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Alta da exportação agrícola e seu impacto no mercado de veículos pesados

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Essa informação foi divulgada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que também prevê uma arrecadação total de 164 bilhões de dólares no setor. Vale ressaltar que as projeções positivas estão impactando diretamente o setor de veículos pesados, no qual os implementos rodoviários estão incluídos.

O crescimento das exportações intensifica o papel crucial do transporte de carga no gerenciamento logístico e escoamento da safra, com impacto direto na necessidade de veículos e equipamentos especializados para conduzir essas operações. Em meio a essa fase de aumento da demanda, a expansão e a renovação da frota tornam-se indispensáveis para garantir o fluxo dos negócios.

Ainda segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), ao longo de 2022, as transportadoras nacionais emitiram cerca de R$ 576 bilhões em notas fiscais eletrônicas, contendo o CTe, código referente ao transporte de cargas. Do montante, R$ 104,62 bilhões dos fretes foram vinculados a empresas relacionadas ao agronegócio, o que configura uma porcentagem de 18,15%.

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O Brasil mantém sua posição como um país em que os negócios estão centrados na exportação de commodities, destacando-se como o principal exportador global de soja e, atualmente, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), líder na exportação de milho. Essa posição no cenário internacional aponta para um setor com perspectivas de permanecer aquecido ao longo de 2024.

Por isso, este momento é favorável para as empresas investirem na aquisição de frotas e implementos rodoviários, e o consórcio surge como uma alternativa viável devido às altas taxas de juros praticadas no mercado. A modalidade possibilita ao consorciado a compra dos bens por preços mais acessíveis e condições de crédito adaptadas às necessidades do cliente. Além disso, o consórcio é isento de juros e permite ao consorciado o pagamento de parcelas reduzidas até o 24º mês ou até a contemplação, o que ocorrer primeiro.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o segmento aponta um crescimento de 11,3% na comercialização de crédito para aquisição de veículos pesados (caminhões, tratores e implementos rodoviários) entre janeiro e novembro de 2023, quando comparado ao mesmo período de 2022. Os valores reais alcançaram um patamar de mais de R$ 43,58 bilhões.

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Diante dessas características, podemos concluir que o consórcio é a solução financeira ideal para o setor do agronegócio, principalmente na aquisição de implementos rodoviários para ampliação do serviço de frete. Isso porque empresas que utilizam veículos podem adquirir cotas por um valor mais vantajoso em comparação a outras modalidades de compra parcelada. Com a liderança global nas exportações de diversos produtos, como carne bovina, celulose, café verde e açúcar, o Brasil vive um momento propício para investimentos no ramo. A estratégia recomendada é aproveitar as oportunidades de crédito mais acessíveis, maximizando as vantagens disponíveis no mercado e traçar um plano de ação com metas a longo prazo.

Por Manuel Bernardo, gerente comercial do Consórcio Librelato

Fonte: Virta

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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