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Cecafé: Governo e setor exportador unem esforços para atendimento ao EUDR

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Dando continuidade às tratativas junto ao Governo Federal no que se refere ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR, em inglês), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) e a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) se reuniram, ontem (16), no Itamaraty, em Brasília (DF), com embaixadores, secretários e diretores dos Ministérios das Relações Exteriores (MRE), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) da Pasta do Desenvolvimento, Indústria Comércio e Serviços (MDIC) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, revela que o governo apresentou as atualizações em relação ao EUDR e a fase recente de negociação com os representantes da União Europeia. “As tratativas permanecem nas esferas políticas de Brasil e UE, bem como o setor privado continua realizando suas negociações junto a seus pares e parceiros do bloco europeu. Um ponto consensual é que não há a opção de não se cumprir o Regulamento, que entrará em vigência em 1º de janeiro de 2025”, comenta.

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Em suas considerações, ele mencionou a participação do Cecafé em dezenas de eventos e debates com a Comissão Europeia e a Agência da União Europeia para o Programa Espacial (EUSPA) e detalhou as informações constantes na Plataforma de Rastreabilidade Cecafé-Serasa Experian, que vêm ao encontro das demandas do EUDR e está em constante evolução para evitar falsos positivos nos alertas.

Matos também apresentou as Interfaces de Programação de Aplicações (APIs), os modelos de checagens da ferramenta e sua interação com a documentação oficial do comércio global de café, como os certificados de origem da Organização Internacional do Café (OIC), e sua vinculação ao Portal Único do Governo Federal, bem como a disponibilização dos dados públicos e de fontes oficiais na plataforma, como o obrigatório Cadastro Ambiental Rural (CAR).

No âmbito da reunião, as entidades representativas de setores que exportam produtos cobertos pelo EUDR encaminharam um documento que contém assuntos consensuais e suas preocupações referentes à implementação do Regulamento da União Europeia para esses segmentos exportadores.

“São pontos transversais e que solicitam transição para o atendimento das novas regras da UE; que os debates políticos sejam direcionados para que todos os países sejam risco neutro de partida, sendo reclassificados a partir da execução do EUDR conforme os resultados alcançados; e que as autoridades europeias competentes para fins de cumprimento do Regulamento reconheçam como relevantes as fontes de informação e a base de dados públicos do Brasil, como Prodes, CAR, listas de Trabalho Análogo à Escravidão do Ministério do Trabalho e de Embargos Ambientais do Ibama, além dos Mapas de Unidades de Conservação e Terras Indígenas do MMA”, conta o diretor-geral do Cecafé.

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Como encaminhamento, foi formalizada a constituição de um grupo de trabalho com representantes das autarquias governamentais e do setor privado que participaram da reunião, assumido o compromisso do aprofundamento do diálogo com a Comissão Europeia e os órgãos europeus atrelados ao EUDR e, por fim, que siga o trabalho, do governo e das entidades de classe, para que a UE considere e reconheça os avanços e as particularidades de cada segmento que exporta produtos cobertos pelo Regulamento.

Fonte: CECAFÉ

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bonsmara ganha espaço na pecuária tropical e Fazenda Santa Silvéria lidera expansão da genética no Brasil

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A busca por sistemas pecuários mais eficientes, rentáveis e adaptados às condições climáticas brasileiras tem impulsionado o avanço de raças com elevado potencial produtivo. Nesse cenário, a Fazenda Santa Silvéria consolidou-se como uma das principais referências nacionais na criação e no melhoramento genético da raça Bonsmara, contribuindo diretamente para a expansão dessa genética em diferentes regiões do Brasil e também no mercado internacional.

Pioneira na introdução do Bonsmara no país, a propriedade desenvolve um trabalho contínuo de seleção voltado para características consideradas estratégicas para a pecuária moderna, como fertilidade, rusticidade, docilidade, desempenho produtivo e adaptação ao clima tropical.

Genética desenvolvida para condições tropicais

De acordo com a proprietária da Fazenda Santa Silvéria, Clélia Pacheco, a adoção da raça surgiu da necessidade de manter a precocidade produtiva observada em fêmeas meio-sangue Angus, sem abrir mão da adaptação necessária para enfrentar os desafios das condições tropicais brasileiras.

O Bonsmara pertence ao grupo Bos Taurus Africanus, do tipo Sanga, característica que proporciona maior distância genética em relação aos zebuínos e às raças britânicas. Essa condição favorece ganhos expressivos de heterose nos programas de cruzamento industrial, resultando em animais mais produtivos, resistentes e adaptados.

Segundo a criadora, o principal diferencial da raça está na capacidade de produzir carne de alta qualidade em sistemas simplificados de produção, com excelente desempenho a pasto e utilização de touros em monta natural.

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Além da adaptação ao calor, o Bonsmara apresenta elevada fertilidade, facilidade de manejo e temperamento dócil, características que contribuem para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das fazendas.

Cruzamentos ampliam produtividade e qualidade da carne

O crescimento da raça no Brasil também está associado ao desempenho obtido nos cruzamentos industriais. A utilização de reprodutores Bonsmara sobre matrizes zebuínas ou fêmeas meio-sangue Angus tem proporcionado ganhos importantes em produtividade, rendimento de carcaça e qualidade da carne.

A raça é reconhecida pela produção de carne premium, com atributos valorizados pelo mercado consumidor, como maciez, sabor e suculência. Além disso, apresenta boa conversão alimentar e capacidade de desempenho em diferentes sistemas de produção, ampliando as oportunidades para pecuaristas de diversas regiões do país.

Seleção genética impulsiona expansão nacional e internacional

O programa de melhoramento desenvolvido pela Fazenda Santa Silvéria combina avaliações de desempenho, características funcionais e critérios rigorosos de adaptação. O objetivo é selecionar animais capazes de manter altos índices produtivos mesmo em condições desafiadoras de clima e manejo.

Esse trabalho permitiu a disseminação da genética Bonsmara para todas as regiões brasileiras e também para países da América Latina e da África, fortalecendo a presença da raça em sistemas produtivos voltados para eficiência e sustentabilidade.

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Sustentabilidade e eficiência caminham juntas

A busca por maior produtividade também está alinhada aos princípios de sustentabilidade. Animais geneticamente superiores tendem a permanecer menos tempo no ciclo produtivo, reduzindo a emissão de gases por quilo de carne produzida.

Ao mesmo tempo, sistemas baseados em pastagens bem manejadas favorecem a retenção de carbono no solo e contribuem para uma pecuária mais equilibrada do ponto de vista ambiental.

Para os especialistas da fazenda, a combinação entre genética, nutrição e manejo continua sendo a principal estratégia para garantir competitividade econômica e responsabilidade ambiental no campo.

Leilão disponibilizará reprodutores selecionados

Como parte do trabalho de difusão da genética Bonsmara, a Fazenda Santa Silvéria realizará, no próximo dia 1º de julho, às 20h, a 22ª edição do Leilão Bonsmara Santa Silvéria.

O evento ocorrerá em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, e ofertará reprodutores desenvolvidos dentro de um programa de melhoramento genético direcionado às demandas da pecuária tropical brasileira.

Os animais disponibilizados foram selecionados para atuação a campo, reunindo características de adaptação, fertilidade, desempenho produtivo e qualidade genética voltadas ao aumento da eficiência dos rebanhos comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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