AGRONEGÓCIO

StoneX reduz previsão novamente e descarta safra recorde de soja no Brasil

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Com o corte, a StoneX não prevê mais uma safra recorde no Brasil, o maior produtor e exportador mundial de soja, já que a produção nesta temporada ficaria abaixo dos 157,7 milhões de toneladas colhidas em 2022/23.

Analistas da StoneX disseram em um relatório que as chuvas do mês passado continuaram irregulares na maioria dos campos de soja do Brasil, incluindo o principal Estado produtor de grãos, Mato Grosso, onde a produção deverá cair mais de 14% em comparação com a temporada anterior.

Eles disseram que o clima continuará a desempenhar um papel fundamental nos próximos meses, uma vez que alguns Estados plantam mais tarde e houve atrasos na semeadura.

“De qualquer forma, o real tamanho da safra só será conhecido com o avanço da colheita”, disseram os analistas, que também reduziram sua previsão para as exportações de soja do Brasil nesta temporada para 95 milhões de toneladas, contra 103 milhões da previsão anterior, devido à menor oferta.

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MILHO

Pelo quinto mês consecutivo, a StoneX reduziu sua estimativa de produção da primeira safra 2023/24 de milho do país, que passou de 26,45 milhões para 25,81 milhões de toneladas.

“A principal razão do corte foi a revisão para baixo nas estimativas de produtividade nos Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará”, afirmou.

“Boa parte da região Norte/Nordeste apresentou chuvas muito irregulares e, por mais que algumas regiões tenham apresentado melhora nas condições, parcela relevante das lavouras enfrentou condições climáticas desfavoráveis.”

A StoneX também reduziu seu número para a safra de inverno 2023/24 de milho, para 96,6 milhões de toneladas, versus 97,3 no relatório de dezembro, devido ao atraso na soja, que impactará o plantio de milho.

Considerando os números de todas as safras de milho, a produção brasileira está estimada em 124,56 milhões de toneladas. Na temporada passada, o país produziu um recorde de 139,2 milhões de toneladas de milho.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do arroz volta a cair no Brasil após leilões frustrados e excesso de oferta pressiona mercado

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O mercado brasileiro de arroz segue enfrentando um cenário de forte pressão sobre os preços, baixa liquidez e retração nas negociações, mesmo após a realização dos leilões de PEP e PEPRO promovidos pelo governo federal. A avaliação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, que aponta agravamento da fragilidade comercial diante do excesso de oferta e da limitada efetividade das medidas oficiais de sustentação.

Segundo o especialista, o setor continua sem apresentar reação consistente, com indústrias operando de forma defensiva e negociações ocorrendo em ritmo bastante reduzido.

“O mercado segue extremamente travado, com baixa movimentação e dificuldades crescentes na formação de preços”, destaca Oliveira.

Leilões não conseguem sustentar preços do arroz

Os leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (PEPRO) eram vistos como uma tentativa de aliviar a pressão sobre o mercado interno. No entanto, o resultado ficou abaixo das expectativas do setor.

A baixa adesão aos programas — com menos da metade dos volumes negociados — aumentou a percepção negativa entre produtores e agentes da cadeia orizícola. Na prática, o mercado interpretou os resultados como sinal de limitação operacional dos mecanismos diante dos problemas estruturais atuais.

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Além disso, parte dos participantes avalia que os prêmios acabaram sendo parcialmente absorvidos pela indústria e pelas tradings por meio de ajustes negativos nos preços pagos ao produtor.

Em diversas regiões produtoras, começaram a surgir diferenciações entre operações enquadradas e não enquadradas nos programas oficiais, ampliando distorções regionais e reduzindo a transparência da formação de preços.

Produtores seguram estoques e vendas seguem pontuais

Diante do ambiente de preços fragilizados, os grandes produtores permanecem retraídos e priorizam a retenção dos estoques, aguardando melhores oportunidades comerciais. Já os produtores com menor capacidade financeira continuam realizando vendas pontuais para geração de caixa e cumprimento de compromissos imediatos.

O cenário também segue pressionado pelo câmbio menos favorável às exportações brasileiras de arroz, fator que reduz a competitividade do produto nacional no mercado externo e dificulta o escoamento dos excedentes.

Cotação do arroz acumula forte desvalorização em 2025

A pressão sobre os preços continua evidente nas referências do mercado gaúcho, principal polo produtor do país.

A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul, padrão 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (7) cotada a R$ 61,65.

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O valor representa queda de 3,03% em relação à semana anterior. Na comparação mensal, houve leve alta de 1,34%, mas no acumulado de 2025 a desvalorização já alcança 19,63%.

Mercado segue atento aos próximos movimentos

Analistas do setor avaliam que o comportamento do mercado dependerá principalmente da capacidade de retomada das exportações, da evolução da demanda doméstica e de possíveis novas medidas governamentais para sustentação da renda do produtor.

Enquanto isso, o ambiente continua marcado por cautela, excesso de oferta e dificuldade de reação consistente nos preços do arroz brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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