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Mercado Internacional de Açúcar: Contratos Futuros Encerram em Alta

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Na última quinta-feira (18), os contratos futuros do açúcar fecharam em alta nas bolsas internacionais, impulsionados por preocupações relacionadas ao fornecimento do adoçante, especialmente diante de desafios no cenário asiático, que podem resultar em consequências adicionais.

Os operadores permanecem atentos às perspectivas para a nova safra do Centro-Sul do Brasil, alimentando expectativas otimistas, embora as condições climáticas suscitem preocupações. Paralelamente, a colheita da safra 2023/24 na região continua em andamento.

Bolsas Internacionais: Movimentação dos Contratos

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos apresentaram ganhos significativos. O contrato de março/24 registrou uma elevação de 69 pontos, encerrando a 23,04 centavos de dólar por libra-peso. O contrato de maio/24 também teve um aumento de 55 pontos, fechando a 22,29 centavos de dólar por libra-peso.

Na ICE Europe, em Londres, todos os contratos observaram uma valorização. O contrato de março/24 teve um incremento de 13,90 dólares, encerrando a US$ 651,30, enquanto o contrato de maio/24 registrou um acréscimo de 13,70 dólares, atingindo o valor de US$ 638,00.

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Mercado Nacional: Açúcar Cristal e Etanol Hidratado

O açúcar cristal, conforme indicado pelo Indicador do Cepea/Esalq da USP, apresentou um aumento de 0,79% em relação ao dia anterior, sendo negociado a R$ 144,90 por saca de 50 quilos.

Acompanhando a tendência positiva, o etanol hidratado também teve uma valorização, de acordo com o Indicador Diário de Paulínia. As usinas realizaram a negociação do biocombustível a R$ 2.053,50/m³, representando um acréscimo de 1,08% em comparação com o dia anterior. O mercado internacional e nacional permanece dinâmico, com os participantes atentos aos desdobramentos para os próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Restrição a antimicrobianos ameaça mercado de R$ 9 bilhões para proteínas animais

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O agronegócio brasileiro tem um prazo fatal de menos de 90 dias para evitar o fechamento das portas do mercado europeu e britânico. Com a oficialização de novas restrições ao uso de antimicrobianos pela União Europeia, que excluíram o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, a partir de 3 de setembro.

O impacto econômico é significativo. Apenas em 2025, a União Europeia importou o equivalente a cerca de R$ 9 bilhões em proteínas animais brasileiras. Desse total, aproximadamente R$ 5,3 bilhões corresponderam às exportações de carne bovina e R$ 3,8 bilhões às vendas de carne de frango. Embora o bloco não esteja entre os maiores destinos em volume, é considerado um mercado estratégico por absorver produtos de maior valor agregado e remunerar melhor os exportadores brasileiros.

Além do mercado europeu, o Brasil também corre o risco de enfrentar restrições no Reino Unido. Um ofício enviado nesta semana pelo Ministério da Agricultura aos auditores fiscais federais agropecuários informou que os procedimentos adotados para atender às exigências da União Europeia também deverão ser observados para as exportações destinadas aos britânicos. As medidas abrangem carne bovina, carne de aves, carne equina, pescado, mel, ovos etc.

Segundo o documento, somente poderão ser certificados para a União Europeia e para o Reino Unido os produtos considerados elegíveis aos requisitos relacionados ao uso de antimicrobianos previstos na legislação europeia. A regra passará a valer para certificações emitidas a partir de 3 de setembro de 2026, independentemente da data de chegada da carga ao destino.

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O governo brasileiro ainda tenta reverter a decisão. No entanto, o próximo encontro do comitê técnico europeu responsável pela avaliação do tema está previsto apenas para outubro, quando as restrições já terão entrado em vigor. Integrantes do governo avaliam que a questão poderá exigir atuação política em nível mais elevado, inclusive com eventual envolvimento direto do Palácio do Planalto nas negociações com a Comissão Europeia.

Fontes ligadas às discussões classificam a medida como uma barreira comercial injustificada, especialmente após a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, em 1º de maio. O Ministério da Agricultura afirma que o Brasil segue elevados padrões sanitários e defende o reconhecimento internacional dos controles adotados pelo país.

No ofício encaminhado aos fiscais, a área técnica da pasta determinou que os estabelecimentos habilitados para exportar aos dois mercados implementem controles auditáveis para comprovar o atendimento às exigências relacionadas aos antimicrobianos. Os procedimentos incluem rastreabilidade de animais e matérias-primas, manutenção de registros, segregação entre produtos elegíveis e não elegíveis, além de mecanismos para bloqueio de lotes que percam a condição necessária para certificação.

No caso da carne de aves, os exportadores deverão comprovar que os produtos são provenientes de animais não submetidos aos antimicrobianos proibidos pela legislação europeia. Para a carne bovina, os auditores deverão verificar certificados de transição dos lotes habilitados à exportação, além de conferir informações do Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov) e das Guias de Trânsito Animal.

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A regulamentação europeia proíbe o uso, em animais destinados à produção de alimentos exportados ao bloco, de antimicrobianos considerados essenciais para a saúde humana. A lista inclui grupos específicos de antibióticos, antivirais e antiprotozoários reservados ao tratamento de infecções em pessoas.

Segundo informações obtidas pelo governo brasileiro, o Reino Unido também solicitou que o Brasil apresente garantias formais sobre seus sistemas de controle até o dia 2 de setembro. Caso não haja avanço nas negociações, exportadores brasileiros poderão perder acesso a mercados que movimentam bilhões de reais por ano e são considerados estratégicos para as cadeias de proteína animal do país.

A decisão oficializa o entendimento já aprovado em 12 de maio pelo Comitê Permanente das Plantas, dos Animais, dos Alimentos e dos Alimentos para Animais da União Europeia. O regulamento reúne exigências anteriores e atualiza a lista de países que não apresentaram garantias consideradas suficientes para comprovar o controle do uso de antimicrobianos na produção destinada ao mercado europeu.

Fonte: Pensar Agro

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