanda de 2,34 milhões de toneladas de fibra, indicando um aumento de 4,26% em relação à safra 2022/23. Por fim, os estoques finais estão projetados em 499,59 mil toneladas, de acordo com informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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