AGRONEGÓCIO

TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA: Em poucos dias, cooperativas do PR começam a receber os produtores rurais nos Dias de Campo

Publicado em

A temporada de Dias de Campo se inicia e várias cooperativas paranaenses promoverão o evento em suas áreas de ação. Até o início de março, realizarão Dias de Campo a Copagril, Coagru, Coasul, Lar, C.Vale, Cocamar, Integrada, Coamo, Coopavel, Coopertradição, Bom Jesus e Copacol.

Transferência de tecnologia – Segundo o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, os Dias de Campo são utilizados há várias décadas pelo setor, sendo um método prático e eficaz de transferência de tecnologias no meio rural. “Num espaço adequado, as experiências técnicas em desenvolvimento podem ser demonstradas aos produtores, que se informam a respeito do comportamento de novas cultivares, manejos de culturas e criações de animais, conservação de solos, uso de sementes e fertilizantes, além de controle de pragas e doenças. Esses eventos também abordam aspectos relacionados ao mercado de produtos agropecuários e lançamentos de maquinários e implementos agrícolas”, explica.

Pesquisa – Mafioletti lembra que as cooperativas paranaenses possuem centros de pesquisa e estações experimentais onde validam a eficiência das novas tecnologias, antes de apresentá-las aos seus produtores cooperados nos Dias de Campo. “Os resultados obtidos pela pesquisa/experimentação agropecuária nas cooperativas são transmitidos ao agricultor através dos profissionais da assistência técnica, em sua maioria engenheiros agrônomos, médicos veterinários, zootecnistas e técnicos de nível médio, que trabalham de forma mais próxima ao cooperado”, relata. Para auxiliar na transferência de tecnologias, as cooperativas promovem os Dias de Campo em parceria com outras empresas (públicas ou privadas) do setor. “O Dia de Campo é um instrumento tradicional e importante para as cooperativas paranaenses. É um evento que mantém o produtor rural sempre atualizado, promovendo também o desenvolvimento sustentável do agronegócio”, conclui.

Leia Também:  Produtores de soja de Minas estão preocupados com a mosca branca

PROGRAMAÇÃO DIAS DE CAMPO – VERÃO 2024

transferencia-tecnologia-quadro-03-01-2023

Fonte: Paraná Cooperativo

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

Published

on

A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

Leia Também:  Mercado do Trigo: Produtores mantêm atenção na atividade de campo, com destaque para colheita e cultivo de segunda safra

No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

Leia Também:  Delta Energia Anuncia Vagas de Emprego nas Usinas de Biodiesel de Cuiabá (MT) e Rio Brilhante (MS)

O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA