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Veloe : 2023 tem combustível mais barato que 2022, aponta Panorama Indicadores de Mobilidade

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Os preços dos combustíveis registrados em 2023 foram, em média, menores do que os de 2022, para todos os seis combustíveis monitorados: gasolina comum e aditivada, etanol, GNV, diesel comum e S-10. Os dados são do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe.

No caso da gasolina comum, embora os preços registrados em dezembro de 2023 tenham sido maiores que os de dezembro de 2022 (+13,1%), considerando os valores cobrados ao longo dos dois anos, o valor médio pago pelos consumidores em 2023 (R$ 6,19) foi 9,5% inferior à média de 2022 (R$ 5,50).

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De forma similar, a gasolina aditivada apresentou um preço médio de R$5,71 em 2023, contra R$6,29 em 2022, o que representou uma redução de 9,1% nos postos. Em contrapartida, no comparativo entre os preços médios de dezembro de 2022 e dezembro de 2023, os preços ficaram 12,6% mais caros.

O etanol também teve uma queda média de preços em 2023. De acordo com os dados consolidados, o preço médio do litro do combustível em 2022 foi de R$ 4,47, enquanto em 2023 foi de R$ 3,82. Na comparação entre os valores médios, o combustível ficou 14,6% mais barato.

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De forma similar, no caso do S-10 – o diesel mais consumido pela frota do país – o preço médio em 2023 foi de R$ 5,92, ficando assim 12,1% abaixo do valor médio encontrado em 2022 (R$ 6,74).

Finalmente, o GNV registrou uma queda de 9,2% entre os preços médios cobrados em 2022 (R$ 5,23 por litro) e de 2023 (R$ 4,74 por litro) nos postos.

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A análise também inclui os resultados de 2023, desagregados por região geográfica, unidades federativas e capitais. De acordo com esse levantamento, Manaus foi a capital que registrou o maior preço da gasolina comum em 2023, com a média de R$6,24, seguida por Rio Branco (R$ 6,15) e Porto Velho (R$ 6,11). Por outro lado, as capitais com os menores valores médios da gasolina comum em 2023 incluíram: São Luís (R$ 5,30), Campo Grande (R$ 5,31) e Macapá (R$ 5,31).

No caso do etanol, Porto Velho foi a capital que registrou o maior valor médio nos postos em 2023, saindo a R$ 5,00, seguida por Boa Vista (R$ 4,98) e Belém (R$ 4,81). Cuiabá, por sua vez, destacou-se pelo preço médio mais baixo do combustível nos postos brasileiros (R$ 3,50), sendo acompanhada por Campo Grande (R$ 3,69) e São Paulo (R$ 3,72).

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Segundo o diretor geral da Veloe, André Turquetto, “a queda nos preços dos combustíveis em 2023 foi impulsionada por diversos fatores, que incluem a nova política de preços da Petrobras, o comportamento dos preços internacionais e mudanças na carga tributária – essas decorrentes da mudança de regime (alíquota fixa e única do ICMS) e/ou de reonerações (isto é, a volta de tributos que tinha sido reduzidos no passado para reduzir o impacto da alta nos preços sobre os consumidores)”.

Para Bruno Oliva, economista e pesquisador da Fipe: “É importante notar que, em algumas regiões e estados, a presença e atuação de refinarias privadas na oferta e distribuição de certos combustíveis, assim como decisões locais de política tarifária, também colaboraram para explicar dinâmicas específicas dos preços que divergiram do comportamento geral no mercado doméstico.”

Acesse aqui na íntegra o Monitor de Preço de Combustíveis do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade

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Fonte: Veloe

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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