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Variações climáticas no Brasil impactam negociações de café em Nova York

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O mercado futuro do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US) iniciou as negociações desta quinta-feira (4) com quedas nos principais contratos, em meio à atenta observação dos operadores às condições climáticas no Brasil. As chuvas em destaque exercem pressão sobre as cotações, gerando reflexões sobre o futuro das safras de 2024 e 2025.

A análise mais recente do Escritório Carvalhaes destaca a importância das chuvas previstas nos próximos cinco dias nas regiões produtoras de café do Brasil. Embora sejam consideradas necessárias e bem-vindas, o cenário já registrou danos e perdas significativas para as safras mencionadas. A expectativa é de que, se ocorrerem em boa quantidade, as chuvas possam mitigar prejuízos adicionais para os cafeicultores.

Por volta das 09h02 (horário de Brasília), os principais contratos apresentavam quedas: março/24, com 105 pontos negativos; maio/24, com 115 pontos negativos, cotado a 182,95 cents/lbp; julho/24, com desvalorização de 115 pontos, negociado a 183,25 cents/lbp; e setembro/24, com baixa de 110 pontos, valendo 184,10 cents/lbp.

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Na Bolsa de Londres, o cenário para o café conilon era de estabilidade, com pequenas variações nos contratos. Março/24 registrava alta de US$ 2 por tonelada, negociado a US$ 2759; maio/24 era cotado a US$ 2687; julho/24 apresentava queda de US$ 2 por tonelada, negociado a US$ 2628; e setembro/24 registrava baixa de US$ 5 por tonelada, valendo US$ 2582.

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

PIB do agronegócio cresce 12,2% em 2025 e atinge R$ 3,2 trilhões, com forte avanço da pecuária

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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou crescimento expressivo de 12,20% em 2025, alcançando R$ 3,20 trilhões e ampliando sua participação para 25,13% da economia nacional. O desempenho foi fortemente impulsionado pelo avanço da pecuária, que liderou a expansão ao longo do ano.

Os dados são do Cepea, da Esalq/USP, em parceria com a CNA.

Quarto trimestre sinaliza desaceleração

Apesar do resultado robusto no acumulado do ano, o quarto trimestre de 2025 apresentou retração de 1,11% em relação ao trimestre anterior, refletindo a perda de fôlego dos preços no setor.

A queda foi generalizada entre os segmentos do agronegócio:

  • Insumos: -2,32%
  • Segmento primário: -0,92%
  • Agroindústrias: -1,48%
  • Agrosserviços: -0,86%

Segundo o Cepea, esse movimento já era esperado, considerando que o forte crescimento observado anteriormente foi impulsionado pela valorização dos preços iniciada no segundo semestre de 2024, que perdeu intensidade ao longo de 2025.

Pecuária lidera crescimento do agro

O grande destaque do ano foi o ramo pecuário, que registrou expansão de 32,55%, enquanto o ramo agrícola avançou 3,40%.

No quarto trimestre, a diferença de desempenho entre os ramos ficou evidente:

  • Agricultura: retração de 2,43%
  • Pecuária: crescimento de 1,81%
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A pecuária foi sustentada principalmente pelo aumento dos preços e pelo maior volume de produção, além do desempenho positivo das exportações.

Produção e preços cresceram juntos — cenário incomum

Um dos pontos mais relevantes de 2025 foi a combinação de alta nos preços com crescimento da produção, o que não é comum no setor.

O chamado PIB-volume, que mede o avanço da produção, cresceu 6,76% no período, indicando expansão consistente da atividade. Historicamente, anos de forte produção costumam ser acompanhados por queda nos preços — o que não ocorreu desta vez.

Esse cenário contribuiu para que 2025 registrasse o segundo maior crescimento da série histórica do PIB do agronegócio.

Desempenho por segmentos

Insumos

O segmento cresceu 5,37% no ano, puxado pelos insumos agrícolas (+12,51%), com destaque para fertilizantes, defensivos e máquinas. Já os insumos pecuários recuaram 11,67%, impactados pela queda nos preços das rações.

Segmento primário

Apresentou forte expansão de 17,06%, com altas tanto na agricultura (+13,09%) quanto na pecuária (+24,16%). O resultado reflete o aumento da produção e, no caso da pecuária, preços mais elevados.

Agroindústria

Cresceu 5,60%, mas com forte contraste interno:

    • Base agrícola: -3,33%
    • Base pecuária: +36,54%
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A indústria pecuária foi impulsionada por preços elevados e exportações aquecidas.

Agrosserviços

Registraram alta de 13,76%, com avanço modesto na base agrícola (+1,13%) e crescimento expressivo na base pecuária (+41,59%), refletindo o dinamismo da cadeia produtiva.

Participação do agro na economia aumenta

Com o resultado de 2025, o agronegócio ampliou sua relevância na economia brasileira, passando de 22,9% do PIB em 2024 para 25,13% em 2025.

Do total gerado:

  • R$ 2,06 trilhões vieram do ramo agrícola
  • R$ 1,14 trilhão foram gerados pela pecuária
Perspectiva: preços ainda são fator-chave

Apesar do crescimento expressivo, o desempenho do agronegócio segue altamente dependente do comportamento dos preços. A desaceleração observada no fim de 2025 indica que o setor pode enfrentar um ritmo mais moderado à frente, especialmente se houver pressão sobre as cotações.

Ainda assim, a combinação entre produção elevada, demanda consistente e protagonismo da pecuária mantém o agro como um dos principais motores da economia brasileira.

PIB do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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