AGRONEGÓCIO

Mercado do boi gordo mantém estabilidade em São Paulo, indica Scot Consultoria

Publicado em

As cotações da arroba do boi gordo permaneceram estáveis, com as escalas de abates, em média, planejadas para sete dias, conforme informações da Scot Consultoria. Apesar do encurtamento das escalas devido à diminuição da oferta de gado, agentes de mercado indicam que os preços devem manter-se firmes, dada a estabilidade na demanda.

Mercado Atacadista de Carne com Osso

Ao longo da semana, houve aumento na oferta do boi capão, enquanto para outras categorias a oferta diminuiu devido à redução do abate nos primeiros dias do ano. Como resultado, as cotações subiram, com destaque para o dianteiro e ponta de agulha, tanto para boi castrado quanto para boi inteiro e charque. Para as carcaças casadas de boi capão e boi inteiro, a alta foi de 0,2% e 0,6%, respectivamente.

Em contrapartida, ocorreu recuo na comparação semana a semana para a carcaça especial suína (-5,4%) e para o frango médio (-2,6%). Esse movimento de preços contribuiu para a perda de competitividade da carne bovina em relação a outras proteínas.

Leia Também:  Ponsse Demonstra o PONSSE Mammoth em Florestas Brasileiras
Exportação Recorde de Carne Bovina In Natura em 2023

Contrariando as expectativas do mercado, o volume exportado de carne bovina in natura atingiu níveis recordes em 2023. Somente em dezembro, foram exportadas 208 mil toneladas, totalizando pouco mais de 2 milhões de toneladas ao longo do ano, uma variação de 0,7% em relação a 2022.

Apesar desse recorde em volume, o faturamento sofreu uma queda, marcando a primeira desde 2016. A retração foi de 19,6% em relação a 2022, resultando em um faturamento total de US$ 9,49 bilhões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Adevair Cabral tem indicação atendida para instalação de boca de lobo em rua no CPA 2

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Estimativas do mercado para inflação e PIB permanecem estáveis

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA