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Variações nos contratos futuros do açúcar em NY e Londres impulsionadas por dinâmicas do mercado

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Na última quarta-feira (10), os contratos futuros do açúcar experimentaram movimentações significativas nas bolsas de Nova York e Londres, sendo influenciados pela dinâmica do mercado, notadamente pelos preços mais baixos do petróleo bruto. Este fator impacta diretamente nos valores do etanol, podendo resultar em um desvio das usinas de açúcar global para a produção de açúcar, em detrimento do biocombustível, devido ao aumento na oferta de açúcar.

A hEDGEpoint Global Markets aponta que a safra 2024/25 no Brasil pode registrar uma redução em relação à colheita recorde do ciclo atual. O clima mais seco na região do Centro-Sul afetou os canaviais, levando a projeção de moagem para 620 milhões de toneladas métricas, abaixo da previsão anterior de 640 milhões e da estimativa de 651,5 milhões para 2023/24.

Bolsas Internacionais

Em Nova York, na ICE Futures, os contratos fecharam de forma mista. O contrato de março/24 teve uma queda de 29 pontos, encerrando a 21,41 centavos de dólar por libra-peso. Da mesma forma, o contrato de maio/24 reduziu-se em 28 pontos, negociado a 20,91 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de maio/26 permaneceu inalterado, mantendo-se em 19,13 centavos de dólar por libra-peso. Apenas o contrato de julho/26 apresentou uma leve alta de 5 pontos, encerrando a 18,90 centavos de dólar por libra-peso.

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Enquanto isso, em Londres, na ICE Europe, os contratos registraram perdas. O contrato de março/24 teve uma redução de 9,50 dólares, fechando a US$ 613,10. Da mesma forma, o contrato de maio/24 declinou em 7,90 dólares, atingindo o valor de US$ 602,30.

Açúcar Cristal e Etanol Hidratado

O Indicador do Cepea/Esalq da USP apontou um aumento no preço do açúcar cristal, apresentando uma valorização de 1,46% em relação ao dia anterior, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 146,26.

No segmento de etanol hidratado, o Indicador Diário de Paulínia indicou uma redução adicional. As usinas negociaram o biocombustível a R$ 1.945,00/m³, evidenciando uma diminuição de 0,33% em comparação com o dia anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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