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Desenvolvimento da soja no RS é favorecido pelo clima

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A estimativa de plantio para a safra 2023/2024 é de 6.745.112 hectares, e a perspectiva de produtividade é de 3.327 kg/ha. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (11/01) pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), a redução do volume de precipitações e a elevação da temperatura proporcionaram condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de soja, evidenciado pelo aumento do porte das plantas. No momento, 85% das lavouras de soja encontram-se em estágio de desenvolvimento vegetativo, 14% em fase de floração e 1% em enchimento de grãos.

Do ponto de vista fitossanitário da soja, há apreensão na Região Oeste do Estado devido à detecção precoce da ferrugem asiática em comparação a anos anteriores. Esse quadro foi agravado pelas condições propícias à rápida disseminação dos esporos, decorrentes das constantes chuvas. No período, prosseguiu o monitoramento e a aplicação de fungicidas de forma preventiva, além do controle químico de ervas espontâneas/concorrentes.

Enquanto prossegue a implantação escalonada de lavouras de milho no RS, alcançando 94% da área, a colheita do cereal alcançou 13% da área cultivada, projetada em 817.521 hectares. A diminuição do volume de precipitação, nas últimas duas semanas, refletiu na redução da umidade nos grãos, aproximando-os dos teores ideais para o processo de trilha, o que facilitou e acelerou a operação. Os resultados da colheita apresentam variações, mas, conforme observado nas áreas colhidas, indicam tendência de redução na produtividade inicial, prevista em 7.414 kg de milho/ha. A causa dessa diminuição foi o excesso de chuvas, que resultou na lixiviação de nutrientes e prejudicou a polinização durante a fase reprodutiva. A confirmação efetiva dessa diminuição da safra só será possível à medida que a colheita avançar para lavouras de plantio mais tardio.

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A área plantada com milho silagem no RS progrediu para 80% da projeção total, que é de 364.291 hectares para esta safra. Simultaneamente, a colheita destinada à confecção de silagem de planta inteira atingiu 25% dos cultivos. Restam 20% das lavouras no ponto de corte; 24%, em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo; e 31%, entre floração e enchimento de grãos. A produtividade estimada é de 39.088 kg/ha.

Prosseguiu-se a implantação de lavouras de feijão 1ª safra na Região Nordeste do Estado. As condições ambientais propiciaram o plantio e o estabelecimento inicial das lavouras. Nas demais regiões produtoras, a colheita do feijão teve continuidade. Para a Safra 2023/2024, projeta-se área de cultivo de 29.053 hectares em primeira safra, cuja produtividade estimada é de 1.775 kg/ha.

O Instituto Rio Grandense de Arroz (Irga) projeta para esta safra de arroz uma área de cultivo de 902.425 hectares. A Emater/RS-Ascar estima a produtividade média de 8.359 kg/ha. NO Estado, a semeadura está tecnicamente encerrada. Estima-se que 95% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 5% em florescimento. As lavouras semeadas em outubro e novembro estão com a irrigação regular e apresentam excelente aspecto visual, em razão da longa sequência de dias ensolarados e das temperaturas adequadas. A disponibilidade abundante de água facilita os trabalhos de irrigação do arroz, que reflete em melhor qualidade no manejo de plantas daninhas, além de vantagens que o solo saturado de água proporciona para a cultura. Quanto aos tratos culturais, está sendo realizado o monitoramento de pragas e doenças.

PASATAGENS E CRIAÇÕES

Apesar do bom desenvolvimento das pastagens de verão, os bovinos de corte estão consumindo menos, devido às elevadas temperaturas. O calor excessivo, durante o dia, também tem dificultado as ações de reprodução. O estresse térmico está afetando especialmente os bovinos de raça europeia, prejudicando o desempenho reprodutivo desses rebanhos. A condição sanitária dos bovinos permaneceu adequada, mas seguem os relatos de infestações de ectoparasitas, como carrapato, mosca-dos-chifres e berne.

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O aumento das temperaturas ocasionou impactos adversos no bem-estar, no consumo e na produtividade dos bovinos de leite. Apesar do rápido crescimento das pastagens de verão, as elevadas temperaturas dificultam e diminuem a eficiência do pastejo. A saúde animal manteve-se estável, requerendo, contudo, intervenções para o controle de ectoparasitas. A redução nos preços do leite constitui uma preocupação relevante, exercendo efeito negativo nas margens de lucro dos produtores gaúchos.

Na região de Caxias do Sul, os produtores de leite com maior infraestrutura adotaram medidas, como aspersores e ventiladores, para melhorar o conforto térmico dos animais. Nos sistemas à base de pasto, os animais estão sendo conduzidos para ambientes sombreados e com acesso à água. Nas de Pelotas e Santa Rosa, o estresse térmico provocado pelo excesso de calor tem prejudicado o bem-estar animal, impactando de forma negativa a produção leiteira, bem como aumentando as infestações por carrapato.

A Lagoa dos Patos mantém nível de água acima do padrão. O Fórum da Lagoa dos Patos está ativamente engajado na discussão da eventual prorrogação do período de defeso, motivada pelas projeções desfavoráveis para a safra de camarão na região. No município de Pelotas, destacam-se registros de captura de corvina, embora de volumes reduzidos, e a presença de linguado e tainha no mercado. Na bacia da Lagoa Mirim, o período de defeso está vigente até 31/01.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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