O autor de um bárbaro crime de feminicídio ocorrido na primeira semana do ano na zona rural de Comodoro (644 km a oeste de Cuiabá) teve o mandado de prisão cumprido pelo Polícia Civil, na tarde de segunda-feira (15.01), após se apresentar na delegacia.
O suspeito de 50 anos confessou que durante uma discussão, matou a sua companheira de 46 anos com pauladas na cabeça. Após o crime, o suspeito enterrou o corpo da vítima e fugiu, passando mais de uma semana foragido.
O crime que vitimou Dinamar Ferreira da Silva ocorreu no dia 07 de janeiro. Antes dos fatos, o suspeito estava em uma confraternização na Gleba Miranda, no sítio em que trabalhava como caseiro, quando começou uma discussão com a sua companheira por telefone.
O suspeito então foi para residência do casal onde a discussão tomou proporções mais sérias, chegando ao ponto de ele tentar matar a companheira estrangulada. Como não conseguiu, ele pegou um pedaço de madeira e acertou a vítima diversas vezes na cabeça, até que ela não resistisse aos ferimentos.
Após o crime, o suspeito deixou a mulher morta na residência e voltou para seus afazeres como se nada tivesse acontecido. No final da tarde, quando todos foram embora, ele enterrou o corpo nos arredores de um galinheiro na propriedade. No dia seguinte, pela manhã, fugiu utilizando a motocicleta Honda Bross de seu patrão.
As investigações iniciaram logo após o corpo da vítima ser localizado na cova próximo ao galinheiro, sendo imediatamente apontado o marido da vítima como principal suspeito do crime. Com base nas evidências foi representado pelo mandado de prisão contra o suspeito, que foi deferido pela 1ª Vara Criminal de Comodoro.
Durante toda a semana, os policiais realizaram diversas diligências em busca do suspeito, chegando a encontrar a motocicleta utilizada na fuga, porém ele não foi localizado. Após mais de uma semana foragido, na manhã de segunda-feira (15) o suspeito procurou pelos seus patrões pedindo ajuda para se entregar. Após entrarem em contato com a Polícia Civil foi combinado o seu comparecimento na delegacia, onde teve o mandado de prisão cumprido.
Interrogado, o suspeito confessou a autoria do crime, contando com frieza, detalhes como matou sua companheira. Após todas as providências na delegacia, ele foi encaminhado para exame de corpo de delito e audiência de custódia, sendo posteriormente conduzido para a Cadeia Pública de Comodoro, onde ficará à disposição da justiça.
A Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio à Polícia Civil de Goiás, cumpre, na manhã desta terça-feira (19.5), 29 ordens judiciais em uma operação interestadual deflagrada contra um esquema de golpes e fraudes digitais envolvendo clientes de um banco digital.
Na operação, são cumpridos 14 mandados de prisão preventiva, 15 mandados de busca e apreensão domiciliar e o bloqueio judicial de mais de R$ 1,9 milhão contra integrantes de um grupo criminoso voltado para a prática desses golpes. Eles são investigados pelos crimes de invasão de dispositivo informático (celular), furto mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, da Polícia Civil do Maranhão e da Polícia Civil do Tocantins. As ordens judiciais são cumpridas nos respectivos estados.
Em Mato Grosso, os trabalhos são conduzidos pela equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), sendo cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar contra uma mulher, principal alvo da operação, apontada como líder do grupo criminoso.
Durante as buscas na residência, foram apreendidos 10 quilos de entorpecentes, tipo skunk (supermaconha), embaladas a vácuo, em posse do marido da investigada, sendo o suspeito preso em flagrante por tráfico de drogas.
Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava um elaborado esquema de golpe bancário, mediante a criação de um site falso do banco digital, impulsionado por anúncios pagos no Google.
Quando a vítima pesquisava pelo banco digital na internet, o link fraudulento aparecia entre os primeiros resultados patrocinados, induzindo o usuário a acreditar que estava acessando a plataforma oficial do banco.
Ao acessar a página clonada, a vítima inseria seus dados bancários e validava um QR Code, acreditando tratar-se de procedimento legítimo de verificação de login.
Nesse momento, os criminosos capturavam as credenciais de acesso em tempo real e assumiam a conta bancária da vítima, técnica conhecida como “session hijack” (sequestro de sessão), passando a realizar transferências Pix fraudulentas para contas de terceiros utilizadas como “mulas financeiras”.
Investigação
As investigações da polícia apontaram que o grupo possuía estrutura organizada e divisão de funções, com um núcleo técnico responsável pela criação dos sites falsos e captura das credenciais; núcleo financeiro encarregado das contas de passagem e dispersão dos valores; e núcleo patrimonial voltado à lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e utilização de familiares e terceiros.
Até o momento, foram identificadas ao menos 19 vítimas, incluindo casos registrados no Estado de Goiás, com prejuízo inicialmente apurado em aproximadamente R$ 118 mil. Entretanto, as análises financeiras revelaram movimentações suspeitas superiores a R$ 4,8 milhões, apontando fortes indícios de lavagem de capitais e ocultação patrimonial.
As investigações também identificaram dispositivos eletrônicos e conexões de internet utilizados para acessar diversas contas fraudadas, além de movimentações financeiras vinculadas a pagamentos para Google Ads, hospedagem de sites e empresas intermediadoras internacionais, evidenciando a operacionalização contínua do esquema criminoso.
Segundo o delegado titular da DRCI, Sued Dias Junior, o uso de anúncios patrocinados em mecanismos de busca tornou-se uma das principais estratégias empregadas por organizações criminosas especializadas em fraude eletrônica.
“A população deve estar atenta a esse tipo de fraude, evitando acessar instituições financeiras por links patrocinados; conferir cuidadosamente o endereço eletrônico do site; desconfiar de links enviados por SMS ou WhatsApp; utilizar autenticação em dois fatores; e jamais validar QR Codes sem absoluta certeza da origem da operação”, explicou o delegado.
As investigações prosseguem com a análise do material apreendido e o rastreamento do fluxo financeiro da organização criminosa.
Operação Pharus
A participação na operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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