AGRONEGÓCIO
Novas soluções financeiras impulsionam resultados no agronegócio
Publicado em
17 de janeiro de 2024por
Da RedaçãoO Plano Safra 2023/2024 recebeu um aumento de 27% dos recursos pelo Governo Federal, chegando a R$ 364,2 bilhões. Mesmo assim, especialistas acreditam que a procura por crédito no setor agrícola é muito maior, cerca de 120% a mais. Isso dificulta os negócios, principalmente para os pequenos e médios produtores, que precisam encontrar outras maneiras de conseguir dinheiro para tocar suas produções. Nesse cenário, a Orbia, empresa especializada em soluções digitais para o agronegócio, está desempenhando um papel significativo no suporte à comunidade agrícola brasileira por meio do Orbia Pag, seu produto financeiro direcionado aos clientes da plataforma. Essa ferramenta se apresenta como uma alternativa diante das restrições financeiras enfrentadas por muitos produtores rurais ao buscar financiamentos convencionais.
O Orbia Pag oferece uma solução ao permitir que os produtores adquiram insumos no próprio marketplace da Orbia, com a flexibilidade de pagamento em até 12 meses, eliminando barreiras financeiras. Com o Orbia Pag, o vendedor recebe o pagamento antecipado, enquanto o produtor tem a opção de efetuar o pagamento no vencimento da operação, sem a necessidade de apresentar garantias.
Maximiliano Roncolleta, produtor rural em Monte do Carmo, no Tocantins, compartilha sua experiência com a Orbia e o Orbia Pag. Utilizando a plataforma para a aquisição de insumos agroquímicos, Maximiliano destaca a praticidade e eficiência da solução. “Na minha região, só há filiais dos grandes distribuidores. Quando um vendedor vem à propriedade, ele nos mostra a lista de produtos que ele tem disponível em estoque. A Orbia inverte essa lógica, pois eu passo tudo o que eu preciso, e eles correm atrás dos fornecedores. Assim, consigo comprar as marcas da minha preferência e ainda me entregam no prazo”, explica ele.
Com limites pré-aprovados, a plataforma busca agilizar as negociações de insumos, otimizando o fluxo de caixa e aumentando a capacidade de produção dos agricultores. O processo é simplificado, exigindo o cadastro completo na plataforma – informações de cultura, hectares, etc – e a aceitação dos termos de uso para começar a utilizar o Orbia Pag. Não são necessários documentos adicionais, tornando a experiência mais ágil e eficiente. “Não costumo usar muito a internet, mas descobri que o Orbia Pag acaba representando muitos benefícios. Com preços mais acessíveis e limite pré-aprovado disponível, posso investir mais na lavoura. Para o agricultor, ter previsibilidade é muito importante”, afirma Maximiliano.
A equipe de atendimento ao produtor rural para cotações e compra de Insumos no Marketplace da Orbia também destaca a importância de um contato modernizado e focado no cliente, para que cada pessoa tenha a melhor experiência possível com a antecipação de recebíveis. “Com limites pré-aprovados, a plataforma busca agilizar as negociações, com cotações online realizadas na plataforma ou pelo whatsapp (sempre com auxílio de um time especializado para atendimento das demandas do produtor rural), otimizando o fluxo de caixa e aumentando a capacidade de produção dos agricultores”, afirma Mariana Freitas, gerente de vendas do marketplace.
Fonte: Orbia
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
5 horas agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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