AGRONEGÓCIO

Governo de Goiás doa sementes de milho para agricultores do Norte e Nordeste do estado

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O Governo de Goiás, por meio do Goiás Social, da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), da Seapa e Retomada, está realizando a entrega de sementes de milho a agricultores familiares das regiões Norte e Nordeste do estado. A ação, que faz parte da operação Goiás Alerta e Solidário, vai distribuir 22 toneladas e meia de sementes e deve gerar cerca de R$ 10 milhões em renda aos beneficiados.

A comitiva já distribuiu sementes em 23 municípios. As entregas iniciaram em dezembro, passando pelas cidades de Cavalcante, Colinas do Sul, Monte Alegre de Goiás, Teresina de Goiás, Simôlandia, Damianópolis, Posse, Iaciara, Nova Roma, Guarani de Goiás e Alvorada do Norte.

O coordenador da regional da Emater do Vale do Paranã, Damasio Kennedy, acompanhou as entregas e afirma que a ação é muito importante para que essas famílias possam garantir sustento, já que é uma região muito carente. “Essas sementes poderão ser armazenadas e cultivadas em até um ano, podendo virar alimento e uma renda extra para os agricultores”, analisa.

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Em janeiro, agricultores de Sítio de Abadia, Mambaí, Buritinópolis, Campos Belos, Divinópolis de Goiás, Flores de Goiás, São Domingos, Alto Paraíso de Goiás, São João d’Aliança, Montividiu do Norte e Formoso receberam as sementes para plantio.

Até o final do mês, a caravana ainda vai passar por seis municípios goianos. Serão distribuídas mais de 2 toneladas de sementes em Guaraíta, Heitoraí, Matrinchã, Campo Limpo de Goiás, Amaralina e Santa Terezinha de Goiás.

Além de distribuir as sementes, o Governo de Goiás, por meio da Emater, oferece aos produtores beneficiados assistência técnica contínua para melhor aproveitamento dos grãos e orientação sobre as vantagens de se associarem por meio do cooperativismo.

Goiás Alerta e Solidário

A Operação Goiás Alerta e Solidário, lançada pelo governador Ronaldo Caiado em outubro de 2023, mobiliza diversas áreas do governo estadual. Além da entrega de donativos, inclui ações preventivas, de socorro e de reconstrução, como recuperação e manutenção da malha asfáltica; melhoria dos acessos a comunidades rurais; busca e salvamento com equipes de especialistas; entre outros.

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Fonte: Emater Goiás

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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