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Trigo: Fundamentos russos seguem pressionando o mercado; confira análises da hEDGEpoint

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O clima vem melhorando para a nova safra de inverno russa há vários meses. Nesse estágio, tudo tem apontado para mais uma produção total acima de 90M mt. Olhando para o lado da demanda, alguns dos principais destinos parecem estar sensíveis às variações de preço, o que limita o potencial altista. Os embarques nos portos russos em dezembro desaceleraram em comparação com o outono, e as vendas de trigo russo diminuíram no final do mês

Um novo ano se inicia, porém um velho tema deve seguir pressionando os mercados de trigo ao longo de 2024: a oferta de trigo russo. Até o momento temos vários indícios de mais uma grande safra de inverno no país, e a redução das compras externas do trigo russo a partir dos preços “artificialmente” mais caros também mostra uma fraqueza da demanda.

Nova safra, mesma história

As condições climáticas na maioria das regiões de trigo de inverno são favoráveis ao desenvolvimento da safra. Nos últimos 60 dias, a precipitação ultrapassou 200% do normal, melhorando a umidade do solo no Sul e estabelecendo cobertura de neve suficiente em outras áreas.

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“A condição das safras de inverno está melhor do que a média. De acordo com o Centro Hidro Meteorológico da Rússia, apenas 4% das culturas de inverno estavam em condições ruins no final de novembro, em comparação com uma média de 8% em cinco anos. As condições provavelmente melhoraram ainda mais nas últimas semanas em meio ao clima favorável”, diz Alef Dias, analista de Grãos & Oleaginosas e Macroeconomia da companhia.

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E projeta: “Os modelos meteorológicos para as próximas duas semanas preveem ampla precipitação e temperaturas vários graus acima da média na maioria das regiões de produtoras de trigo de inverno. O clima vem melhorando para a nova safra de inverno russa há vários meses. Nesse estágio, tudo tem apontado para mais uma produção total acima de 90M mt. Se não houver grandes anomalias climáticas, isso poderá começar a exercer pressão sobre os preços globais do trigo na segunda metade do 1T 2024”.

Demanda não deve se adequar ao preço mínimo

Os embarques nos portos russos em dezembro desaceleraram em comparação com o outono. O volume de exportação de trigo totalizou 2,0M mt nas três primeiras semanas de dezembro, em comparação com 2,3M mt em novembro e 2,7M mt em outubro. As vendas de trigo russo diminuíram no final do mês. O montante de vendas pendentes de trigo russo em 27 de dezembro era de 2,9M mt, abaixo dos 3,3M mt no início do mês.

“É provável que os embarques estejam limitados pelas tentativas de regular os preços do trigo pelo Ministério da Agricultura da Rússia (AgMin). Nas duas últimas licitações da GASC do Egito (tendo o último sido cancelado na última semana), os fornecedores russos foram unânimes em oferecer trigo a US$ 265/mt. Essas ofertas provavelmente estão em conformidade com o “preço mínimo recomendado” estabelecido pelo AgMin, conforme relatado pela mídia russas”, explica.

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Em dezembro, a SovEcon (consultoria especializada no mercado russo) reduziu sua estimativa de exportação de trigo russo em 2023/24 em 0,2M mt para 48,6M mt. O USDA manteve sua estimativa em 50,0M mt. Considerando a dinâmica atual do mercado, a última estimativa começa a parecer excessivamente otimista.

Conclusão

Os fundamentos recentes vindos do mercado russo devem seguir exercendo uma pressão baixista sobre os preços do trigo. Olhando para o lado da demanda, alguns dos principais destinos parecem estar sensíveis às variações de preço, o que limita o potencial altista – principalmente nas praças fornecedoras para o Norte da África. No lado da oferta, as condições seguem muito positivas para a safra de inverno na Rússia, que está no caminho de mais uma produção total (inverno + primavera) de 90M mt.

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Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño em 2026 deve aumentar pressão de pragas e reforça uso de controle biológico no agronegócio

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O possível retorno do fenômeno El Niño em 2026 já acende alerta no agronegócio brasileiro. O evento climático tende a intensificar a instabilidade das safras, alterando regimes de chuva e temperatura e, consequentemente, elevando a pressão de pragas e doenças nas principais regiões produtoras do país.

Projeções meteorológicas indicam alta probabilidade de formação do fenômeno a partir do segundo semestre de 2026, com impactos distintos entre as regiões produtoras: excesso de chuvas no Sul, estiagens no Norte e Nordeste e variações térmicas no Centro-Oeste e Sudeste.

Condições climáticas favorecem aumento da pressão de pragas agrícolas

Segundo especialistas, o cenário típico do El Niño cria condições favoráveis à rápida multiplicação de insetos-praga, especialmente em sistemas de produção mais intensivos.

De acordo com a doutora em Entomologia pela ESALQ/USP e CEO da Life Biological Control, Cristiane Tibola, o aumento de temperatura e o estresse hídrico aceleram o ciclo biológico de pragas importantes no campo.

Entre os principais riscos estão o avanço da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e da lagarta Spodoptera frugiperda, além do aumento da pressão de outras espécies em diferentes culturas.

Soja e milho devem enfrentar maior risco de pragas no cenário de El Niño

Na cultura da soja, especialistas apontam maior incidência de lagartas desfolhadoras, como falsa-medideira e Helicoverpa, além de mosca-branca e percevejos.

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Em anos de El Niño, o ambiente mais quente e úmido favorece o crescimento populacional desses insetos, ampliando o potencial de danos econômicos e elevando os custos de manejo fitossanitário.

No milho, a combinação entre estresse climático e instabilidade hídrica também tende a intensificar a pressão de pragas-chave, exigindo maior atenção do produtor rural.

Controle biológico ganha protagonismo no Manejo Integrado de Pragas

Diante do cenário de maior risco fitossanitário, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) com base em soluções biológicas ganha força como estratégia central nas lavouras brasileiras.

O uso de bioinsumos permite maior seletividade no controle de pragas, preservação de inimigos naturais e redução da dependência de inseticidas químicos, contribuindo para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Macrobiológicos e baculovírus ampliam eficiência no controle de pragas

Entre as tecnologias biológicas disponíveis, o uso de macrobiológicos tem se destacado no controle de percevejos, especialmente em lavouras de soja.

Soluções como o Defender Soy, desenvolvido com a microvespa Telenomus podisi, atuam no controle de ovos do percevejo-marrom (Euschistus heros), interrompendo o ciclo da praga antes que ela atinja o estágio de maior dano econômico.

No controle de lagartas, bioinseticidas à base de baculovírus vêm ganhando espaço, especialmente em áreas com resistência a inseticidas convencionais. Produtos da linha Destroyer são utilizados no manejo de espécies como Spodoptera frugiperda, falsa-medideira e Helicoverpa.

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Soluções integradas ampliam eficiência operacional no campo

Tecnologias combinadas, como Defender Duo e Defender Triple, permitem o controle simultâneo de diferentes pragas, ampliando o espectro de ação e otimizando operações de manejo.

Esse tipo de estratégia contribui para maior eficiência operacional, redução de aplicações químicas e melhor aproveitamento das áreas produtivas.

Crescimento dos bioinsumos reforça mudança no modelo produtivo

A Life Biological Control destaca que atualmente detém o maior portfólio de produtos à base de baculovírus no mercado brasileiro, acompanhando a expansão do uso de bioinsumos no país.

Com sede em Piracicaba (SP), a empresa registrou crescimento superior a 200% nas vendas nos últimos 12 meses, impulsionado pela adoção crescente de tecnologias biológicas e pelo avanço do Manejo Integrado de Pragas.

Sustentabilidade e resiliência ganham peso na estratégia do produtor

Em um cenário de maior instabilidade climática, especialistas apontam que o controle biológico deve deixar de ser apenas uma alternativa complementar para se tornar parte central da estratégia de manejo nas propriedades rurais.

A tendência é que sistemas produtivos mais resilientes, baseados em tecnologia, monitoramento e bioinsumos, ganhem protagonismo na busca por eficiência produtiva e sustentabilidade no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio pragas_agro

Fonte: Portal do Agronegócio

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