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Ações de China e Hong Kong encerram 2023 com pior desempenho global, em queda de mais de 10%

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As ações chinesas e de Hong Kong encerraram 2023 como os mercados acionários de pior desempenho do mundo, com perdas superiores a 10%, embora tenham registrado sua melhor semana em cinco meses.

O índice CSI 300 de blue chip da China registrou um terceiro ano consecutivo sem precedentes de quedas em meio à vacilante recuperação pós-pandemia do país e a tensões geopolíticas.

Nesta sexta-feira, o índice subiu 0,5% e teve alta de 2,8% na semana. O Índice Hang Seng de Hong Kong encerrou a sessão estável, mas registrou um ganho semanal de 4,3%.

No entanto, os índices estão na rabeira das classificações de desempenho global de 2023, com o Hang Seng caindo 14% no ano, no quarto ano de quedas, e o CSI 300 caindo 11%.

Em contraste, o índice mundial de ações MSCI deve encerrar 2023 com alta de cerca de 20%, com ganhos estelares registrados em mercados como Estados Unidos, Japão, Índia e México.

A China “decepcionou os investidores que esperavam uma forte recuperação” após a Covid-19, disse William Witherell, economista-chefe global da Cumberland Advisors, em uma nota.

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“A economia foi atingida por problemas generalizados e persistentes de dívidas imobiliárias e de governos locais, cuja limpeza continua.”

As ações do setor imobiliário lideraram as quedas em 2023, com as incorporadoras chinesas caindo 39%. O varejo, a nova energia e o turismo também estiveram entre os maiores perdedores.

Evidenciando a confiança abalada, a compra líquida de estrangeiros por meio do Stock Connect este ano totalizou cerca de 44 bilhões de iuanes (6,20 bilhões de dólares) — a menor desde 2015.

Mas alguns enxergam grandes oportunidades nas ações prejudicadas. O gerente de fundos de hedge de Xangai, Li Bei, disse em um post na sexta-feira que os investidores que estão subponderados na China podem ser forçados a adicionar posições em 2024, já que o mercado provavelmente chegou ao fundo do poço.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,22%, a 33.464 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,02%, a 17.047 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,68%, a 2.974 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,49%, a 3.431 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,60%, a 2.655 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,11%, a 17.930 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,80%, a 3.240 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,31%, a 7.590 pontos.
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Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho recua no Brasil, Chicago opera estável e B3 fecha sem direção única em meio a oferta elevada

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Mercado do milho no Brasil acumula queda de 3,5% em junho com forte pressão da oferta

O mercado brasileiro de milho mantém trajetória de baixa ao longo de junho, pressionado principalmente pelo avanço da safrinha e pelo nível elevado dos estoques de passagem.

Na praça de Campinas (SP), referência para o Centro-Sul, o milho foi negociado a R$ 62,00 por saca de 60 kg nesta quarta-feira (24), reforçando o movimento de recuo observado ao longo do mês. A média parcial de junho ficou em R$ 63,06 por saca, queda de 3,5% frente a maio, quando o valor médio foi de R$ 65,35.

Segundo dados de mercado, o principal fator de pressão segue sendo a combinação entre oferta abundante e demanda interna sem força suficiente para absorver o volume disponível, o que mantém compradores mais cautelosos nas negociações.

A safrinha 2026 é estimada em 112,5 milhões de toneladas, segundo projeções do setor, configurando-se como uma das maiores já registradas no país. O cenário reforça a expectativa de excedente estrutural no curto e médio prazo, com impacto direto sobre a formação de preços.

No mercado físico, a liquidez permanece baixa. Produtores relatam resistência em aceitar valores abaixo do custo de produção, enquanto compradores atuam de forma mais seletiva, aguardando possíveis novas quedas ou oportunidades pontuais.

Chicago opera em estabilidade com equilíbrio entre demanda e clima favorável

No mercado internacional, os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quinta-feira (25) próximos da estabilidade, refletindo um cenário de equilíbrio entre fatores altistas e baixistas.

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Os vencimentos mais negociados apresentaram variações mistas: julho/26 com leve queda, setembro/26 estável e contratos mais longos com pequenas altas, indicando ajuste técnico após sessões recentes de volatilidade.

Entre os fatores de suporte, destaca-se a demanda externa. O México realizou compras de aproximadamente 100 mil toneladas de milho dos Estados Unidos, parte destinada ao atual ciclo comercial e parte para a safra 2026/27, segundo dados do USDA.

Por outro lado, o clima favorável no cinturão produtor norte-americano segue limitando movimentos de alta. A maioria das lavouras permanece em boas condições, o que sustenta expectativas de oferta confortável e reduz pressão sobre os preços.

B3 inicia sessão em leve queda com influência externa e fundamentos domésticos

Na Bolsa Brasileira (B3), o milho também começou o pregão desta quinta-feira com viés levemente negativo, acompanhando o comportamento mais contido do mercado internacional.

Por volta das 09h, os contratos futuros operavam entre R$ 63,97 e R$ 73,10. O vencimento julho/26 recuava para R$ 63,97, enquanto setembro/26 e janeiro/27 também registravam leves baixas, refletindo cautela dos investidores.

Na sessão anterior, o mercado havia encerrado de forma mista. O suporte inicial veio da valorização do dólar, mas perdeu força ao longo do dia com a queda das cotações em Chicago e o avanço da colheita da safrinha no Brasil.

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Relatos de produtividade irregular em algumas regiões, especialmente em Mato Grosso, adicionaram volatilidade ao mercado. Ao mesmo tempo, chuvas em áreas produtoras atrasaram os trabalhos de colheita e ajudaram a limitar quedas mais intensas.

No mercado físico regional, a liquidez segue reduzida. No Sul do país, compradores abastecidos mantêm negociações pontuais. No Paraná e em Santa Catarina, a diferença entre ofertas e pedidos continua travando acordos. Em Mato Grosso do Sul, a entrada gradual da segunda safra pressiona os preços, embora a demanda da indústria de bioenergia siga como fator de sustentação pontual.

Panorama geral: oferta elevada mantém mercado sob pressão no curto prazo

O mercado global de milho entra no segundo semestre com predominância de fundamentos baixistas, especialmente no Brasil, onde a safrinha volumosa reforça o cenário de superoferta.

Enquanto Chicago oscila de forma lateral, sustentada por exportações pontuais e clima favorável, a B3 reflete o ajuste entre fatores externos e a realidade doméstica de ampla disponibilidade.

No curto prazo, o comportamento dos preços deve continuar condicionado ao ritmo de colheita, ao apetite das exportações e à capacidade de absorção do mercado interno, especialmente do setor de proteína animal e da indústria de etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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